<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458</id><updated>2012-02-09T19:31:29.154-03:00</updated><category term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><title type='text'>HVBLOGUE</title><subtitle type='html'>UM MONSTRO DE ESCURIDÃO E RUTILÂNCIA...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-8029741981493926352</id><published>2012-02-07T21:52:00.004-03:00</published><updated>2012-02-08T10:13:15.939-03:00</updated><title type='text'>DE COMO A INGENUIDADE PODE GERAR CORRUPÇÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;“uma esmola seu doutor/&lt;br /&gt;para um homem que é são/&lt;br /&gt;ou lhe mata de vergonha/&lt;br /&gt;ou vicia o cidadão”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Soavam aproximadamente dezoito horas, hora da ave Maria, quando acordo com o rebuliço das mulheres na casa de praia em que me encontrava. Era dia trinta e um de dezembro de dois mil e onze e as meninas todas estavam em polvorosas por conta de uma repentina e mal vinda falta d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cisterna da casa havia secado e o desespero se abateu sobre todas as garotas, que para não ficarem odorizadas a macacas na virada do ano, ensandecidamente começaram a comprar bujões de água mineral na venda do Seu Ferreira – que fica ao lado da casa onde estávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugeri que seria melhor tomar banho num &lt;i&gt;camping&lt;/i&gt; que havia por perto, pois lá certamente haveria um poço. Recusaram-se! Argumentavam: “e os pratos? E os preparativos? E as comidas?” Bradavam pelos cotovelos enquanto caminhavam agitadas pela sala e pela cozinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que surge uma solução inesperada. Era Seu Ferreira (o dono da venda onde compramos bebidas e outras necessidades ao longo de toda semana na casa de veraneio), ele tinha uma cacimba e estava disposto a ajudar-nos colocando água em nossa cisterna. Pronto, fim do problema; até que surge uma cotinha louca de cinco reais para pagar ao Seu Ferreira pela boa ação, como se devêssemos comprar a gentileza daquele velho homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo me agoniou por dentro com a sensação de estar sendo corruptivo e de estar agindo sob a égide do comportamento canalha do capitalismo liberal burguês. Então fui conversar com o Senhor Ferreira que me revelou que não queria nada em troca e que sempre fornecia água aos moradores nativos daquela localidade quando esta estava em falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fêmeas se acotovelavam entre a cozinha e a copa, no preparo da ceia de nossa festa, quando chego com as boas novas: “Pessoal, falei com Seu Ferreira e ele não quer receber nada pela água, mas disse-lhe que já fizemos uma cota e que mesmo assim lhe daremos uma grana pela força. Minha sugestão é: a gente dá metade da grana e a outra metade compra de cerva! Né massa?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando me demonizaram: “Eu quero ajudar e vou dar o dinheiro, cinco reais não é nada pra mim, se você quiser você pega os seus cinco de volta.” Uma delas esbravejou em alto e bom som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resmunguei alguma tolice sobre ter sido criado entre o subúrbio e o sertão; lembrei de um tio meu que também tem poço em casa e que em épocas de racionamento lá na zona norte se formavam filas imensas pra pegar água DE GRAÇA na casa dele; tentei lembrar de um trecho de uma música de Luiz Gonzaga (o dito cujo está na epígrafe deste texto); tudo em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois me retirei com aquilo entalado na goela e voltei a beber para ver se descia. Fiquei preso naquilo e aquilo preso em mim, mas agora me desprendi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que essas meninas não entendem ou percebem é que essa visão burguesa, capitalista, liberal, das relações humanas; essa visão dos espíritos fracos e gananciosos, dos grilhões da moral material – visão esta responsável direta pela desigualdade e miséria humana! – tal visão está cristalizada nelas muito fortemente e não naquele velho. Talvez não sintam que o simples fato de pagar uma quantia exorbitante pela boa fé ou pela água (água esta do subsolo e portanto um bem de todos) possivelmente o incentiva a absorver esta mesma moral que jaz entranhada nelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que naquela bendita noite todas ficaram com uma impressão errônea de que eu era um sujeito muito mesquinho; mas prometo que a minha intenção maior foi a de agir com justeza e nobreza para com aquele senhor, e principalmente para comigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-8029741981493926352?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/8029741981493926352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=8029741981493926352' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8029741981493926352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8029741981493926352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2012/02/de-como-ingenuidade-pode-gerar.html' title='DE COMO A INGENUIDADE PODE GERAR CORRUPÇÃO'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6135180218896675747</id><published>2011-07-29T12:25:00.004-03:00</published><updated>2011-10-02T02:31:13.234-03:00</updated><title type='text'>O POBRESTAR</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Prelúdio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é estranha. As pessoas admiram as entranhas cotidianas de outras pessoas quando essas outras pessoas são igualmente falidas, porém famosas. Assim começou meu rebuliço. Sou falido e um tanto quanto famoso, mas nunca pensei que fosse me fuder completamente por conta disso. Minha família me adora.&lt;br /&gt;A família dos outros também.&lt;br /&gt;Meus amigos me idolatram.&lt;br /&gt;Os amigos deles também.&lt;br /&gt;E os daqueles.&lt;br /&gt;E os daqueles outros também.&lt;br /&gt;Sempre me dei bem com as pessoas e creio que elas sempre roubaram algo bom de mim. (Mesmo que me odeiem em seus íntimos feministas...)&lt;br /&gt;Trabalho e vou continuar trabalhando para tornar os outros felizes, só que até então não achava que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...Interlúdio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vinha de mais uma grande turnê pela América da vida latina. Dormia no leito do BUS Express, quando me dei conta que chegara a minha terra natal. Gentilmente pedi a uma senhora, que dormia (ou fingia que dormia!?!) com minha glande na boca, para recompor-se. Ela me disse com voz abaloada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espere que ainda vão descarregar o trem...&lt;br /&gt;E eu:&lt;br /&gt;- Estamos num ônibus, Madame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me olhou como quem quer ouvir Motorhead e eu fiquei com medo e esperando um pouco de compaixão. Saí Dalí com uma sensação de leveza presa, sinuca e bolas de gude. Continuei a faina até o metrô. No metrô, tentei me esconder da minha cara estampada nas revistas e jornais que anunciavam meu fantástico sucesso da turnê pelo mundial umbigo.&lt;br /&gt;Reconheceram-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é aquele cara, né? O cara que faz as coisas acontecerem assim? Né tu, não?&lt;br /&gt;Eu disse:&lt;br /&gt;- Não. Mas bem que poderia ser qualquer um! Né, tu não?&lt;br /&gt;E a pessoa disse:&lt;br /&gt;Bem que eu queria! Queria muito mesmo! Mas mesmo, muito, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei estranha a criatura. Mas esqueci. Parecia que tal figura pensava como eu. Esqueci. Embora fosse um tanto aparvalhado. Esqueci. Se bem que minha precaução esquecida não me adiantou muito. Ao fazer a integração (do metrô para o ônibus urbano) fui perseguido por uma falange de jovens anestesiados.&lt;br /&gt;Reconheceram-me e queriam postas propostas em seus aquários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhes:&lt;br /&gt;Estudem, trabalhem, perseverem e gozem dentro.&lt;br /&gt;Todos e todas gemeram e caíram embolando pelo chão sujo da estação de baldeação do metrô pro famigerado busão. E gritavam:&lt;br /&gt;- Deixem-no passar!!!&lt;br /&gt;- Deixem-no passar!!!&lt;br /&gt;- Deixem-no passar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei na frente. O motorista me acenou como quem me conhecesse a longos anos. Sorri. Abri meu cinto e me relaxei completo na cadeira para deficientes. Soltei um peido altão, mas sem muito fedor. Macacos se acotovelavam para subir pelas janelas. ARRASTA MOTÔ, gritavam os sóbrios involuídos trabalhadores. A cobradora do ônibus me pediu desculpas pela barbárie e disse que tinha feito um curso de teatro gay comigo no ano de 1997.&lt;br /&gt;Perguntei se precisava conversar. Ela respondeu: ARRASTA MOTÔ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos pouco mecânicos, paramos na frente de uma igreja superpostal. Pastores me puxavam pelo braço e diziam sentir minha falta nos cultos de purificação renal. Tentei explicar a idéia da hemodiálise. Não adiantou. Tentei falar da fé na difusão simples e facilitada. Nada. Usei economia doméstica e engenharia mecatrônica. Finalmente entenderam e quase me deixaram em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles (dos Pastores) me disse:&lt;br /&gt;- Nunca mais apareceu. O senhor tem que voltar aqui! Precisamos ordenhar nosso rebanho! A sociologia só se apega às fraquezas coletivas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{Ficaram com os olhinhos esperando minha resposta e a vontade que eu tinha era de gritar:&lt;br /&gt;[- ARRASTA MOTÔ. (No entanto tentei algo mais perto do amor niilista.)]&lt;br /&gt;e disse:&lt;br /&gt;- A estrutura da água apresenta a forma de um tetraedro distorcido.}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;: Dessa vez foi por pouco! (Pensei em minha cadeira de aleijado. Ou era de idoso? Whatever!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTINUA...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6135180218896675747?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6135180218896675747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6135180218896675747' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6135180218896675747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6135180218896675747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/07/o-pobrestar.html' title='O POBRESTAR'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4710348734486889034</id><published>2011-05-26T17:00:00.002-03:00</published><updated>2011-05-26T17:04:04.928-03:00</updated><title type='text'>MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;h3&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;ARISTOTELES (2004). &lt;i&gt;Arte Poética. &lt;/i&gt;São Paulo, Martin Claret.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;BANDEIRA, Manuel. &lt;i&gt;Meus Poemas Preferidos&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro, Ediouro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;BANDEIRA, Manuel (1982). &lt;i&gt;Antologia Poética&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro, Ed. José Olympio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;BANDEIRA, Manuel (1993). &lt;i&gt;Estrela da Vida Inteira&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt;text-align:justify;text-indent: -27.0pt"&gt;BELLUZZO, Ana Maria de M. (1990) “Os Surtos Modernistas” in: BELLUZZO, Ana Maria de M. (org.). &lt;i&gt;Modernidade: Vanguardas Artísticas na América Latina. &lt;/i&gt;São Paulo, Memorial/UNESP. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt;text-align:justify;text-indent: -27.0pt"&gt;BENJAMIN, Walter (1980). &lt;i&gt;“&lt;/i&gt;A Obra de Arte na Época de suas Técnicas de Reprodução&lt;i&gt;”&lt;/i&gt;. in BENJAMIN, Walter et al. &lt;i&gt;Textos Escolhidos&lt;/i&gt;. São Paulo, Abril Cultural.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;BOURDIEU, Pierre (1996). &lt;i&gt;As Regras da Arte&lt;/i&gt;. São Paulo, Companhia das letras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt;text-align:justify;text-indent: -27.0pt"&gt;CANDIDO, Antonio. &lt;i&gt;Literatura e Sociedade: estudos de Teoria e História literária. &lt;/i&gt;São Paulo, Ed. Nacional. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;DUVIGNAUD, Jean (1966). “Problemas de Sociologia da Arte”, in Gilberto Velho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;        &lt;/span&gt;(org.), &lt;i&gt;Sociologia da&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Arte&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro, Ed. &lt;span style="mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;Zahar, p.25 – 36.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt;text-align:justify;text-indent: -27.0pt"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;EAGLETON, Terry (1997). &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Teoria da Literatura: Uma Introdução. &lt;/i&gt;São Paulo, Martins Fontes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;FISCHER, Ernest (1966). “A Função da Arte”, in Gilberto Velho (org.), &lt;i&gt;Sociologia da&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;        &lt;/span&gt;Arte&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro, Ed. Zahar, p.15 – 23. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;LAFETÁ, João Luiz (1973). &lt;i&gt;Estética e Ideologia: O Modernismo em 1930.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;ORLANDI, Eni P. (1999). &lt;i&gt;Análise de Discurso&lt;/i&gt;. São Paulo, Ed. Pontes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;PLATÃO, Diálogos de (1976). &lt;i&gt;A República. &lt;/i&gt;Universidade federal do Pará.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;ZILIO, Carlos. “Da Antropofagia à Tropicália”, in Adauto Novaes (org.), &lt;i&gt;O nacional e&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;i&gt;o Popular na Cultura Brasileira&lt;/i&gt;, p.11 – 56.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;ZILIO, Carlos (1982). &lt;i&gt;A Querela do Brasil&lt;/i&gt;. Rio de janeiro, Ed. Funarte.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4710348734486889034?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4710348734486889034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4710348734486889034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4710348734486889034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4710348734486889034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/05/manuel-bandeira-um-modernista-sem_5555.html' title='MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4994235133206845676</id><published>2011-05-26T16:59:00.001-03:00</published><updated>2011-05-26T17:02:04.015-03:00</updated><title type='text'>MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;h3&gt;METODOLOGIA&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Para desenvolver meu trabalho me apoio na obra literária de Manuel Bandeira, sobretudo no seu trabalho artístico até a Semana de 22; tendo &lt;i&gt;Cinza das Horas&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Carnaval&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Ritmo Dissoluto&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Libertinagem&lt;/i&gt; como principais textos. Faço essa escolha por causa do ano de publicação de cada livro. Os dois primeiros pré-semana de 22 (1917 e 1919, respectivamente), Ritmo Dissoluto logo após a Semana (1924) e &lt;i&gt;Libertinagem&lt;/i&gt; (1930) que traz consigo poemas escritos desde 1924 até o ano de publicação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Começo assim por definir o que – dentro da obra de Bandeira – mais vai me interessar para o desenvolvimento da pesquisa; porque, segundo Eni Puccinelli Orlandi, na Análise de Discurso, a constituição do &lt;i&gt;corpus &lt;/i&gt;de análise deve ser um dos primeiros pontos considerado e definido pelo pesquisador. E mais, para ele, essa “delimitação do corpus não segue critérios empíricos (positivistas) mas teóricos.” Dessa forma, a construção do corpus e a análise estão profundamente atreladas, pois definir o que fará parte desse corpus já é decidir acerca de propriedades discursivas a serem estudadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:27.0pt;text-align:justify; text-indent:0cm"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;“Em grande medida o corpus resulta de uma construção do próprio analista. A análise é um processo que começa pelo próprio estabelecimento do corpus e que se organiza face à natureza do material e à pergunta (ponto de vista) que o organiza. Daí a necessidade de que a teoria intervenha a todo momento para “reger” a relação do analista com seu o seu objeto, com os sentidos, com ele mesmo, com a interpretação.” (Orlandi,1999, p.63-64) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left:27.0pt;text-indent:0cm"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 200%"&gt;Tomarei então a poesia como discurso por considerá-la como linguagem em movimento e como material simbólico (é impossível não interpretar a realidade simbolicamente) que faz parte do trabalho social e que é constitutiva do homem e de sua história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 200%"&gt;Para abordagem e estudo desse material, utilizarei também o modelo filosófico desenvolvido por Martin Heidegger, geralmente conhecido como Fenomenologia Hermenêutica, que consiste em colocar a obra como centro da atenção sem deixar de lado seu contexto temporal e histórico; fazendo assim um aprofundamento na sua complexidade e significado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-top:0cm;margin-right:23.55pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:27.0pt;margin-bottom:.0001pt"&gt;“Heidegger parte da reflexão sobre a irredutível “condição dada” da existência humana, ou o &lt;i&gt;Dasein&lt;/i&gt;, como ele chama. (...) Tal existência, argumenta Heidegger, é em primeiro lugar sempre o ser-no-mundo: só somos sujeitos humanos porque estamos praticamente ligados ao nosso próximo e ao mundo material, e essas relações são constitutivas de nossa vida, e não acidentais a ela.” (Eagleton, 1997, p.85). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Aqui creio ser possível uma aproximação do método Heideggeriano com a análise de discurso explanada por Orlandi, pois, com efeito, “os estudos discursivos visam pensar o sentido dimensionado no tempo e no espaço das praticas do homem.” (1999, p.16)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Surgimos dentro de uma realidade inesgotável de significados e essa realidade engloba tanto o sujeito quanto o objeto. Por isso o entendimento, antes de mais nada, é uma dimensão do &lt;i&gt;Dasein &lt;/i&gt;(ser-aí ou ser-no-mundo). O entendimento é radicalmente histórico, estando sempre atrelado a situação concreta em que me encontro e que tento transcender. Para ele, a existência humana é constituída pelo tempo e pela linguagem; E a linguagem para Heidegger não é simplesmente um instrumento de comunicação, e sim a própria dimensão na qual se move a vida humana. A linguagem é por excelência aquilo que faz o mundo ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Segundo Orlandi, “o texto não é apenas uma frase longa ou uma soma de frases. Ele é uma totalidade com sua qualidade particular, com sua natureza específica.” (1999, p.18) Interpreto isso, essa natureza particular, como o &lt;i&gt;ontos&lt;/i&gt; do texto, a linguagem literária tem uma verdade ontológica (ou seja, ela quer ser, ela é). Ao mesmo tempo em que na análise de discurso a linguagem é tida como uma mediação necessária entre o homem e a realidade natural e social. E é nessa mediação que se encontra a luta entre a resistência e a inovação – o que para Pierre Bourdieu seria o campo de forças entre dominantes e dominados – no campo da produção do sujeito humano e da estrutura social correspondente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-top:0cm;margin-right:19.0pt; margin-bottom:0cm;margin-left:26.95pt;margin-bottom:.0001pt;text-indent:0cm; line-height:normal"&gt;“Essa mediação, que é o discurso, torna possível tanto a permanência e a continuidade quanto o deslocamento e a transformação do homem e da realidade em que ele vive. O trabalho simbólico do discurso está na base do produção da existência humana.” (Orlandi, 1999, p.15)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-top:0cm;margin-right:18.9pt; margin-bottom:0cm;margin-left:27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-indent:0cm"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Mimeticamente, a poética materializa a própria essência da realidade. E para Heidegger, só na arte essa verdade fenomenológica pode se manifestar. Para ele, “a arte, como a linguagem, não deve ser considerada como a expressão de um sujeito individual: o sujeito é apenas o local, ou o meio, pelo qual a verdade do mundo se manifesta, e é essa verdade que o leitor de um poema deve &lt;i&gt;ouvir&lt;/i&gt; atentamente.” (1997, p. 89).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Para finalizar este trabalho e amarrar melhor minha idéia, faço uso do argumento de Aristóteles sobre a diferença entre o historiador e o poeta. Para este filósofo grego, eles não diferem pelo fato do historiador escrever em prosa e o poeta em verso: “diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido.” (2004, p.43). Para Aristóteles o poeta narra o possível, segundo a verossimilhança ou a necessidade e a história estuda apenas o particular.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="line-height:200%"&gt;Tomo, então, a obra de Manuel Bandeira, como documento e discurso histórico e cultural para uma análise fenomenológica e reflexão sociológica a respeito de seu modernismo (e sua modernidade) dentro de sua visão e relação com o mundo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4994235133206845676?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4994235133206845676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4994235133206845676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4994235133206845676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4994235133206845676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/05/normal-0-21-false-false-false.html' title='MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6800659138918416764</id><published>2011-05-26T16:58:00.000-03:00</published><updated>2011-05-26T16:59:10.216-03:00</updated><title type='text'>MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;h3&gt;OBJETIVOS E QUESTÕES&lt;/h3&gt;  &lt;h1 style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;Dos objetivos&lt;/h1&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Este trabalho de pesquisa tem como objetivo principal e de ordem mais geral: entender como Manuel Bandeira, sendo considerado um poeta modernista, transparecia deixar de fora, em sua poesia de linguagem mais passadista, um mundo moderno que surgia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Para objeto específico de análise, pretendo checar (1) como a modernidade se camuflava e aparecia – ou parecia – para Manuel Bandeira, em sua obra; e (2) o porque de sua poesia ser considerada moderna sem que ele adentrasse por inteiro essa modernidade.&lt;/p&gt;  &lt;h1 style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;Das questões&lt;/h1&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Enquanto quadro de questões na pesquisa, a primeira que me vem é por que Manuel Bandeira escondia a modernidade em sua obra? Logo depois questiono no projeto: Como essa modernidade se escondia? E, por fim, o que realmente fazia de seus versos, poemas modernistas?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6800659138918416764?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6800659138918416764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6800659138918416764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6800659138918416764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6800659138918416764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/05/manuel-bandeira-um-modernista-sem_577.html' title='MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3789961235636064342</id><published>2011-05-26T16:53:00.002-03:00</published><updated>2011-05-26T16:58:09.106-03:00</updated><title type='text'>MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;h3&gt;QUADRO TEÓRICO&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Para tentar situar melhor a pesquisa, gostaria primeiro de explanar um pouco a respeito da linguagem literária. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;A linguagem sempre foi considerada basicamente como a interpretação e representação da realidade através de um sistema de signos. É, portanto, através da linguagem que os homens externam sua visão de mundo, se utilizando de símbolos para expressar/representar suas relações reais com o meio social ou encobrindo-as. Olhar é imediatamente interpretar, porque o mundo, qualquer mundo que seja, é desde já uma visão de mundo. Porém, a linguagem literária tem uma realidade ontológica, ela quer Ser. É pois aí, que a linguagem poética chama a atenção sobre si mesma (sobre seu significante), mediante propriedades e funções que lhe são intrínsecas, criando e revelando a sua própria realidade (ou seu significado).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Com isso, a obra foge ao “mundo real” mesmo estando o artista inserido nele. Aqui, sem dúvida encontro uma possibilidade referencial com minha questão. Para Bourdieu, a arte encontra-se em condições de ser analisada cientificamente, a partir da análise sobre as condições sociais da produção e da recepção da obra de arte; e isso não a diminuiria, pois que senão tendia a intensificar a experiência literária. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Seria, para Bourdieu,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2" style="margin-top:0cm;margin-right:23.55pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:27.0pt;margin-bottom:.0001pt"&gt;“apenas para melhor redescobri-la ao termo do trabalho de reconstrução do espaço no qual o autor encontra-se englobado e ‘incluído como um ponto’. Conhecer como tal esse ponto do espaço, que é também a partir do qual se forma um ponto de vista singular sobre esse espaço, é estar em condição de compreender e sentir, pela identificação mental com uma posição construída, a singularidade dessa posição e daquele que a ocupa”. (Bourdieu, 1996, p. 15).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Para ele, este caminho nos daria o poder de compreender e sentir a singularidade da posição (no espaço literário) ocupada pelo escritor.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assim, o significado (plano conteudístico) está presentificado no contexto social e cultural da história, está no mundo e fora do significante (plano estético): que transfigura a realidade: que está na obra. É a partir desses parâmetros que pretendo me guiar por enquanto.&lt;/p&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent3"&gt;Por tanto, é em cima do campo literário, ao qual Manuel Bandeira destilou seu mundo artístico, que buscarei encontrar uma sociologia do poeta sobre si mesmo, com seu sentido histórico e existencial refletidos em seus versos como sintomas do espaço-tempo em seu sujeito e fora dele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBlockText"&gt;“Procurar na lógica do campo literário ou do campo artístico, mundos paradoxais capazes de inspirar ou impor os ‘interesses’ mais desinteressados, o princípio da existência da obra de arte naquilo que ela tem de histórico, mas também de trans-histórico, é tratar essa obra como um signo intencional habitado e regulado por alguma outra coisa, da qual ela é também sintoma.” (Bourdieu, 1996, p. 15-16).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBlockText"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h3 style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;span style="font-weight:normal"&gt;Com efeito, creio ser demasiado interessante observar o caráter ‘autobiográfico’ expresso pelo escritor em seu trabalho. Como descreve Bourdieu sobre Flaubert: “um trabalho de objetivação de si, de autoanálise, de socioanálise” (1996, p. 40). Ao meu ver, essa carga de autoreferência se encontra perfeitamente em Bandeira, que, mesmo em estado de ‘recusa das determinações sociais’ que sua escrita abolia, não podia se manter neutro perante a realidade de seu próprio mundo social. Pois, “existir socialmente é ocupar uma posição determinada na estrutura social e trazer-lhe as marcas, sob a forma, especialmente, de automatismos verbais ou de mecanismos mentais” (1996, p. 42-43). Conter e estar-contido em grupos e estar preso em suas redes de relações pode ser encontrado até nas mais fictícias das ficções!&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-top:0cm;margin-right:23.55pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:27.0pt;margin-bottom:.0001pt"&gt;“Não há melhor atestado de tudo que separa a escrita literária da escrita científica do que essa capacidade, que ela possui exclusivamente, de concentrar e de condensar na singularidade concreta de uma figura sensível e de uma aventura individual, funcionando ao mesmo tempo como metáfora e como metonímia, toda a complexidade de uma estrutura e de uma história que a análise científica precisa desdobrar e estender laboriosamente.” (Bourdieu, 1996, p. 39).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-right:23.55pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-right:-3.45pt;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Poderia, agora, facilmente, cair em Platão, abordando seu conceito antigo e primitivo de &lt;i&gt;simulacro; &lt;/i&gt;onde tudo que é produzido pelo poeta (ou artista em geral) não passaria de uma imitação da realidade, uma exposição falha dos fatos e uma reprodução infiel do que é verdadeiro. No entanto, prefiro continuar com Bourdieu, para quem essa ilusão da realidade - manifestada na arte - é partilhada socialmente por todos. É a crença que se cria sobre o próprio mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-top:0cm;margin-right:23.55pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:27.0pt;margin-bottom:.0001pt;tab-stops:396.0pt"&gt;“A tradução sensível dissimula a estrutura, na forma mesma na qual a apresenta e graças à qual é bem-sucedida em produzir um &lt;i&gt;efeito de crença&lt;/i&gt; (antes que de real). E é isso sem dúvida que faz com que a obra literária possa por vezes dizer mais, mesmo sobre o mundo social, que muitos escritos com pretensão científica” (1996, p. 48).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-right:23.55pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-right:23.55pt;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em sua mímica do mundo, Manuel Bandeira, parece transparecer uma certa atratividade na idéia criadora da &lt;i&gt;arte pela arte &lt;/i&gt;(o que nos remete a uma atitude, talvez, parnasiânica). A essência de seus versos pode parecer melancólica e trágica em determinado momento (lembrando Baudelaire) e de leve romanesco em outro (agora Flaubert). Mas isso não quer dizer que o autor se alienasse em relação aos quadros sociais a sua volta. A nova estética que surgia desejava novas possibilidades criadoras perante este quadro: tanto na linguagem como na ideologia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-right:23.55pt;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Segundo Lafetá (1973, p.19), o primeiro momento do modernismo no Brasil, ou seja, o da década de 20, trazia em seu &lt;i&gt;projeto estético&lt;/i&gt; – essencialmente – uma ruptura com o plano da linguagem, que é “a crítica da velha linguagem pela confrontação da nova linguagem”. O segundo momento, ou o da década de 30, seria o &lt;i&gt;projeto ideológico, &lt;/i&gt;onde a manifestação da arte moderna estaria “diretamente atada ao pensamento (visão-de-mundo) de sua época”. Outrossim, aqui vale mais ao trabalho, a reiteração feita logo após por Lafetá, que, o próprio &lt;i&gt;projeto estético&lt;/i&gt; (diretamente ligado às modificações operadas na linguagem) “já contém em si o seu próprio &lt;i&gt;projeto ideológico&lt;/i&gt;”. &lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Observando a teoria de Pierre Bourdieu e relacionando com a análise sócio-histórica de Lafetá, do modernismo no Brasil, indago: Será que uma (in)consciente postura estética/ideológica em Bandeira fazia com que seus versos se traduzissem sensivelmente, em seu campo literário, de forma à dissimular a modernidade? Será possível, a uma sociologia da literatura, desvendar cientificamente a expressão sensível de um autor particular em sua relação individual para com uma específica realidade?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !mso]&gt; &lt;style&gt; v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt; 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 &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal"; 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Recentemente republicano e no centenário da sua independência político-administrativa, a questão central era a modernização do país e seu desenvolvimento industrial. Começa a surgir uma classe empresarial e proletária, em formação, em oposição às oligarquias rurais; estas representavam o arcaísmo da sociedade brasileira e eram detentoras do poder político. A economia estava toda voltada para a exportação do café; mesmo assim, no primeiro quarto de século, já havia uma importante classe média urbana, com uma representação significativa na parte administrativa e nas forças armadas do país.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="line-height:200%"&gt;No período em que se deu início ao modernismo no Brasil, e tomando a Semana de Arte Moderna de 1922 como marco histórico dessa escola, tínhamos então um país de brutos contrastes sociais. A arte sempre nacionalista e de cunho defensivo que até então vigorava e uma arte que se insurgia com aspectos revolucionários estéticos eram como representações desses contrastes civilizatórios; de um lado, a força da sociedade agrária e seus coronéis; do outro, a urbanização crescente do novo mundo que surgia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Com efeito, a Semana de 22 marcou o Brasil profundamente no campo intelectual e político, visto que representou o primeiro esforço organizado para um novo olhar sobre o Brasil moderno. O movimento, nessa época, propõe uma radical mudança na concepção de arte para esse mundo e para essa sociedade moderna. A favor do processo de modernização e crescimento dos nossos quadros culturais, o modernismo foi contra a linguagem “oficializada”, adicionando-lhe folclore e literatura popular; tratava-se de um olhar miscigenado, que, ancorado em nosso passado cultural, erguia um projeto estético que rompesse com a linguagem academicista. Visando assim, segundo Mario de Andrade, uma atualização da inteligência artística brasileira com direito permanente à pesquisa estética e com o intuito de estabilizar uma consciência criadora nacional. Os artistas passaram a ter mais do que uma visão critica da sociedade; foram muito além disso criticando as próprias artes.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Os versos de Bandeira carregavam com cuidado esses contrastes, de tal forma que se torna quase imperceptível a nítida presença de uma sociedade moderna e avassaladora em sua obra. Essa sutileza do poeta, maquiada com seu eu lírico quase formal, faz com que seu modernismo se nos apresente sem um apelo ao (mundo) moderno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Aquela sociedade moderna que se desenvolvia na sua frente, aos olhos seus tinha teor diferente, onde a nostalgia de uma infância mal vivida cegava-lhe para os novos rumos físico-sociais que se formavam. No entanto, sua poesia se vestia muito bem de modernismo. Acima de tudo com seu toque popular, que ressaltava uma linguagem simples, mas de mensagem vasta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasce no Recife, a 19 de abril de 1886. Em 1890, muda-se com a família para o Rio de Janeiro. Daí para Santos, depois São Paulo e novamente Rio. Em 1892, volta a Pernambuco onde passa quatro anos, quatro anos de infância que carregará em seus versos na vida adulta. Depois volta ao Rio; durante esse período cursa o externato do Ginásio Nacional (hoje Pedro II) onde lhe surge o gosto pela literatura. Data daí sua primeira publicação, com um soneto em versos alexandrinos na primeira página do &lt;i&gt;Correio da Manhã&lt;/i&gt;. Parte para São Paulo em 1903 e se matricula na Escola Politécnica. Lá, adoece do pulmão no fim do ano letivo (1904) e abandona os estudos de arquitetura. Volta ao Rio de Janeiro; aqui começa sua peregrinação em busca de climas serranos e tratamentos adequados para seu mal. Em 1913 vai para a Europa a fim de tratar-se no sanatório de Cladavel (Suíça). Por conta da Primeira Grande Guerra volta ao Brasil em 1914 e publica seu primeiro livro – &lt;i&gt;Cinza das Horas&lt;/i&gt; – em 1917. &lt;i&gt;Carnaval&lt;/i&gt;, seu segundo livro, é publicado em 1919 e causa entusiasmo na geração paulista que iniciava a revolução modernista. Em 1921, conhece Mário de Andrade pessoalmente no Rio. Em 1922, vai a São Paulo onde faz novos conhecimentos e amizades, mas não quis participar da Semana de Arte Moderna.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Manuel Bandeira se antecipou ao modernismo empregando o verso livre, embora ainda preso a reminiscências simbolistas e parnasianas, também impregnadas da velha herança do lirismo português, e acabou, mais tarde, como o “idealizador” embrionário daquele evento: Batizado por Mário de Andrade como São João batista do modernismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tomando Manuel Bandeira como “sócio-fundador” do modernismo, fica difícil imaginar como sua poesia, “pré-moderna” (de &lt;i&gt;Cinza das Horas&lt;/i&gt;), prenhe de imagens do passado &lt;span style="font-family:Symbol;mso-ascii-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-char-type:symbol;mso-symbol-font-family:Symbol"&gt;&lt;span style="mso-char-type:symbol;mso-symbol-font-family:Symbol"&gt;¾&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que além de quadras rimadas ainda nutria o gosto pelo soneto &lt;span style="font-family:Symbol;mso-ascii-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-char-type:symbol;mso-symbol-font-family:Symbol"&gt;&lt;span style="mso-char-type:symbol;mso-symbol-font-family:Symbol"&gt;¾&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; se escancarava de modernismo sem necessariamente adentrar a modernidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sendo assim, creio ser possível uma referencialidade do texto literário em relação ao contexto histórico, com cuidado para não reduzir o logos da obra literária a puro efeito de forças externas. Porém, esmiuçá-la numa relação dialética entre o sujeito e tais forças que o formam enquanto agente do mundo em que vive. Dessa forma, pretendo desenvolver minha pesquisa em cima do modernismo de Bandeira, principalmente até a Semana de 22, onde o corpo de sua obra, mesmo modernista, encobria sua modernidade e a de seu tempo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-5121983532443143069?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/5121983532443143069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=5121983532443143069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/5121983532443143069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/5121983532443143069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/05/manuel-bandeira-um-modernista-sem_6168.html' title='MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4620889080066047251</id><published>2011-05-26T16:50:00.000-03:00</published><updated>2011-05-26T16:51:38.945-03:00</updated><title type='text'>MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;h3&gt;JUSTIFICATIVA&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É comum, na crítica literária, o estudo apenas do conteúdo, do método ou técnica utilizados pelo autor e do valor histórico-literário de sua obra. Esquecem-se comumente dos aspectos sociológicos e antropológicos que formam a psique do ator social.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pensando nisso, tentarei buscar tais aspectos em seus poemas para torná-los sociologicamente mais acessíveis aos amantes da arte literária.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;A importância que recai sobre este estudo passa pelo desvendamento de um aspecto da literatura de um dos maiores poetas de nossa história, a partir de seu confronto artístico com sua época, contribuindo assim para uma sociologia da literatura e abrindo caminho para novas interpretações do modernismo e da modernidade em Manuel Bandeira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4620889080066047251?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4620889080066047251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4620889080066047251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4620889080066047251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4620889080066047251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/05/manuel-bandeira-um-modernista-sem_26.html' title='MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6154833917497935412</id><published>2011-05-26T16:35:00.003-03:00</published><updated>2011-05-26T16:48:40.270-03:00</updated><title type='text'>MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;h3&gt;INTRODUÇÃO&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Os poetas, assim como os artistas em geral, são tidos sempre como intérpretes de seu tempo. Há a idéia mítica de que os artistas têm o mágico poder de desvendar a realidade objetiva, além de toda subjetividade das emoções humanas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nos escritores, o compromisso com a realidade social que os cerca parece ser cobrado de forma mais contundente pelos leitores e até pela crítica; mesmo que estes se satisfaçam com o mínimo de verossimilhança com o mundo que ali se revele. Mas a magia da linguagem se estende e se desdobra face aos encantos (ou desencantos, no caso de Manuel Bandeira) com o mundo vivido pelo autor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O significado de um poema pode atravessar as fronteiras da interpretação; contudo, sempre haverá interpretações mais “acertadas”, por assim dizer. Historicamente, sempre existiram formas de controle da interpretação, de autoridades interpretativas; sejam individualizadas (sujeitos/especialistas) ou simbólicas (sociais/ideológicas).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“há modos de interpretar, não é todo mundo que pode interpretar de acordo com sua vontade, há especialistas, há um corpo social a quem se delegam poderes de interpretar. (...) Diante de qualquer fato, de qualquer objeto simbólico somos instados a interpretar, havendo uma injunção a interpretar. Ao falar, interpretamos. Mas, ao mesmo tempo, os sentidos parecem já estar sempre lá.” (Orlandi, 1999,p.10)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 200%"&gt;Porém não é possível, na arte, uma estética, só do autor, totalmente desvinculada da realidade. Bandeira era um modernista de ritmos tradicionais, que buscava o belo num tempo em que estava em jogo uma ruptura estética com este belo; ruptura esta que refletia uma nova visão para um mundo moderno. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;No entanto, também havia em Manuel Bandeira um quebra estética que se ressaltava em seu pseudo-classicismo com o verso livre como lirismo habitual. A questão aqui é: Como um poeta moderno conseguia “deixar de fora” um mundo moderno que o cercava? Ou melhor, como tal poeta conseguiu camuflar este mundo trágico em seus poemas trágicos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:26.95pt;text-align:justify"&gt;“Não como és hoje,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:26.95pt;text-align:justify"&gt;Mas como eras na minha infância,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:26.95pt;text-align:justify"&gt;Quando as crianças brincavam no meio da rua&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:26.95pt;text-align:justify"&gt;(não havia ainda automóveis) (...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:26.95pt;text-align:justify"&gt;eras um recife sem arranha-céus, sem comunistas,&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;" &gt; (...)”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-line-height:200%font-size:12.0pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:200%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Farei então, a partir de poemas de Bandeira, uma interpretação lítero-sociológica da modernidade dentro de seu modernismo. O poeta enquanto ser social e agente e sua arte como visão de mundo e representação da estrutura.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6154833917497935412?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6154833917497935412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6154833917497935412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6154833917497935412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6154833917497935412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/05/manuel-bandeira-um-modernista-sem.html' title='MANUEL BANDEIRA - Um Modernista Sem Modernidade'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3027941287019260070</id><published>2011-02-15T17:52:00.008-03:00</published><updated>2011-02-15T18:29:59.280-03:00</updated><title type='text'>PEQUENA FUGA PERIPATÉTICA</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Situação: Dois garotos num carro, trajeto Olinda-Recife, com alguma metafísica na cabeça e &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;algunas otras cosas&lt;/span&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;...:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aganízio se encontrava bêbado e desmaiado, dentro de um Fusca 68, quando numa curva muito arrochada, ouve um grito de rasgar de pneus.... &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ririririririirririririirirrr... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Que porra foi isso? (pergunta Nízio semidoido)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dedomiro Cabeça de Véia (esse vulgo, ele ganhou, depois de “fazer a cabeça” de várias senhoras a depositarem grana em uma conta da Igreja Russo-Náutico-Sulamericana que ele desenvolvera) responde:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Passamos valendo numa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BLITZ&lt;/span&gt; e os caras tão atrás da gente! (fala gritando).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Atrás do cão! Eu mermo tava durmindo!Para essa porra que vou vomitar! (fala abrindo o vidro).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vomita lá em casa, Besta Fera, agora tá foda... (chamavam-no de Monstro, mas Besta Fera cabia-lhe às vezes).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Putz, detesto isso, Miriane vai ficar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PUTZ&lt;/span&gt; comigo... Deve tá pensando que tô muito doido por aí!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas tu tá muito doido, Buchão! (chamavam ele disso também; nunca de Duchamp).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim, mas não sou eu correndo dos homes... (fala Agá com pouco riso). Além do mais, não tem porra nenhuma atrás do carro; só postes!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A dor da partida é quase como um sentimento de culpa. (reflete Dedô de forma inabalável).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sei como é isso... (fala Aganízio em sua lombra). Sabe quando você deixa a criança brincando no parquinho? E ela volta com o sorriso amarronzado de cocô? Comeu merda e não admite!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sei sim, vivi isso agora a pouco no mestrado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Então vaza, vaza... puxa pra casa de Dedomirinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eita, porra! Dedomirinho sou eu!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Então segue que a mãe dele, ou melhor, tua mãe, vai botar um belo rango pra gente!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3027941287019260070?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3027941287019260070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3027941287019260070' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3027941287019260070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3027941287019260070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/02/pequena-fuga-peripatetica.html' title='PEQUENA FUGA PERIPATÉTICA'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6036435397575424047</id><published>2011-01-19T03:34:00.002-03:00</published><updated>2011-01-19T03:44:05.418-03:00</updated><title type='text'>Sobre Casamento e a Possibilidade do Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;A possibilidade do amor é algo que sempre me angustiou. Já escrevi algumas outras vezes sobre amores, desamores, relações e etc.; e o pior, sempre retorno ao tema quando minha saúde emocional desanda, mas só agora me ocorreu que nunca tratei de casamento! Ou tratei? Não lembro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, acho que a ideia de “casamento” tem tudo a ver com a execução dessa tal “possibilidade de amor” que descobri num pequeno artigo de jornal e pretendo compartilhar com vocês, agora, em poucas linhas. Pode até ser clichê, mas acredito que a possibilidade de amor e um casamento saudável passam por 4 (quatro) princípios básicos: Respeito, Adaptação, Doação e União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Esses princípios, postos assim como etapas, são imprescindíveis na transformação e na criação não só de um novo “Eu” no relacionamento, são também essenciais na manutenção de um novo “Nós”...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de Respeito está intrinsecamente relacionado a ideia de lealdade, mas não necessariamente fidelidade, conheço casais que tiveram fases abertas em seus relacionamentos e que mesmo assim se mantiveram juntos e leais. O Respeito é menos contratual do que se pensa.  O Respeito, e a lealdade a ele atrelado, carece de um outro princípio para vigorar que é a Adaptação; e para se adaptar ao companheir@ é preciso deixar para trás o passado. Carregar o passado consigo é evitar o encaixe e por tanto a possibilidade do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que os dois princípios anteriores – Respeito e Adaptação – sejam bem aplicados (o que é difícil) naturalmente deve haver Doação por parte do casal, e doar-se não é simplesmente se dar; Doação aqui está mais pro caso do desapego. Pro fim do egoísmo e de qualquer mesquinhez. Afinal de contas, casar é também dividir as contas da vida. A Doação faz com que se divida não só as questões financeiras, como também as questões emocionais. A Doação compartilha o Respeito e encoraja a Adaptação. E isso gera cumplicidade de almas, o que nos leva ao 4º (quarto) e último princípio: a União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ingenuidade nem pobres moralismos, mas essa célula social (que é o casamento), no frigir dos ovos, é uma labuta constante em busca do Respeito, da Adaptação, de Doação e dessa tal União entre parceir@s que decidem tentar harmonizar e equilibrar amor carnal com amor romântico, fazendo dessa construção social (que é a possibilidade do amor) a forma de associação humana mais complicada e talvez a mais almejada de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Obs: texto livremente inspirado em artigo de Leonardo Machado. Médico, palestrante espírita, escritor e compositor erudito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6036435397575424047?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6036435397575424047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6036435397575424047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6036435397575424047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6036435397575424047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2011/01/sobre-casamento-e-possibilidade-do-amor.html' title='Sobre Casamento e a Possibilidade do Amor'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-9111457439513062662</id><published>2010-12-13T12:58:00.003-03:00</published><updated>2010-12-13T13:18:39.603-03:00</updated><title type='text'>Salada Mata Ressaca</title><content type='html'>A refeição ideal para combater a ressaca que nos acomete nesses tempos de festas, que rolam em todo fim de ano e em todo carnaval. Por conta do alto grau nutritivo e do baixo nível calórico este rango também é ideal para quem curte fazer uma boquinha de madrugada, quando chega da balada, antes de desmaiar de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos lá...&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Ingredientes:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Vegetais:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um (1) tomate médio, picado e sem as sementes;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma (1) cebola roxa, pequena e picadinha;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um (1) dente de alho grande, picado também;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um quarto (1/4) de pimentão, pode ser picado ou em tirinhas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cinco (5) belas azeitonas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meia (1/2) cenoura ralada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Temperos:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Molho de soja, Shoyu; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vinagre, de preferência balsâmico;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Azeite extra virgem;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mostarda tipo holandesa escura;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aji-No-Moto (muito opcional);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Orégano e/ou manjericão;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pimenta do Reino moída, não a Branca, a Preta (Aviso: se você não souber usar a Branca, o rango todo fica com gosto de curral de gado, não use!); &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pimenta Calabresa, em flocos (opcional);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Curry (pouco opcional);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Noz-Moscada;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um (1) limão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Carnes:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma (1) lata de Atum sólido;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Atenção: Você pode trocar o atum sólido por atum ralado ou por sardinha, mas saiba que isso altera o sabor profundamente, empobrecendo-o ao extremo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Execução-bizu:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vá misturando tudo numa travessa de bom porte e boa profundidade, do mais seco ao mais molhado; começando pelos vegetais, passando pela carne e terminando com os temperos mais líquidos, como o limão e o azeite. Faça a receita algumas vezes, sempre provando e cheirando a salada na medida em que tempera, assim você descobrirá por si só as quantidades que mais lhe agradam; por exemplo, eu, pessoalmente, coloco uma forte quantidade de Noz-Moscada e pimenta. Um macete é usar azeitonas grandes, pois são suculentas e mais fáceis de tirar o caroço e picar sua carne. Outro macete é – quando se quer fazer render – colocar uma lata de ervilha, isso aumentará a porção individual para duas ou três pessoas; em contrapartida muda um pouco o sabor e aumenta o valor calórico sem aumentar substancialmente seu valor nutritivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembre-se que o processo gastronômico é um processo físico-químico objetivo e científico, mas que requer uma pitada da mágica pessoal de cada um... ou seja, gosto é feito esfincter, cada um tem o seu!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Boas festas e agora um melhor pós-festa, dando adeus a ressaca com essa saborosa salada e em caso de precisão, complete o tanque com um muita água e um comprimido de Alcachofra (Cynara Scolymus L.). &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-9111457439513062662?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/9111457439513062662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=9111457439513062662' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/9111457439513062662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/9111457439513062662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/12/salada-mata-ressaca.html' title='Salada Mata Ressaca'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3995124716097709102</id><published>2010-10-01T10:13:00.001-03:00</published><updated>2010-10-19T01:58:33.721-03:00</updated><title type='text'>REVI e vendo outríssima vez...</title><content type='html'>Estava demais convencido quando acordei de mal. Abri a tampa da privada com uma só mão. Precisei da outra para me apoiar e sair do esgoto sanitário de meus aposentos cagados. Fiz força, quase me caguei de novo (acho que não tinha feito antes), é muito foda levantar o corpo pelos braços – alguém que já tentou, sabe! – é como sair da merda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou vindo – pensei – de lá de dentro para fora.&lt;br /&gt;Então: Meu próprio banheiro me disse: vá e seja breve, saia de mim... Não tenho a cura inteira pra todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava convencido demais quando saí. Caí ao chão. Todo molhado e inodoro. (a câmera me saca de lá, longitudinalmente; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reality show&lt;/span&gt;...). Agora, do lado de fora do vaso, eu poderia me erguer sem ter que lamber os azulejos e sentir de novo aquele gosto velho de cobre com meia cozida ao conhaque e parmesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certo esforço fiquei de pé. Sinto o suave escorar da pia do banheiro na barriga. Não me reparo me olhando e bem me vejo me brechando aos poucos. Grito sozinho: VOU ESCOVAR OS DENTES! Minha escova se derruba na pia e isso me trás certa angustia microbiológica. Escovo mais ou menos os cabelos deixando a barba por fazer (ninguém deveria ter dentes, hoje em dia, são tão desnecessários quanto as unhas!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi. É decidido. Não vou ao escritório. Não trabalho hoje. Não tenho nenhum trampo mesmo!?! Então abro a porra da porta da farmacinha do banheiro e me jogo dentro. (só Zeca Viana entenderia o que canto agora, meus bagunceiros pesares!). Começei a entrar de frente e depois paralelamente. A cabeça, o tórax, o encéfalo-torax, os braços e as pernas, que ficaram um pouco de fora - &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Dasein&lt;/span&gt;, eu disse, e fudeu a merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Obs.:&lt;br /&gt;Dasein: conceito filosófico de Martin Heidegger.&lt;br /&gt;Zeca Viana: músico pernambucano radicado em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3995124716097709102?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3995124716097709102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3995124716097709102' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3995124716097709102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3995124716097709102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/10/revi-e-vendo-outrissima-vez.html' title='REVI e vendo outríssima vez...'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6536278705764399341</id><published>2010-09-22T15:45:00.007-03:00</published><updated>2010-09-24T14:00:18.335-03:00</updated><title type='text'>Uma Coisa é uma Coisa e outra Coisa é uma Merda!</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal"; 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 &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cara, sempre que vejo noticiários falando sobre os processos-políticos-corruptivos que rolam nas cidadezinhas do interior desse nosso país de gente demente, dá-me uma angustia assustadoramente maior do que as mega-transações-corruptas das grandes capitais ou do Distrito Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando: Porra, se o sujeito desvia verba de um lugarzinho perdido lá no Brejo-não-sei-d’onde, ou se ele entra n’alguma esfera do poder lá em Não-sei-que-nópoles pra puro benefício próprio e dos seus, é porque a história tá muito feia por aqui e a nossa involução na coisa pública é realmente catastrófica!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia se dizer que uma coisa é você ser Juiz do Supremo e vender algumas sentencinhas pr’uns magnatas amigos seus, afinal, está tudo em casa; uma coisa é ser Senador ou Deputado e facilitar uma licitação milionária para uma empreiteira de renome, poxa, são todos sócios; uma coisa é o Governo do Estado de Pernambuco pagar o pior salário para professor do país, (abaixo de um piso salarial que já é ridículo), e putz, pra quê educação pública de qualidade?; uma coisa é a União privatizar uma mineradora estatal que dava “prejuízo” e que de repente começou a dar 300% de lucro ao ano, oxe, privatização é parceria e viva o Estado mínimo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, outra coisa é o maluco ser prefeito num Boqueirão desses e engabelar o recurso do bolsa família ou do bolsa escola, que ajudaria a minimizar a desigualdade e a miséria humana tão fortes naquela localidade. Uns Municípios que não tem nem arrecadação direito e os vereadores (muitos analfabetos ou semi-analfabetos) aumentando o próprio salário a bel prazer. Locais onde muitas vezes o “Dono” da cidade desvia materiais e equipamentos da rede pública de saúde para sua clínica particular. Enfim, são cantinhos esquecidos por Deus e pelos Ministérios Públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ouvi dizer que em interior, cidades pequenas e pacatas, era lugar de gente decente, honesta e trabalhadora. Pelo visto a decência acaba quando a possibilidade de poder se torna palpável. Mas como se sabe o clichê: O exemplo precisa vir de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, poderia se dizer que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, mas uma coisa é uma coisa e (nesse caso, apesar de meu espanto maior) outra coisa é a mesma MERDA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou emendar esse assunto com uma proposta que venho pensando ultimamente. Embora a idéia ainda esteja um tanto verde acho apropriado lançá-la agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;"&gt;CONCURSO PÚBLICO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;"&gt;EDITAL N.º 01/2010 DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;O PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO ESTADO Z no uso de suas atribuições legais, tendo em vista o contrato celebrado com a FUNDAÇÃO CONCURSEIROS, faz saber que realizará em locais, datas e horários a serem oportunamente divulgados, CONCURSO PÚBLICO para o provimento de cargos do Quadro de CIDADÃOS-POLÍTICOS-ELEGÍVEIS. Pessoal temporário desse estado Z para obtenção do direito a elegibilidade em cargo público e à formação de cadastro reserva, o qual reger-se-á de acordo com as Instruções Especiais estabelecidas neste Edital.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, que beleza, está tudo aí no edital, desde a escolaridade mínima exigida para cada cargo, como por exemplo: pra vereador, nível médio; pra senador, nível superior; até a questão de se ter experiência para assumir o cargo ou não, por exemplo: para deputado estadual é exigida a experiência de ter no mínimo um mandato como vereador ou quatro anos de serviço público comprovados... E por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os assuntos da prova, ah, que maravilha: Português, Redação, Raciocínio Lógico-Matemático, Direito Constitucional, Direito Eleitoral, Direito Civil, Direito Administrativo, Noções de Informática... E o caralho a quatro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a onda continua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parágrafo tal, inciso primeiro: é preciso alcançar a nota mínima de 7 (sete) para poder lançar candidatura. Inciso pápápá: é necessária a filiação a algum partido a pelo menos 1 (um) ano antes da eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parágrafo 87, inciso brá: será destinado o mesmo tempo de propaganda eleitoral gratuita para todos os aprovados que lançarem candidatura. Obs.: está proibida a compra de espaço midiático (TV e Rádio) para veiculação de propaganda política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compadre, isso ia ser muito massa!&lt;br /&gt;Se nos é exigida escolaridade e conhecimento para ocupar qualquer função pública, por que não exigi-la também para os cargos políticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser Policial Militar de baixa patente é necessário ter no mínimo o 2º grau completo, além de um teste físico exaustivo. Para ser Professor do ensino médio é necessário ter pelo menos uma graduação/licenciatura. Para ser Juiz de direito em qualquer instância é necessário, além do diploma de advogado, ter no mínimo 3 anos de atividade jurídica comprovada. Para se tornar Médico, o sujeito passa 6 anos numa faculdade com mais 2 anos de residência num hospital público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou farto de ver político burro e palhaço que só serve de rebanho ou bucha de canhão para os nossos grandes crápulas, que por serem mais “espertos” ou “vivos”, manipulam tais imbecis, atravancando a melhora do sistema e conseqüentemente da sociedade. Mas como diria o clichê: O exemplo tem que vir de cima para baixo e não o contrário, embora seja mais freqüente o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o garotão quer ser muito rico, famosão e poderoso, que vá ser jogador de futebol. O que é outro absurdo dentro desse nosso mundinho idiota capitalista. Mas não me venha lesar a vida de alguns milhões de brasileiros que querem e precisam viver dignamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6536278705764399341?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6536278705764399341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6536278705764399341' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6536278705764399341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6536278705764399341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/09/uma-coisa-e-uma-coisa-e-outra-coisa-e.html' title='Uma Coisa é uma Coisa e outra Coisa é uma Merda!'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-145879978853210826</id><published>2010-07-23T19:14:00.002-03:00</published><updated>2010-07-23T20:05:40.510-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><title type='text'>AMEAÇA FANTASMA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“...às vezes é bom falar dos fracassados...” (Fred 04)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desculpe-me mestre Yoda, perdoe-me Obi-Wan Kenobi, mas a Força tem estado fraca em mim ultimamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é o meu mapa astral que anda invertido ou se minha administração orçamentária capenga é culpada disso; não sei se é o fim do mundo e a hecatombe ecológica que nos aguarda ou se é minha irremediável insegurança sentimental que provoca isso; não sei se é essa minha descrença desse tal sistema (no qual vivemos) que enaltece os medíocres ou se é simplesmente uma frustração artístico-acadêmica que me transforma nisso. Sei que meus paradigmas estão bem abalados nesses últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ex-sogra certa vez me disse que me achava um sujeito muito inteligente e que por conta disso minhas metas não se realizavam. E faz um tremendo sentido! Vou explicar melhor a visão dela: por ser um sujeito inteligente, eu me sinto capaz de querer tudo que desejo, mas querendo tudo de uma vez, fatalmente não me dedico a nada. Por tanto, não passo em concursos públicos federais, não termino minha pós-graduação, não continuo dando aulas para o ensino médio, não edito e lanço meu livro de poesias, não boto minha banda pra frente, não leio os livros até o fim, não filmo os roteiros “geniais” que bolo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho outra teoria complementar a essa. Na verdade, “pessoas inteligentes” como eu não gostam de se esforçar. Essa coisa do trabalho árduo, do suor escorrendo no rosto, é coisa de operário escravo. É coisa de servo. Somos metidos a aristocratas e achamos que tudo vai cair bonitinho em nosso colo. Por puro e absoluto merecimento. E por isso nos fudemos com alguma freqüência. É uma EMPÁFIA que carregamos dentro de nós! (Só pra usar um termo de minha amiga Eduarda Simone - ela também tem essa empáfia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, tudo passa e essa fase já dá sinais de partida. Minha Força vai voltar e junto com ela minha Vontade. Vou continuar a viver minha vidinha de bom moço e seguir um conselho poético do grande Jedi Carlos Pena Filho: vou entrar no acaso e amar o transitório!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-145879978853210826?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/145879978853210826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=145879978853210826' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/145879978853210826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/145879978853210826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/07/ameaca-fantasma.html' title='AMEAÇA FANTASMA'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4163224829156392717</id><published>2010-06-17T02:30:00.004-03:00</published><updated>2010-06-17T03:05:50.514-03:00</updated><title type='text'>EMBORA EU QUEIRA ACREDITAR... (ato 3)</title><content type='html'>Sempre achei que pra se viver bem, precisaríamos de uma boa dose de autonomia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cinema é luz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, meu querido Olímpio, cinema é luz e close.&lt;br /&gt;Closes tão pertos que dá até pra ver os poros.&lt;br /&gt;Os poros e os micro-organismos que nos formam e fazem.&lt;br /&gt;Os micróbios e as células e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, é, é... A... E, eeee, e o...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma vez eu li na Superinteressante que temos DEZ trilhões de células em nosso corpo e CEM trilhões de micro-organismos!&lt;br /&gt;São bactérias, protozoários, fungos e o escambau...&lt;br /&gt;Porra, a proporção é de 10 pra 1, ta ligado?&lt;br /&gt;Caraca, sei não, eu acho que era isso que tinha lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é um verme, seu monstro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Verme não, um germe...&lt;br /&gt;Quando tomamos antibióticos cometemos pequenos suicídios.&lt;br /&gt;Ou grandes, a depender da ótica!&lt;br /&gt;Matamos (e morremos) bilhões de alguma coisa que no fim das contas é a gente mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou então a gente é um corpo estranho que habita outro corpo estranho!?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu já és estranho, mesmo, Botinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou alto e forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-As garotas gostam disso, né não? Um cara concursado, de carro e “alto e forte”...&lt;br /&gt;Autônomo, autotrófico, clorofilado! Um sujeito que tem sua própria fonte de energia;&lt;br /&gt;que não dependa delas, que não se submeta.&lt;br /&gt;Afinal, (como já disse o comercial do AXE), as mulheres enjoam facilmente, entediam-se muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As fêmeas são como filmes de Ingmar Bergman e Antonioni:&lt;br /&gt;precisam de LUZ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És um cineasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou um animador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou um roteirista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou um diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou biologia e biologia e biologia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4163224829156392717?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4163224829156392717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4163224829156392717' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4163224829156392717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4163224829156392717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/06/embora-eu-queira-acreditar-ato-3.html' title='EMBORA EU QUEIRA ACREDITAR... (ato 3)'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1099866263216786734</id><published>2010-06-04T17:58:00.002-03:00</published><updated>2010-06-04T18:10:36.832-03:00</updated><title type='text'>VOCÊ NÃO DISFARÇA... (ato 2)</title><content type='html'>Sempre achei que se fosse pra se apaixonar, teríamos motivos o bastante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, Alma, como é amar de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De verdade?  Existe isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desse jeito: firmando contrato em cartório, morando junto, dividindo contas...&lt;br /&gt;Tu sabes do que falo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Simples, o amor é uma construção social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CONTRATO social...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CONSTRUÇÃO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, negão, essa frase é do Bóto.&lt;br /&gt;Hahahahahahaha...&lt;br /&gt;Mas acho que preciso me apaixonar às vezes;&lt;br /&gt;sabe como é: ficar de chamego, enroscadinho no quentinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que nada Henrique, tu quer comer todo mundo.&lt;br /&gt;Hehehehehe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, Almir, tô falando sério!&lt;br /&gt;É a física da atração dos corpos.&lt;br /&gt;É a força eletromotriz genital.&lt;br /&gt;Existem grandezas que precisam de direção e sentido, cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá vem tu com teus vetores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu sabe que eu tenho medo de me envolver, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também, qué comê o mundo todo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PORRA, Almir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As fêmeas são como feministas em época de guerra:&lt;br /&gt;Depois que casam dominam tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será essa nossa sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oxe, espere só até se casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou se amigar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou desquitar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou separar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou física e física e física...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1099866263216786734?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1099866263216786734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1099866263216786734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1099866263216786734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1099866263216786734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/06/voce-nem-disfarca-ato-2.html' title='VOCÊ NÃO DISFARÇA... (ato 2)'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6577879423249848826</id><published>2010-05-28T10:54:00.003-03:00</published><updated>2010-06-07T02:00:45.926-03:00</updated><title type='text'>NÃO É ENGRAÇADO... (ato 1)</title><content type='html'>Sempre achei que se fosse pra rir, teria motivos por demais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô Liberal, me diz, por que as fêmeas são assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim? Assim como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim.&lt;br /&gt;Como nossas mães! Ou irmãs... ou primas... ou rimas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, não sei. Não entendi;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não entenda, perceba:&lt;br /&gt;A química nunca falha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hehehehehehehe...&lt;br /&gt;E os hormônios, são engraçados, né?&lt;br /&gt;Glândulas que fabricam proteínas e enzimas...&lt;br /&gt;E todo suor frio, e tremor nas bases e vontade de ler Schopenhauer...&lt;br /&gt;É mais fácil comer um esquimó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E tens química com esses?&lt;br /&gt;Achei até que preferias as negras...&lt;br /&gt;Embora tenha percebido que foges de qualquer atrito.&lt;br /&gt;Por que foges?&lt;br /&gt;Gostas delas como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gosto delas peladas...&lt;br /&gt;Sem ter porquê nem pra quê!&lt;br /&gt;Aristocrata, meu velho, aristocrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E elas adoram os aristocratas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As fêmeas são como psicólogas sem nexo:&lt;br /&gt;Dão sempre, pra qualquer imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E essa é nossa sorte!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum, espere só até ter um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou filha;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou vire mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou homem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou química e química e química...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¨&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6577879423249848826?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6577879423249848826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6577879423249848826' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6577879423249848826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6577879423249848826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/05/nao-e-engracado-ato-1.html' title='NÃO É ENGRAÇADO... (ato 1)'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-2162806704591455584</id><published>2010-05-11T11:52:00.002-03:00</published><updated>2010-05-11T12:03:36.673-03:00</updated><title type='text'>CINEMA SOZINHO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“Um épico sobre uma coisa absolutamente banal. Uma ida ao cinema.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Azambuja)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ontem, eu fui ao cinema sozinho. (Na ocasião me lembrei do meu amigo Maurício Targino e seu curta-metragem homônimo a esse texto.). Engraçado como isso, há algum um tempo, para mim, seria quase inadmissível. Mas não agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi, então, que nessa nova fase de minha vida tenho feito vários programas, relativamente, sozinho (é que é difícil ficar completamente só – mesmo querendo – em todos eles...). E o que é mais impressionante: tenho saído sozinho sem se quer me dar conta! Sem se aperceber disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho viajado sozinho! Ido a shows, peças, bares, festas e etc., tudo solitariamente; pelo menos na ida, ou seja, na disposição de sair de casa e encarar o mundo-cão sem necessariamente saber se vai encontrar alguma companhia que valha... A gigantesca sensação de liberdade que me toma me deixa estupefato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se me tornei um sujeito mais maduro com minha individualidade ou se mais desconfiado com as pessoas ao meu redor! De qualquer forma, sempre gostei de observar e analisar o comportamento humano a certa distância; coisa que se torna naturalmente impossível com determinadas parcerias obtusas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-2162806704591455584?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/2162806704591455584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=2162806704591455584' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/2162806704591455584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/2162806704591455584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/05/cinema-sozinho.html' title='CINEMA SOZINHO'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4883702792592261647</id><published>2010-04-30T03:39:00.002-03:00</published><updated>2010-04-30T03:45:10.946-03:00</updated><title type='text'>Cultivo da Miséria</title><content type='html'>Existe uma coisa chamada de “cultura da miséria”. (não lembro bem a quem pertence tal definição, se é de alguém que li – Manuel Castells, talvez... – ou se é uma daquelas coisas que a gente vai observando ou criando como uma colcha de retalhos-prático-teóricos e sendo assim não nos pertence por inteiro; é só mais um retrato das coisas-do-mundo, construído sem nenhum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;photoshop&lt;/span&gt;!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, acho que existe esse tal conceito e ele prega, grosso modo, que a miséria humana se produz e autoreproduz em alta escala sócio-universal (...) ou seja, quando o indivíduo se encontra em determinada situação de pobreza extrema, de miséria e de desumanidade, ao contrário do que se poderia esperar, ele tende a usar mecanismos de autopreservação que o forçam a reproduzir automaticamente sua própria miséria e a de seus descendentes. Por ser um sujeito privado de direitos e carente de deveres ele se vê forçado a repetir táticas de sobrevivência que alimentam um ciclo vicioso dado pelo sistema, que não só o mantêm na miséria como o obriga a miserabilizar-se entre os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não para por aí. As algemas sociais da pobreza criam outras algemas num mundo de dependência irreversível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa reprodução da miséria material no seio dos centros urbanos é também determinante na produção e reprodução de uma miséria intelectual profunda. Mesmo com a avalanche de conhecimento produzida diariamente e com toda facilidade de transmissão de informações na hipermodernidade da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cybersociety&lt;/span&gt;, essa massa de seres ignóbeis e miseráveis se apresentam cada vez mais estupidificados e anacrônicos no mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem adianta vir me falar da linda história de vida de fulaninho ou beltraninho que, mesmo em situação de calamitosa miséria, “venceram” na vida. Isso é exceção e não regra! Além do mais, esse tipo de caso se reporta a sujeitos que tiveram algum suporte na vida: seja do Estado, seja de ONG’s, seja de Instituições Religiosas, ou até mesmo de Particulares; e geralmente não são tão miseráveis assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distribuição de riqueza e benefícios ou pequenas vantagens aos mais desfavorecidos, ainda é um doce sonho na sociedade moderna capitalista dos países emergentes e de alguns países até bem desenvolvidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4883702792592261647?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4883702792592261647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4883702792592261647' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4883702792592261647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4883702792592261647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/04/cultivo-da-miseria.html' title='Cultivo da Miséria'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1985890954126929878</id><published>2010-03-09T17:01:00.004-03:00</published><updated>2010-04-01T16:20:06.039-03:00</updated><title type='text'>GASTRONOMIA, DEFECAÇÃO E SEXOFILIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que vem me intrigando ultimamente, é como algumas pessoas consideram os atos de comer/beber, cagar/mijar e fuder/gozar, como simples manifestações fisiológicas do corpo humano, como se fosse algo de ordem puramente animal; descartando assim toda evolução sociológica e toda revolução cultural em torno desses três magníficos empreendimentos históricos – de nossa ainda rudimentar humanidade de Momo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empreendimento gastronômico não pode ser considerado apenas sinônimo de melhor nutrição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo que defecar deixou de ser somente expelir dejetos de alimentos já digeridos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo, pra nós humanos, diferentemente de outros bichos, nunca foi uma questão só de reprodução, de mera cópula no cio: momento-propício-reprodutivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia aqui falar de como a descoberta do manuseio do fogo nos serviu nesse processo de sabores e nutrição ainda ignorados; da importância evolutiva que foi pro homem (antes nômade, agora recém sedentário) ter a mão carne e leite e grãos e legumes; do quanto nos arriscamos além-mar em busca de especiarias orientais na idade média; do quão requintada se tornou nossa alimentação com tantos temperos disponíveis; da coqueluche que foram o sal e o açúcar em períodos distintos da nossa história. Gastronomicamente falando, nossa evolução alimentícia foi decisiva na “transformação do macaco em homem.”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia, também, falar do quanto foi revolucionária a nossa aprendizagem no tratamento e eliminação dos nossos próprios excrementos; “cagam reis e cagam fadas”, (diria o Paulo Leminsk), e a cólera dizimou quase populações inteiras na Europa, até gênios como Hegel. O desenvolvimento urbano-sanitário foi extremamente revolucionário na nossa humanidade diarréica. Sem falar do aperfeiçoamento dos banheiros, assentos e privadas em geral; antes, o banheiro era fora de casa, num pequeno casebre a alguns metros do lar, onde o senhorio ia extravasar essa necessidade animal. Hoje temos o banheiro dentro do aconchego do lar, com todo conforto de aromas diversos e a possibilidade de uma leitura agradável durante a eliminação daquele cocô quase inodoro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia, por fim, falar do patamar de requinte que o sexo tomou e vem tomando ao longo de nossa libidinosa história. Luxo e luxúria se completam firmemente! A pitada certa de erotismo nos nossos desejos egóicos é que dá sentido a nossas pulsões instintivas e porque não dizer: animais. Sem esse requintadíssimo aspecto psicológico humano, seriamos como qualquer bicho: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;plugs&lt;/span&gt; em busca de tomadas no devido tempo propício... Sem falar dos indivíduos que tem por tara, sexo envolvendo alimentos ou situações mais esdrúxulas de sexo envolvendo excrementos! Não vou nem comentar sobre a milionária indústria do cinema pornô, com seus jatos de semêm na face das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;teenages&lt;/span&gt; mais lindas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu bem que poderia falar sobre tudo isso, mas prefiro deixar que o leitor imagine toda a grandeza desses três magníficos empreendimentos históricos de nossa já não tão rude humanidade de Momo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;amp;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1985890954126929878?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1985890954126929878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1985890954126929878' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1985890954126929878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1985890954126929878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/03/gastronomia-defecacao-e-sexofilia.html' title='GASTRONOMIA, DEFECAÇÃO E SEXOFILIA'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-2978502207963509161</id><published>2010-01-20T13:50:00.002-03:00</published><updated>2010-01-21T19:22:57.761-03:00</updated><title type='text'>5 PequenoS AforismoS</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;I. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Pensar a respeito das coisas&lt;br /&gt;É ter um pouco delas, prontas, dentro de você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;II.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Saber como as pessoas querem&lt;br /&gt;É entender que é possível&lt;br /&gt;Desejar a si próprio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;III.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Amar as diferenças&lt;br /&gt;É uma maneira medíocre&lt;br /&gt;De encontrar a imparcialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;IV.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Assumir erros é não estar errado!&lt;br /&gt;Negar Eros é estar estupidificado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;V.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Beber é um pequeno devaneio;&lt;br /&gt;Sonhar é um pouco de morrer;&lt;br /&gt;Viver não deve ser desassossego;&lt;br /&gt;Morrer não é sinônimo de entender;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;###&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-2978502207963509161?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/2978502207963509161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=2978502207963509161' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/2978502207963509161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/2978502207963509161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/01/pequenos-aforismos.html' title='5 PequenoS AforismoS'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1816144816671136472</id><published>2010-01-06T19:26:00.006-03:00</published><updated>2010-04-01T16:29:00.561-03:00</updated><title type='text'>O RETORNO DE JEDI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comumente as pessoas me perguntam sobre minha banda. Se ela ainda existe... Se vai sair do coma... Se vai haver show algum dia... Se é possível o retorno dos rapazes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Bustier&lt;/span&gt;... E por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter uma banda é como manter uma amizade ou um relacionamento, exige sacrifício! Ambas as partes precisam estar de acordo em quase tudo e é extremamente necessário que pelo menos uma das partes insista em continuar o processo que as une.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter uma banda é como estudar e trabalhar ao mesmo tempo, exige disciplina! Já vi muita gente se queixando da vida por não ter completado os estudos, pois tinha que trampar para sobreviver. E já vi casos de sujeitos que tramparam a vida toda e mesmo assim se formaram e, em alguns deles, até se pós-graduaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter uma banda com a tola pretensão de que um dia vai ser absorvido pela indústria cultural e entrar de cabeça no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mainstream&lt;/span&gt;, a meu ver é bobagem; é um pensamento menor, pequeno-burguês até. É por conta desse tipo de pensamento que muitas vezes vemos bandinhas medíocres fazendo sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio e ululante que o artista quer viver de sua arte (eu também quero), mas qualquer atividade artística que o sujeito se proponha a desempenhar tem que ser primeiramente espiritual. &lt;em style="font-weight: bold;"&gt;Espiritual&lt;/em&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;no sentido de engrandecimento pessoal, de extravasamento da &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Psique&lt;/span&gt;, de aplicação da &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ânima&lt;/span&gt; existente em nós! É preciso o mínimo de sentimento de &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Catarse&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é preciso que a EGOLOMBRA de cada um seja autêntica e sincera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1816144816671136472?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1816144816671136472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1816144816671136472' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1816144816671136472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1816144816671136472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2010/01/o-retorno-de-jedi.html' title='O RETORNO DE JEDI'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-8128984886837892475</id><published>2009-11-11T01:34:00.005-03:00</published><updated>2009-11-13T06:49:16.157-03:00</updated><title type='text'>Diário de Bordo do Turismo da Percepção</title><content type='html'>Estou em São Paulo, são 23:55 do dia 10/11/2009, cheguei há cinco dias atrás e não fui ver muita coisa ainda. Acabou de faltar energia aqui e da janela do apartamento em que estou alojado dá pra ver que em boa parte da cidade também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos em Recife e meus amigos de Recife que aqui estão residindo, recomendaram-me um monte de programas interessantes, divertidos e culturais; pelo menos é o que me prometeram todos. O problema é que não sou muito turista, nunca fui de “turistar” pelo mundo, de sair batendo perna por aí e comprar lembrancinhas para parentes e agregados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo com isso que não gosto de Conhecer as Coisas... Gosto! Só não tenho essa doce ilusão do Novo neste apresentar-se ao Conhecer. Prefiro deixar a Consciência perceber as Coisas em suas estruturas existenciais! Com efeito, para mim me parece que toda &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;cidade&lt;/span&gt; é igual, toda &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;praia&lt;/span&gt; é igual, toda &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;montanha&lt;/span&gt; é igual, toda &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;gente&lt;/span&gt; é igual e da mesma Forma se manifestam (cidade-praia-montanha-gente) dentro de suas próprias Semelhanças e Diferenças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tanto, a Realidade se apresenta a mim e minha Percepção Sensorial e Consciente lhe capta e lhe transforma em Conhecimento que acabo tomando como uma Verdade ao mesmo tempo Particular e Universal; mas que me deixa extremamente desconfiado com todas as Coisas e com todas as Pessoas que interagem deslumbradamente com todas as Coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não quero parecer ranzinza e despropositado. É bom viajar! É muito bom desbravar o Mundo da Vida! Digo mais, é necessário! É necessário tanto do ponto de vista interpessoal, quanto sob o jugo da ótica da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi importantíssimo para nós quando nossos ancestrais, em sua aguçada curiosidade, desceram das árvores (ou seja, deixaram de ser arborícolas) e saíram da África para povoar o planeta. Ou Alexandre, O Grande, com sua vontade de poder e de saber, espalhando Alexandrias pelo Oriente. Ou Roma, na sua vontade de dominar e civilizar, expandindo o Império pelo mundo até então conhecido. Ou quando, em seu senso de exploração mercantilista, homens se atiraram ao mar em busca de especiarias e encontraram o novo mundo. Ou antropólogos, como o recém finado Lévi-Strauss, que desenvolveram sua etnologia bem longe de seus gabinetes, em viagens para tribos distantes. Ou mesmo caras como eu, que me desloquei de Recife pra cá com uma finalidade pulsante de assistir ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;show&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Faith no More&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vou dormir, amanhã tem mais turismo pra ser feito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Descobri agora que essa falta de luz aqui em Sampa foi um tremendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;black out&lt;/span&gt; na região sudeste desse meu paíszinho de merda. Assunto pra outro texto sobre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Política e Desenvolvimento&lt;/span&gt;; mas só se eu tiver saco pra escrevê-lo.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-8128984886837892475?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/8128984886837892475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=8128984886837892475' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8128984886837892475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8128984886837892475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/11/diario-de-bordo-do-turismo-da-percepcao.html' title='Diário de Bordo do Turismo da Percepção'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-283682342409790545</id><published>2009-10-23T00:41:00.002-03:00</published><updated>2009-11-02T16:06:38.366-03:00</updated><title type='text'>De Lúcifer a Marx [uma introdução...]</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;“Anjos do mundo inteiro, uní-vos”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;[Estrela da Manhã]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, num tempo e plano desconhecidos pelos símios e pelos homens, houve uma tentativa de revolução que iria mudar para sempre o destino daqueles que neste planeta habitam. Falo do apocalipse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira revolução contra donos dos meios de produção aconteceu entre Deus e seus arcanjos; por isso, antes de Marx ter levantado qualquer teoria sobre a luta de classes, Satanás já havia posto na prática a filosofia de práxis; ou seja, a práxis revolucionária!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeová, na realidade, é um gigantesco empresário capitalista dono de muitas faces e de um imenso monopólio que produziu e vem produzindo homens ao longo da história. Enquanto Belzebu, operário influente, anjo de vanguarda e de uma visão socialista aguçada, tentou, junto com outros anjos que a ele se aliaram, extinguir a mais-valia e todo o processo de exploração capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito desejoso pela igualdade de direitos e pela divisão comunal dos bens de produção, Lúcifer, criou uma seita radical de esquerda a qual foi batizada por Javé, o ditador onipotente (que além do econômico também detinha o poder político), de Satanismo ou Satanista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anjos cooptados pela ideologia dominante, essa por sua vez imposta pela santíssima elite, defenderam os direitos do Mercado e do Estado onipresente, na luta contra a facção subversiva e revoltosa comandada por Satã: o grande socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi perseguido impiedosamente, assim como os outros companheiros de oposição; e depois, sem direito a julgamento, foram condenados por heresia (uma nova lei inventada pela situação) e exilados nas trevas pelo Grandíssimo, que já estava onisciente das intenções dos comunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora na terra, apoiados por Cristo e seus apóstolos (menos Judas, que sempre foi de direita), os revolucionários precisavam dar o troco no velho ditador, e para isso nada melhor do que se vingar em sua produção:&lt;strong&gt; a ignóbil humanidade&lt;/strong&gt;. Levando o máximo de almas ao inferno para diminuir o poderio do Senhor e se prepararem para uma nova batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa é uma outra história...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-283682342409790545?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/283682342409790545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=283682342409790545' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/283682342409790545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/283682342409790545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/10/de-lucifer-marx-uma-introducao.html' title='De Lúcifer a Marx [uma introdução...]'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-32525914594048895</id><published>2009-09-23T04:57:00.003-03:00</published><updated>2009-10-04T13:58:02.209-03:00</updated><title type='text'>Só, Somente Só</title><content type='html'>Desde que me conheço por gente, ou melhor, desde que me reconheço como homem, como macho... Tenho levado porrada na vida! (com o perdão da licença poética, querido Pessoa). Tive algumas grandes paixões em minha louca e turbulenta vida; e sempre, de alguma forma, ou épica ou trágica ou cômica, acabei por perder a tal garota da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grande amor desse meu mundinho romançal, lá nos idos da adolescência, foi por demais dilacerante. Após uns três anos de namorico, havia eu quebrado a perna pela primeira vez e em plena fase de recuperação (de muletas ainda) ela me aparece e diz que não dá mais, que somos muito diferentes, que sou muito porra-louca e que ela é quase crente (a verdade, querido leitor, é que ela era a típica adolescente-micareta e eu o típico adolescente rock-metal-black). Resultado: fiz drama, chorei, larguei as muletas, joguei-me ao chão e mesmo assim ela se foi. Consolação: meti a cara em Augusto dos Anjos e percebi que ela estava certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha segunda paixão juvenil já foi naquela fase de transição do segundo grau para a universidade e oh, Deus, como foi difícil! Primeiro porque a mãe dela me detestava. Segundo que após o vestibular fomos estudar em universidades diferentes, em cidades diferentes. A distancia é fator crucial para relacionamentos, seus extremos podem ser destrutivos. Resultado: meses depois voltei para minha cidade natal e tudo já estava acabado. Consolação: fiz outro vestibular e aceitei o destino por julgá-lo inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras duas oportunidades de sofrimento romântico aconteceram na universidade (como não podia ser diferente). Foi tudo intenso e vivido. Cheio de brigas e festas. Com muita cumplicidade e divergência. Viajens e viagens. Traição e fidelidade. (Não que os casos anteriores não tenham sido, mas eram carentes de alguma vivência mais madura e desenvolvida, principalmente no campo sexual.). Nesses dois amores o final foi muito similar. Uma criou uma paixão platônica por um cara, e isso foi o começo do fim, depois disso brigamos muito, acabamos e retornamos algumas vezes e enfim terminou. A outra me deixou depois de muitas fuleiragens minhas e de ter encontrado uma paixão repentina que durou alguns meses e gerou certo desconforto e arrependimento por parte dela. Resultado: Nos dois casos me fudi, apesar da efervescência sexual da época, tentei retorno em algum momento pra depois desistir. Consolação: praticamente emendei um namoro no outro, a primeira com a segunda e a segunda com uma terceira, da qual vou falar agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas dores são sempre as maiores, porque perdemos a dimensão das primeiras. Dessa vez foi tudo muito "simples", a doida simplesmente disse que não queria mais pois era muito nova e precisava viver "novas" experiências e blá, blá, blá... Na verdade fui eu que percebi a coisa toda, de forma quase que mediúnica, intuitiva, e puxei assunto pr'uma conversa que descambou nessas tais revelações. Esse desejo cego e inconsequente que desenvolvemos em nós sempre nos torna patéticos. Resultado: dessa vez não insisti nem fiz escândalos e estou engolindo a seco minha dor. Consolação: não sei ainda, trepei com uma menina que conheci recentemente mas nada mudou em meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos esses casos relatados até agora, passei mais de dois anos com a fêmea em questão. É óbvio que tive outras mulheres e outras paixonites ao longo da vida, mas ia ser muito penoso pra mim ficar lembrando de tudo e muito chato pro leitor ficar lendo meus gongorismos melosos (como diria o poeta Lara). O fato é que eu acho que vou acabar sozinho. Sempre que me apego sobremaneira a alguém, o relacionamento desanda. Talvez eu faça algo inconscientemente pra afastá-las de mim! Talvez eu não seja o indivíduo certo pra procriar e perpetuar a espécie! Talvez eu dê trabalho demais! Talvez eu beba demais! Talvez eu trepe mal! Sei lá, de uma forma ou de outra, essas coisas não estão me incomodando tanto mais. Acho mesmo é que todos vamos findar sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-32525914594048895?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/32525914594048895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=32525914594048895' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/32525914594048895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/32525914594048895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/09/so-somente-so.html' title='Só, Somente Só'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1724209550786013820</id><published>2009-09-11T15:01:00.003-03:00</published><updated>2009-09-28T21:32:37.168-03:00</updated><title type='text'>SEXO, DROGAS, ADOLESCÊNCIA E CLASSE</title><content type='html'>Não entendo como algumas pessoas conseguem ser tão despojadas com relação ao próprio corpo e a sua sexualidade! Principalmente em se tratando de adolescentes da chamada “grande classe média”; (refiro-me aqui a classe média com três níveis diferentes na hierarquia social – &lt;em&gt;média alta, média média e média baixa&lt;/em&gt; – em relação a quantidade de Riqueza, Prestígio e Poder adquiridos ou atribuídos, mas mesmo assim muito similares nos comportamentos e costumes desenvolvidos ao longo de sua vida sociocultural).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festinhas orgíacas e drogas que circulam nesse mundinho pequeno burguês da classe média já é rotina há algum tempo na vida de boa parte dos nossos jovens, isso sem falar em cigarros e álcool que são muito mais acessíveis e aceitos socialmente. Não tenho nada contra sexo e drogas em geral, afinal de contas todo mundo quer ter prazeres ao longo da vida para ajudar a suportar a angustia da existência humana; além do mais, estudos históricos mostram que em todas as sociedades existiram formas, lícitas ou não, de se entorpecer, individualmente ou coletivamente. Pro bem ou pro mal não deixa de ser uma “válvula de escape” social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me perturba é a confusão que esses jovens sujeitos fazem com coisas e conceitos fundamentais na formação do caráter da pessoa humana. Conceitos e atitudes importantes para a consolidação de pilares de sustentação do cidadão moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: liberdade é muito diferente de desregramento; vida sexual ativa e saudável difere absurdamente de promiscuidade; maleabilidade de valores se distancia demais de corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia ter dito nosso querido e polêmico jornalista e teatrólogo, Nelson Rodrigues, o problema da classe média é que ela parece gostar de ser corrompida e querer ser corrompida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos corrompidos diariamente com produtos culturais de baixíssima qualidade veiculados pelos diversos meios de comunicação à revelia de uma indústria cultural alienante. Indústria essa que só se importa com o lucro e que é conduzida por nós mesmos, já que emprega essa tal classe média e seus três níveis, sem que a mesma faça nada para intervir nessa realidade. Somos corrompidos por uma alta burguesia que explora a classe trabalhadora em troca de um salário de fome, e novamente não fazemos nada em prol desses irmãos, pior, reclamamos se esses trabalhadores entram em greve e essa greve nos atrapalha de alguma forma. Somos corrompidos a todo instante por cafetões e traficantes que estimulam a prostituição infantil e o tráfico humano, sabendo que uma parcela dessa classe média vai querer consumir garotas de 13 ou 14 anos de idade como se fossem produtos de supermercado. Somos corrompidos em nossos carros quando algum pobre diabo, viciado em crack, nos aponta uma arma para nos subtrair uma porcaria de celular e não fazemos nada. Somos corrompidos por um poder público que cobra os maiores tributos do mundo e não nos dá um retorno compatível com o que pagamos de impostos. E por aí vai, a lista deve ser interminável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Marx, ao tratar da classe média das sociedades européias, escreve em seu Manifesto Comunista, “as camadas médias combatem a burguesia porque esta compromete sua existência como camada média. Não são, pois, revolucionárias, mas conservadoras; mais ainda, são reacionárias, pois pretendem fazer girar para trás a roda da História.” Será que isso se aplica a sociedade atual? Talvez, mas o fato é que carecemos de uma classe média consciente de sua representação social ou então jamais mudaremos a condição desse país.&lt;br /&gt;O meu medo é que esse comportamento da juventude de hoje seja determinante na involução de nossos adultos do amanhã! Como os hippies americanos dos anos 1970 que ao se tornarem adultos nos anos 1980 se transformaram em yuppies, ou seja, pequenos burgueses que só reproduziram o mesmo sistema que tanto lutaram contra. Ou os tais grupos “revolucionários” comunistas no Brasil da época da ditadura militar, que ao final do regime autoritário entraram para vida pública e viraram o mesmo tipo de político direitoso anti-revolucionário que durante o regime bajulava os nossos ditadores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer caretice, mas essa patologia social, tomando emprestado uma expressão de Émile Durkheim, que atinge e assola nossa juventude de classe média deve ser combatida com diálogo aberto (tanto por parte dos pais, como da parte dos professores), sem hipocrisia ou falso moralismo, sem pieguices ou clichês idiotas; e principalmente com muito bom senso e uma educação crítica, vívida e producente. Aliás, o conhecimento aliado à sensibilidade é, quiçá, a solução para todas as classes e faixas etárias do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1724209550786013820?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1724209550786013820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1724209550786013820' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1724209550786013820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1724209550786013820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/09/sexo-drogas-adolescencia-e-classe.html' title='SEXO, DROGAS, ADOLESCÊNCIA E CLASSE'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-8952689280557287477</id><published>2009-07-28T17:14:00.005-03:00</published><updated>2009-07-28T17:39:45.290-03:00</updated><title type='text'>O CLICHÊ</title><content type='html'>O porta-malas do carro abria-se e eu estava de fronte à TV assistindo ao pornô. Ainda lembrava aliviado do chacoalhar da chave abrindo o compartimento. Lá dentro os segundos tinham a dimensão da minha claustrofobia. “O Fidji não vai permitir esse horror de gente, alguém tem que se esconder”. Em pânico após os primeiros dez segundos, eu ouvia o diálogo sobre as suítes, as regalias e se teria desconto. Suíte quarenta e sete, uma e quarenta da madrugada. Fez-se a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia neblina no quarto. Eu estava de cuecas preenchendo as garrafas de cerveja vazias com água extraída da banheira. Era possível que elas passassem por não consumidas no fechamento da conta. Rivaldo deixara o chuveiro quente aberto e a queda brusca de temperatura embasara-lhe os óculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me larga! Dizia uma das garotas sob o edredom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual é? Persuadia Viana sob o edredom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ralo entupira sem que ninguém percebesse e Rivaldo, após o insucesso do edredom, dizia crer numa conspiração da indústria de desodorantes. Poderíamos percebê-la, segundo ele, na conduta unilateral do discurso da mídia quando o assunto eram as mudanças climáticas. Uma lâmina de água formava-se decorrente do entupimento do ralo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chega aí, venha escutar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fodge, fodge, me fodge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divertia-nos o carioquês do cinema pornô nacional e fazia-nos perguntar onde estaria o Amazonas e o Tocantins. “Mas o Rio Grande do Sul exporta modelos”, alguém dizia. Gradativamente ninguém mais se deixava estar num único canto. Perambulavam de galho em galho. Da banheira para a cama, da cama para a mesa, da mesa para a privada, da privada para o cavalo, do cavalo para a janela. Éramos pássaros. Eu torcia em silêncio para que voássemos alto até nos perdermos no vento, mas pensava que talvez fossemos, ao invés de curiós e juritis, pombas urbanas demais pra grandes desapegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio aos saltos, Rivaldo deu-se conta que por falta de fósforos não fumava há horas. Tendo recorrido ao telefone por três vezes sem êxito, cobriu-se com o roupão Fidji e corrigindo o fio-dental que se formara pela rapidez do sobressalto tomou a direção da portaria para exigir providências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o cúmulo do clichê Viana? Fala aí? Perguntava Rivaldo eufórico e sem fósforos voltando da portaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, você só pode estar brincando? Esbugalhava-se o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- FUDENDO MEU VELHO, A MULHER DA PORTARIA TAVA FUDENDO, gritou Rivaldo histérico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CARALHO! Se clichê fosse dinheiro tu tava feito, tu serias o Imposto de Renda - gargalhavam os dois descontrolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após nova tentativa ao telefone, quando enfim se recompôs da imagem, Rivaldo finalmente obtinha a atenção dos funcionários do Motel. Os dois dividiam um trago entre risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucas horas um rastro de luminosidade recortaria a janela denunciando a proximidade do fim da diária. Não tínhamos dinheiro para um café da manhã, a voz cansada do telefone informava que o mesmo não era incluso nas quartas-feiras como o era nos fins de semana. Mario de Andrade se enganava ao dizer que só se reconhece um amigo nas quartas-feiras. Era hora de deixar o quarto. Chaves, meias, calças, carteiras e uma nota surgida da janela mágica. As aventuras de Bob Esponja num canal aberto davam um tom infantil à cena. Coincidência ou não, a essa altura a lâmina de água acariciava as nossas batatas, mas não parecia haver em ninguém a mínima sensação de pântano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Um pequeno conto de Fábio Liberal)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-8952689280557287477?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/8952689280557287477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=8952689280557287477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8952689280557287477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8952689280557287477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/07/o-cliche.html' title='O CLICHÊ'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-8542205650490050576</id><published>2009-07-11T18:06:00.006-03:00</published><updated>2009-07-11T18:20:49.426-03:00</updated><title type='text'>UM ÉPICO PARA NOSSA ÉPOCA</title><content type='html'>Sou um santo que duvida de minha própria crença na santidade...&lt;br /&gt;Vejo isso com a clareza de Santo que duvida de sua própria crença e santidade.&lt;br /&gt;Por isso escrevo um manifesto ao mundo em decadência,&lt;br /&gt;um mundo onde os sentimentos mais "puros" ficam unidos aos mais rudes e truculentos,&lt;br /&gt;para que minha poética soe como uma aposta no bizarro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei das imagens e das exaltações,&lt;br /&gt;mas nunca consegui explicar o meu ato esdrúxulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mesmo que o particular se pretenda universal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-8542205650490050576?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/8542205650490050576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=8542205650490050576' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8542205650490050576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8542205650490050576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/07/um-epico-para-nossa-epoca.html' title='UM ÉPICO PARA NOSSA ÉPOCA'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6418870266749382350</id><published>2009-05-19T14:07:00.001-03:00</published><updated>2009-05-19T14:24:46.159-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;METAFÍSICA’s&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Bar e Restaurante&lt;br /&gt;(Cardápio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PRATOS a priore...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guisado de Ser...............................................................R$ 8,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumadinho de Ente....................................................R$ 6,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existência Frita.................................................................R$ 10,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essência ao Sugo..............................................................R$ 7,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo Assado..................................................................R$ 9,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infinito Acebolado............................................................R$ 7,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcendência a Parmegiana.........................................R$ 14,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Picadinho de Substância.................................................R$ 5,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cozido de Fenômenos......................................................R$ 6,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão de Coisa-em-si...........................................................R$ 12,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada à Cabidela................................................................R$ 5,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frango no Vazio................................................................R$ 4,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macaxeira com Ética........................................................R$ 3,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral à Passarinho...........................................................R$ 4,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salada de Verdade..............................................................R$ 15,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão com Fritas...............................................................R$ 5,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isca de Linguagem.............................................................R$ 4,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontologia ao Alho-e-Óleo...................................................R$ 18,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade ao molho branco ou Realidade ao rose..........R$ 15,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginário de Sol...............................................................R$ 8,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buchada de Vontade..........................................................R$ 6,00&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;GUARNIÇÕES a posteriore...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dialética..............................................................R$ 1,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógica.................................................................R$ 3,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retórica...............................................................R$ 6,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ESPETINHOS ônticos...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser-Aí...................................R$ 1,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser-Assim.............................R$ 1,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser-no-Mundo......................R$ 1,50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;BEBIDAS platônicas e aristotélicas... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerveja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideal...............R$ -----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real................R$ 2,50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dose:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Potência..........R$ 3,50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato..................R$ 3,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato Puro.........R$ -----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom apetite e volte sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aceitamos Visa Electron.&lt;br /&gt;A gerência (H . V . B)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6418870266749382350?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6418870266749382350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6418870266749382350' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6418870266749382350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6418870266749382350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/05/metafisicas-bar-e-restaurante-cardapio.html' title=''/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4411935991596825995</id><published>2009-04-11T20:40:00.002-03:00</published><updated>2009-04-11T22:19:41.875-03:00</updated><title type='text'>Carta Estrangulada</title><content type='html'>E sempre, em momento de ira, alguém desfere palavras violentas e sem ternura para outrem. Calado fico, calado sou; não me desabo em revoltosas águas para evitar o pior naufrágio... Sempre sou o vilão, mas não ligo. Não ligo como quem não liga para abstrações (certos materialistas), longe disso, como zen-butistas que não acreditassem no nirvana. Mas acredito. E acreditando vencerei minhas mágoas que só a mim dizem respeito. Não entendes pequena, jamais entenderás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre, em algum momento, as lágrimas secam e os olhares se cruzam, a brandura de palavras calmas são como santos crucificados e abandonados à sorte d’algum demônio. Não quero mais sofrer violências, passei da idade minha pequena! Nossa intolerante impaciência nos condena e a sociedade segue com seus afazeres cotidianos ao nosso redor; pena não estarmos nos planos ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre, em momento algum, as pessoas se perdoam! O perdão, amiga, não é um ato divino nem maravilhoso: é um grito estrangulado por um ato culposo!... Quem haverá de nos entender? Sinto-me culpado, agora, de haver te tocado. Será que te usei menina? Ah, como o sexo nos torna animal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo, se assim quiseres, não tocar-te novamente. Prometo, se assim o for, te esquecer quase completamente. Contudo, prometo que sempre e sempre, haverá em mim como haverá em ti, uma pedra de lembrança como a ponta de um bloco-de-gelo que surge ao mar e que se esconde por baixo do mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Apaixonadamente,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;H.V.B&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4411935991596825995?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4411935991596825995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4411935991596825995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4411935991596825995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4411935991596825995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/04/carta-estrangulada.html' title='Carta Estrangulada'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4457571826126902341</id><published>2009-04-11T20:35:00.002-03:00</published><updated>2009-04-11T20:39:59.796-03:00</updated><title type='text'>Carta Inconsolada</title><content type='html'>Era bom demais pra ser verdade, estava bem demais pra ser real. Tudo muito sólido, duradouro, perspectivas novas e empolgantes. Agora vejo como nada é inexorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mágoas são postas na mesa, mas a mesa não resiste a tantos fardos. As desculpas não são aceitas (nunca foram) e as culpas são engolidas a seco. Agora sei que os sabores mudam conforme nosso estado de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei minha pequena inteligente e o meu amor burro. O ciúme é o cimento que liga os tijolos do desagrado. Sinto muito, mas não sou arrogante, sou inconseqüente. Desculpe-me, mas sou orgulhoso. Orgulhoso de minhas idéias, de minhas poesias, de minha morte, dos meus amores, do meu amor, de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando tento consolar e minhas palavras de consolo são ditas ridículas, perdou. Fico triste e chateado, porém perdou. É difícil de esquecer, mesmo assim perdou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando sou pior ofendido e choro por não me achar (ou descobrir) super-homem o suficiente, perdou. Não a mim, mas perdou. Acho que ainda não recusei dormir ao teu lado. Ou menos, acho que ainda não recusei o toque seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem: nada é inexorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoe-me por ofender-te, mas pensava que entenderias as “bobagens” literárias de meus escritos. De nossas vidas. Achava antes que eles (os escritos) diziam respeito a nós e a nossas sutilezas. Agora vi como é perigosa a literatura até para quem se ama. Ou se amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto tua falta. Ou senti naquela noite.&lt;br /&gt;                                                                      &lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Ternamente,&lt;br /&gt;H.V.B&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4457571826126902341?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4457571826126902341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4457571826126902341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4457571826126902341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4457571826126902341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/04/carta-inconsolada.html' title='Carta Inconsolada'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3115540492317391195</id><published>2009-04-11T20:14:00.004-03:00</published><updated>2009-05-16T14:56:41.363-03:00</updated><title type='text'>Carta Desmantelada</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Hoje, ao acordar, sentia um aperreio dentro da alma que me fazia pensar em quem nós éramos. Quem eu sou? Não ouvi respostas e tive medo. Continuei o dia taciturno, ruminando sobre nós. Não sabia o que fazer ou se sabia tinha medo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua mudança, garota, foi tão bruta que não havia quem não notasse. Tentei prever o desencanto, bem sabes; previ, mas não totalmente, estava com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive frio, tive sede. Havia tanta insegurança em mim que nem Nietzsche podia me consolar. Fui tolo e percebi o cheiro da traição: badalações, novas coisas encantadas, amigos... pra que se explicar? Não precisas de cartas, garota. Não precisamos de cartas a menos que sejam sinceras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegra-me ver que agora meus estúpidos consolos (ou seriam ridículos?) se voltam contra mim. Dói-me ser o desmantelo intelectual que eles te causaram minha menina; é uma pena que teu encontro contigo tenha sido nosso desencontro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora podes fazer o que quiseres, materializar tuas fantasias já tão sólidas de outrora, não tens mais um empecilho, mulher, nunca tiveste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não te desejarei o fogo do inferno nem as brisas do paraíso, nem a paz de Gautama nem a guerra de canudos, nem a vida dos oceanos nem a morte de Hiroshima. Nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;“O que não nos mata, só nos torna mais fortes.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Tristemente,&lt;br /&gt;H.V.B&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3115540492317391195?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3115540492317391195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3115540492317391195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3115540492317391195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3115540492317391195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/04/hoje-ao-acordar-sentia-um-aperreio.html' title='Carta Desmantelada'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6926960623582442163</id><published>2009-01-30T14:06:00.003-03:00</published><updated>2009-12-06T09:21:58.224-03:00</updated><title type='text'>PELO PRAZER DE DIRIGIR (3)</title><content type='html'>SEXO: certamente eu não poderia deixar de falar dessa faceta incrivelmente poderosa proporcionada pelo nosso fetiche ao automotor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, sem o carro, fatalmente teríamos uma vida sexual muito menos intensa e provavelmente mais chata. Entendo que o álcool é um fator chave desinibidor para liberação sexual, mas sem um belo veículo adequado, a bebedeira pode se limitar a puro entorpecimento e ressaca fisiológica e moral – daí minha visão pessimista a respeito dessa tal Lei Seca, mas isso é assunto para um novo texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia dar N exemplos aqui, coisas corriqueiras da vida social, associados ao uso do carro como mecanismo de proliferação sexual. Desde carros que são verdadeiros trios elétricos, cuja função é aproximar as fêmeas do tipo rebolativas; passando pelos super-turbinados, customizados e envenenados; até os modelos mais comuns, novos ou usados, contudo não menos potentes no sentido fálico da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, os exemplos são inúmeros, porém creio que um único e universal caso (universal dentro de sua especificidade) deve concluir com maestria minha explanação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos uma cena:&lt;br /&gt;Você é um cantor medíocre e um compositor mediano que tem uma banda que conquistou – em um dado momento histórico-cultural muito propício – um nicho de mercado e um público cativo bem determinado, (o que inclui algumas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;grupies teenages&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do mundinho cult classe média!); depois do show, lá pelas tantas, duas fanzocas, visivelmente sob efeito de álcool, (olha ele aí dando uma força...), aparecem para você que simpaticamente oferece carona e as conduz até o seu magnífico possante, no caminho alguém muda de ideia e adivinhem: vocês acabam num motel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí? Supreso? Eu não...&lt;br /&gt;Tá certo que transar hoje em dia é a coisa mais fácil do mundo, mas se você estivesse de ônibus naquela noite, não tenha dúvidas meu querido leitor, gentilmente elas dariam para outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6926960623582442163?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6926960623582442163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6926960623582442163' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6926960623582442163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6926960623582442163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2009/01/pelo-prazer-de-dirigir-3.html' title='PELO PRAZER DE DIRIGIR (3)'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4712509206318054027</id><published>2008-11-26T21:24:00.006-03:00</published><updated>2008-11-27T15:20:37.753-03:00</updated><title type='text'>PELO PRAZER DE DIRIGIR (2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.globoonliners.com.br/upload/escritofoto/4687_im_grande.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; CURSOR: hand; HEIGHT: 399px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.globoonliners.com.br/upload/escritofoto/4687_im_grande.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De performance comprovada nas cidades e estradas do Brasil, o Simca Chambord é uma rara combinação de fôrça, beleza, confôrto e segurança. Suas linhas de aristocrático bom gôsto, o interior luxuoso - com assentos largos e profundos - a extraordinária suavidade nas altas e baixas velocidades e a qualidade de tôdas as suas soluções mecânicas, são elementos que se somam para fazer do Simca Chambord o carro mais próximo da perfeição que você pode comprar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sedan 4 portas. Absoluto confôrto para 6 pessôas. Possante motor &lt;em&gt;"Aquilon"&lt;/em&gt; de 8 cilindros em "V". Suspensão &lt;em&gt;"Stabimatic",&lt;/em&gt; exclusiva dos carros Simca. &lt;strong&gt;Estrutura Super-Compacta&lt;/strong&gt;, de extraordinária robustez. Vidros e janelas panorâmicos, proporcionando visibilidade total. Lindas combinações de cores. Admire o Chambord no agente autorizado Simca de sua cidade!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;(Propaganda do Simca Chambord publicada na revisra O Cruzeiro, em 17/12/1960&lt;/em&gt;.)&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4712509206318054027?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4712509206318054027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4712509206318054027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4712509206318054027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4712509206318054027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/11/de-performance-comprovada-nas-cidades-e.html' title='PELO PRAZER DE DIRIGIR (2)'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3144273396563422785</id><published>2008-10-31T21:07:00.007-03:00</published><updated>2009-01-30T14:19:59.497-03:00</updated><title type='text'>PELO PRAZER DE DIRIGIR (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Carro é realmente a grande invenção da humanidade...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não tem ônibus espacial, nem penicilina ou processo de reciclagem que me convença do contrário! O homem primitivo já sabia das coisas. Com a criação da roda (e a descoberta do fogo, é claro.) a vida nos primordios começou a ganhar sentido e praticidade - daí o termo: "Uma mão na roda!"...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas a roda por si só não serve de nada, foram necessários os eixos e uma plataforma independente em cima desses eixos para começarmos a contemplar de fato o que viria a ser nossa maior e mais significativa invenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contudo, faltava algo! Ninguém gosta de (ou quer) ficar empurrando seu carro para cima e para baixo &lt;em&gt;ad infinitum.&lt;/em&gt; Os Flintstones que se danem! Era preciso aplicar força àquele objeto tão refinado, era preciso certa autonomia ao novo brinquedo do homem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alguns povos já cavalgavam e esse foi o último e decisivo passo para a efetivação do carr&lt;/span&gt;o: &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cavalos de Potência!!!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;[continua...]&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3144273396563422785?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3144273396563422785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3144273396563422785' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3144273396563422785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3144273396563422785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/10/pelo-prazer-de-dirigir.html' title='PELO PRAZER DE DIRIGIR (1)'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-8325757410764942336</id><published>2008-08-29T11:29:00.004-03:00</published><updated>2008-09-16T23:08:57.445-03:00</updated><title type='text'>"Navegar é Preciso; Viver Não é Preciso"</title><content type='html'>A vanguarda morreu... O desbunde voltou? A caretice venceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem vindo ao século XXI, para o filósofo francês, Gilles Lipovetsky, Le Temps de L’hipermodernidaté... Por que ainda estamos em busca de sentido pra nossas infames vidas? O artista hipermoderno está pouco se lixando pra o que se espera da nova estética; Aliás, o novo envelheceu faz tempo... Afinal, museu-de-arte-moderna tá arcaico; nova MPB nunca existiu; e televisão-vitrola é o boom do meio contemporâneo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns fracassos em tentar conciliar o artesanato folclórico ao mundo pop industrial levaram tudo a um radicalismo estético-ideológico, que nos transformou, como diria Oswald de Andrade, em: “macumba pra turista”. Mesmo que para o zoólogo Desmond Morris o &lt;em&gt;Homo sapiens&lt;/em&gt; nunca deixe de ser um símio sem pelos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os surtos autistas, a &lt;em&gt;décadence&lt;/em&gt; moral e as monstrices freqüentes de nossa modernidade esquizofrênica, nos induz a um pseudo-descompromisso sócio/político/econômico/cultural, que nos faz mandar tudo pra PQP e continuarmos com nossas vidas comezinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E plagiando a já plagiada famosa frase do general romano Pompeu (106-48 ac.), &lt;em&gt;tirar onda necesse; vivere non est necesse&lt;/em&gt; – pois se necessário for, navegaremos também...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-8325757410764942336?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/8325757410764942336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=8325757410764942336' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8325757410764942336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8325757410764942336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/08/navegar-preciso-viver-no-preciso.html' title='&quot;Navegar é Preciso; Viver Não é Preciso&quot;'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-5034301326458771394</id><published>2008-07-23T12:39:00.004-03:00</published><updated>2008-07-24T15:11:14.224-03:00</updated><title type='text'>AFORISMA SOCIO-LÓGICO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Tudo o que estudamos e aprendemos, com os conhecimentos humanos em geral,&lt;br /&gt;(principalmente quando acadêmicos!), pode ser resumido em poucas linhas;&lt;br /&gt;Toda essa punheta intelectual e ideológica que vem rolando desde os pré-pré-socráticos...&lt;br /&gt;Toda encheção de lingüiça que as cátedras de letrados possam desenvolver mais e mais e mais... Tudo o que a história universal produziu de extraordinário ou de medíocre...&lt;br /&gt;Tudo o que construa ou desconstrua o Ser Humano;&lt;br /&gt;Pode ser explicado e entendido com o mínimo de esforço: Permanência e Transformação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-5034301326458771394?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/5034301326458771394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=5034301326458771394' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/5034301326458771394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/5034301326458771394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/07/aforisma-socio-lgico.html' title='AFORISMA SOCIO-LÓGICO'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-4208742247428975713</id><published>2008-06-11T19:31:00.002-03:00</published><updated>2008-06-11T19:43:20.139-03:00</updated><title type='text'>MÍMESIS em MURIBECA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era um domingo matinal e eles estavam a caminho da Muribeca (todos sabem como é escaldante o subúrbio nos fins de semana). Cansados do ar-condicionado e do papo Bancário que ouviam de segunda a sexta, pois num Banco trabalhavam, procuravam por conversa mole e diversão barata – o que por ali se resumia a alguns amigos e muito álcool; além do mais, sempre se espera que aconteça algo de extraordinário na periferia (como um “guizadinho com cana”, por exemplo...)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ônibus, Platô se queixava das centenas de ordens de pagamento que o ocupara durante todo seu expediente na sexta anterior. Ariosto, ao lado, tentava relaxar ouvindo &lt;em&gt;Tool&lt;/em&gt; em seu &lt;em&gt;walkman&lt;/em&gt;. O ônibus estava vazio e um sujeito “empandeirado” fazia rimas fáceis com temas que o cobrador lhe dava, e dizia sempre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Vô imbolá, vô imbolá&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quero ver rebola bola&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Você diz que dá na bola&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Na bola você num dá”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Platô reclamava disso também e dizia:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Por Zeus, este sofista não cala a boca! Todo poeta acha que pode falar de tudo sem entender de nada e aí não para mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clamou num cochicho para Ariosto, que assim respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Com efeito, na poesia é de preferir o impossível que persuade ao possível que não persuade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, lá na frente do ônibus o motorista conta histórias épicas sobre si mesmo para uma dona que o olha fixamente com os seios a tremer no chacoalhar do ônibus – Estão quase marcando motel! – observa Ariosto lembrando Homero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platô retorna depois de ouvir aquele pensamento alto como uma pausa, e sem exitar diz:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Talvez me faça compreender melhor da seguinte maneira: tudo o que os mitólogos e os poetas contam, não é um relato de fatos passados, presentes ou futuros? E não conseguem esse desiderato ou por simples exposição, ou por imitação, ou por ambos os modos ao mesmo tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querendo livrar-se da questão, impõe Ariosto certo argumento:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Não é ofício do poeta narrar o que aconteceu; é, sim, o de representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Não diferem o historiador do poeta por escreverem verso ou prosa; diferem, sim, em que diz um as coisas que sucedem e outro as que poderiam suceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus finalmente chega a Muribeca e a sede dos dois aumentava paulatinamente. Lembraram-se que d’outra vez já haviam discutido isso no elevador do CFCH, sabiam pois a conclusão mimética que iam chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que ao descerem fala Platô:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– É justamente por isso que já lhe disse que a arte de imitar está muito afastada da verdade, sendo que por isso mesmo dá a impressão de poder fazer tudo, por só atingir parte mínima de cada coisa, simples simulacro. Só criam fantasmas não o verdadeiro ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí lhes aparece o “famoso” poeta Miró da Muribeca e cheio de angustias de si naquele momento recita aos dois: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Quando o mundo acabou&lt;br /&gt;eu estava dentro do Makro.André estava apenas&lt;br /&gt;começado a fazer as compras.&lt;br /&gt;Molho Inglês,&lt;br /&gt;Caturpiri, Catch-up e mostarda.&lt;br /&gt;Foi na sessão de frios.&lt;br /&gt;Escureceu tudo.&lt;br /&gt;Começou o fim.Não vai dar tempo nem para&lt;br /&gt;fazer o churrasco.&lt;br /&gt;muito menos para desmarcar.&lt;br /&gt;O celular ficou fora de área&lt;br /&gt;ou temporária mente desligado.&lt;br /&gt;Dentro do Makro? Isso é lugar&lt;br /&gt;pro mundo acabar?"&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é interrompido:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Tais vendo que o poeta é imitador, como o pintor ou qualquer outro imaginário; por isso, sua imitação incidirá num desses três objetos: coisas quais eram ou quais são, quais os outros dizem que são ou quais parecem, ou quais deveriam ser. É a chamada licença poética dos tempos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comenta Ariosto ouvindo em seguida a resposta de Platô sem pena nem demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Todos os poetas não passam de imitadores de simulacros da virtude e de tudo o mais que constitui objeto de suas composições, sem nunca atingirem a verdade, o que também se dá com o pintor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miró indignado ressalva os cometários ouvidos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– A arte tem que se aproximar, forçosamente, de seus arquétipos no mundo das idéias. O mundo sensível não passa de mera sombra...&lt;br /&gt;(então transtornado começa a gritar loucamente).&lt;br /&gt;– NÃO! Não sei se crio a representação superior do sensível ou a reprodução imperfeita do absoluto... Ou será a reprodução superior do absoluto junto com representação imperfeita do sensível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aquela performance não abala muito os dois, mas arranca novos comentários sobre a mímese poética... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– A poesia e a mitologia podem constar inteiramente de imitação ou apenas da exposição do poeta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Fala, Platô, talvez elogiando...) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Falta menor comete o poeta que ignore que a corça não tem cornos, que o poeta que a represente de modo não artístico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Fala, Ariosto, talvez defendendo...) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Mas, se o poeta nunca se ocultasse, toda a sua narrativa dispensaria a imitação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Fala, Platô, talvez ironizando...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E depois, a opinião comum também justifica o irracional, além de que, às vezes, irracional parece o que não é, pois verossimilmente acontecem coisas que inverossímeis parecem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Completa, Ariosto, com certeza ironizando!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miró avista Flavão e Betão num barzinho da frente e sai sem dizer mais nada, contudo a dupla o segue até o bar; Flavão acabara de pedir um “guizadinho maravilhoso” para acompanhar uma “meiota de cana”, quando Miró irrompe dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Flavão, meu caro, estes nossos colegas comentavam a respeito da arte poética e se não me engano lembro de ouvir algo também sobre as plásticas... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E Platô, beliscando o guizado e erguendo o dedo indicador ao pedir uma cerveja, explica:&lt;br /&gt;ou tenta:&lt;br /&gt;– É o seguinte, vou tentar ser claro. Existe a idéia de leito e um carpinteiro constrói o leito, porém a idéia em si mesma ele não fabrica. O pintor reproduz a idéia de leito a qual o tal carpinteiro já copiou de deus e que estava na natureza. Assim, tais leitos se nos apresentam de três formas: uma, que se encontra na natureza, obra, segundo penso, de deus. Outra feita pelo carpinteiro. E outra mais, a do pintor. Logo pintor, carpinteiro e deus: aí temos os três mestres das três espécies de leitos. Dou assim o nome de imitador ao que produz o que se acha três pontos afastado da natureza. Assim encontra-se o poeta: três graus abaixo do rei e da verdade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Isso tá tudo errado, meu patrão...&lt;br /&gt;Responde Flavão sem se preocupar com seu suposto grau abaixo do carpinteiro (por ser desenhista) e chamando Miró de "soldado raso" por estar mais abaixo ainda enquanto poeta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– É, pois, verossímil que o problema nasça de um erro.&lt;br /&gt;(Pensa alto Ariosto, e continua.)&lt;br /&gt;– O absurdo deve ser considerado, ou em relação à poesia, ou ao melhor, ou à opinião comum.&lt;br /&gt;Platô tirando mais um pedaço do guizado diz:– A natureza humana se afigura dividida em pedacinhos ainda menores, de forma que é impossível a qualquer pessoa imitar bem muitas coisas ou fazer as próprias coisas que a imitação reproduz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– O poeta deve ser mais fabulador que versificador; porque ele é poeta pela imitação e porque imita ações.&lt;br /&gt;Volta Ariosto tentando tomar o garfo da mão de Platô... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Betão, até então calado, resolve entrar na conversa:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Cês tão pensando que a gente é macaco pra tá imitando tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariosto, tranquilamente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– O imitar é congênito do Homem... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Miro, já com as mãos na cabeça, interrompe a todos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Por que vocês não voltam a conversar sobre Banco, heim? Vocês tão endoidando no CFCH!...&lt;br /&gt;(e dá uma pequena pausa.)&lt;br /&gt;Pronto, lá vem Jorge. Ele pode contar pra vocês como foi ser o primeiro punk de Caruaru. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Platô, retomando:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– É o poeta, o qual não procura levar nossa atenção para outra parte nem se esforça por parecer que não é ele, mas outra pessoa que está com a palavra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Miró, Flavão e Betão em coro:&lt;br /&gt;– PUTA QUE PARIU... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-4208742247428975713?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/4208742247428975713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=4208742247428975713' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4208742247428975713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/4208742247428975713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/06/mmesis-em-muribeca.html' title='MÍMESIS em MURIBECA'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3317177310341848385</id><published>2008-04-30T14:54:00.006-03:00</published><updated>2008-05-02T14:05:24.065-03:00</updated><title type='text'>DA PÓS-CONTEMPORANEIDADE        (ou guia prático-sócio-filosófico pela superação do Homem genérico)</title><content type='html'>O &lt;em&gt;Homem&lt;/em&gt; Pré-Histórico não é mais enigma para nós. As especulações teóricas a respeito dessa fase da História Humana só nos trás um grandioso sentimento zoológico e etológico a respeito de nossa glória animal. Bem, se somos bichos, o que não é Natureza, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos mais dos Gregos Antigos. Não devamos mais querer ser como eles. Embora sua contribuição para a &lt;em&gt;Humanidade&lt;/em&gt; talvez não venha a se esgotar nunca, (foi uma boa Época para nós – foi...)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Idade Média deveria ser execrada e esquecida para sempre, porém, ainda lembraremos dela como um bêbado que no dia seguinte à bebedeira sofre com imensa ressaca moral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda gigantesca Cultura Oriental é realmente muito bela e sábia, mas seu misticismo deve se esvair junto com sua metafísica de deuses que transcendem a própria Natureza Humana. Já temos Mitos por demais em toda parte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Homem&lt;/em&gt; Moderno não é tão moderno assim, não totalmente! Mas a sua parte moderna já precisa ser superada... Assim como a parte primitiva da &lt;em&gt;Sociedade&lt;/em&gt; Moderna – atrasada, miserável, desumanizada, estupidificada – fatalmente murchará em uma ou duas ou três gerações; ou então deverá ser extirpada do nosso corpo como um cisto canceroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo aqui da &lt;em&gt;Humanidade&lt;/em&gt; como um Ser só. A &lt;em&gt;Espécie&lt;/em&gt; é um único e coletivo Ser, individual e múltiplo; somente um, em vários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Moderno, o Pós-moderno, o Hipermoderno, que agora jazem Contemporâneos, já fizeram sofregamente sua parte e mesmo assim o mundo não necessita mais de nenhum deles. Chega de escrúpulos e apegos e respeito ao passado, engulamos o passado. O &lt;em&gt;Homem&lt;/em&gt; atual deve superar o homem &lt;em&gt;Atual&lt;/em&gt;. Deve trazer consigo toda História Humana para defecá-la e ultrapassá-la: ser Contemporâneo não basta – nunca bastou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Espécie&lt;/em&gt; precisa transcender o próprio Ser entre seus Seres. O &lt;em&gt;Homem&lt;/em&gt; (essencial e existencial) precisa querer ser O Agora Pós-Contemporâneo! É preciso sempre buscar a dianteira no fluxo da História...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superar a Época não é fácil, nem simples, nem comum, por isso, estar à frente do próprio Tempo é uma característica indubitável de genialidade e autenticidade; traço esse impossível aos medíocres. Aliás, não se tornar medíocre é fundamental: a mediocridade deve perecer urgentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seres assim – além da Época em que se vive – surgem com relativa freqüência na História Natural do &lt;em&gt;Homem&lt;/em&gt;, casos esparsos são percebidos e relatados. Com isso poderíamos julgar que se faz necessária a produção em massa desses seres, mas cairíamos num engano fatal para o equilíbrio de nossa evolução enquanto processo Histórico transcendente. O que precisamos é aumentar o grau de percepção desses Seres pela média/maioria da população!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez só assim essas Entidades alavancariam a evolução da &lt;em&gt;Espécie&lt;/em&gt;... Esses Entes elevados podem transformar o &lt;em&gt;Espírito Humano&lt;/em&gt;, guiando nosso processo evolutivo por dentro do caos dançante em que nos encontramos e levando toda &lt;em&gt;Espécie Humana&lt;/em&gt; direto ao seio da Natureza da Pós-Contemporaneidade; lugar onde todos os grandes Avatares da &lt;em&gt;Humanidade&lt;/em&gt; já se encontram...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3317177310341848385?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3317177310341848385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3317177310341848385' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3317177310341848385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3317177310341848385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/04/da-ps-contemporaneidade-ou-guia-prtico.html' title='DA PÓS-CONTEMPORANEIDADE        (ou guia prático-sócio-filosófico pela superação do Homem genérico)'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-7537203378712232249</id><published>2008-03-31T00:40:00.008-03:00</published><updated>2010-07-08T01:46:10.838-03:00</updated><title type='text'>Murilo   Rubião   e   o   Desencanto   do   Ex-mágico:   A Verdade Sociológica na Literatura Fantástica.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“O poeta é uma coisa leve, alada,  sagrada,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;que não pode criar antes de sentir a inspiração,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;de estar  fora de si e de perder o uso da razão.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Platão&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;“Não me casei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;não tive filhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;não  plantei árvores,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;apenas alguns arbustos.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Murilo Rubião&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;“Inclina, Senhor, o teu ouvido, e  ouve-me;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Porque sou desvalido e pobre.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Salmos, 85, 1&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CAPÍTULO I (Introdução e Problematização)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murilo Rubião apareceu, em 1947, com o livro de contos O Ex-Mágico, como o primeiro escritor moderno de literatura do gênero fantástico no Brasil. Mesmo assim, sua obra ainda permanece relativamente desconhecida do grande público. Seus contos tratam, invariavelmente, das angústias e solidões como conflitos sociais e filosóficos comuns ao homem moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua obra, toda de contos e de pequena quantidade, foi escrita e publicada ao longo de cinqüenta anos. Segundo o próprio Murilo Rubião, preocupava-o mais refazer os textos do que criar textos novos, buscando cada vez mais uma forma clara e concisa, a linguagem simples e a proximidade com o real:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Reelaboro a minha linguagem até a exaustão, numa busca desesperada da clareza, para tornar o conto o mais real possível. Com a linguagem mais depurada, a intriga flui naturalmente.” (Schwartz, 1982, p.4).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O contista mineiro também afirma ter como principais influências para seu Realismo Mágico escritores como Miguel de Cervantes, Franz Kafka e Machado de Assis, além das “intermináveis leituras” de contos de fadas, herança de sua infância. Para ele, o fantástico já existia na literatura nacional, e foi através de Machado de Assis que ele afirma ter chegado ao realismo fantástico. Pois, até então, a influência de Kafka no Brasil era diminuta no seu modo de ver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Quem não acredita no mistério não faz literatura fantástica. Aliás, o fantástico já existia entre nós, mas só no Machado de Assis. eu cheguei ao fantástico exatamente por ter começado pelo Machado. Sem ele, eu não chegaria ao fantástico nunca. (...) No início dos anos 40 ninguém conhecia Kafka no Brasil, a não ser Mário de Andrade. Minha geração saiu em busca de Kafka pela correspondência com o Mário. Ainda agora, acho que a influência de Kafka é muito pequena no Brasil.” (Schwartz, 1982, p.3).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Todos os seus contos possuem epígrafes bíblicas, o que fazia parecer que era um autor de cunho religioso, mas a amargura e a tragicidade de seus escritos denotam um paradoxo cristão, pois neles (nos contos) não há lugar para salvação no além-mundo – aqui encontramos em seu pensamento uma proximidade maior com Nietzsche, quando este afirma que a autenticidade é o saber raciocinar a favor da vida no eterno Vir-a-Ser, pois se há o Eterno Retorno da repetição é a repetição das diferenças. Já que “não há vida eterna no além, porque a vida já é eterna aqui em sua incessante apresentação dentro da vontade de potência.” (Nietzsche, 2002, p.16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A base naturalmente é a religião católica, uma religião que mais tarde não me convenceu. O catolicismo está mais ligado à morte do que à vida, e transforma mesmo a vida em morte. Daí eu ter partido não para a eternidade que me ensinaram, mas para a eternidade já na própria vida. Desse modo a vida seria apenas uma coisa circular que não chegaria nunca àquela eternidade, mas também nós nunca poderíamos nos livrar dela. Como abandonei a religião e sou hoje um agnóstico, a minha tendência é não aceitar a eternidade e também não acreditar na morte em vida. Então fico nesse círculo constante entre a eternidade e a vida, sem aceitar essa separação entre a vida e a morte.” (Schwartz, 1982, p.4)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim acreditava que a influência do cristianismo se manifestava inconscientemente em seus contos. Como no caso do conto “Botão-de-Rosa”, onde relata ter intencionado fazer um retrato de um hippie, mas que ao terminar percebe ter feito uma paródia com Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado em Direito, sua principal atividade profissional durante a vida foi a de jornalista e funcionário público. Começou como Redator da Folha de Minas, em 1939 (função que desempenhou por mais de 10 anos); Redator da Revista Belo Horizonte, em 1940, ano em que publicou seu primeiro conto, “Elvira Outros Mistérios”, na revista Mensagem; em 1942, ano em que cola grau, torna-se Diretor da Associação dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais; em 1943, Diretor da Rádio Inconfidência; 1945, ano político para Murilo Rubião, Preside a Associação Brasileira de escritores (seção de Minas Gerais) e é chefe da delegação de escritores mineiros pela qual vai ao I Congresso Brasileiro de Escritores, realizado em São Paulo, do qual foi um dos vice-presidentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O congresso era eminentimente político, contra o Estado Novo. Eu assumi a liderança da delegação mineira. Tínhamos debatido em Belo Horizonte certos problemas que levantaríamos: problemas do escritor, direitos autorais, mas éramos principalmente contra a censura e a favor das eleições. Um pouco antes da sessão de encerramento, saiu publicada no jornal a Declaração de Princípios. Em 45, depois do congresso, Getúlio foi deposto.” (Schwartz, 1982, p.5)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1946 se torna Oficial de Gabinete do interventor do Estado; em 1948, chefe de divisão da Secretaria da Agricultura e diretor do Serviço de Radiodifusão do Estado de Minas Gerais; em 1951, Oficial de Gabinete do governador Juscelino Kubtschek, e no ano seguinte (1952) torna-se chefe do mesmo Gabinete; entre 1956 e 1961, viveu em Madri, período em que foi Chefe do Escritório de Propaganda e Expansão Comercial do Brasil e adido junto à Embaixada Brasileira na Espanha, onde estreitou relações com João Cabral de Melo Neto; em 1960, foi condecorado pelo governo espanhol com a comenda Isabel, a católica (grau de Cavaleiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Sofri. Eu não sabia o que era ser estrangeiro. Aliás, eu era muito bem tratado. Mas para mim, sendo mineiro, era muito mais trágico. Quem esteve lá na Espanha não era apenas um brasileiro, mas um mineiro. O lado positivo foi a leitura. Li desbragadamente durante esses quatro anos. Só escrevi “Teleco, o Coelhinho”. Eu estava no maior desânimo com a literatura. Quando fui para a Espanha, estava pensando em não escrever mais.” (Schwartz, 1982, p.5)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1961, reassume a sua função pública em Minas Gerais e é designado para a redação do jornal Minas Gerais; é, em 1966, encarregado de organizar o suplemento literário do Minas Gerais, sendo seu primeiro editor; em 1967 ganha a chefia do Serviço de Radiodifusão do Estado; em 1968, vira membro do Conselho Estadual de Cultura; em 1969, presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto; e em 1975, presidente do Conselho Estadual de Cultura de Minas Gerais. Depois de algum tempo aposentou-se como diretor de publicações e divulgação da Imprensa Oficial, do jornal Minas Gerais, e só veio a falecer em 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser um escritor que inaugurou o gênero da literatura fantástica no Brasil – que trabalha temas como o maravilhoso, o sobrenatural, o inexplicável, o estranho, os rompimentos com o real – sua obra esta fora do chamado cânone literário brasileiro, personificado especialmente pelos primeiros modernistas paulistas. Isso fez com que ele ficasse praticamente despercebido pela crítica e pelo público nos anos 40 e 50, até meados dos anos 70, quando o boom da literatura fantástica colocou a América Latina no mapa literário internacional, com escritores como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Gabriel Garcia Marquez. E é quando Murilo Rubião é traduzido para outros idiomas, como o alemão (O Pirotécnico Zacarias (1974) – Der Feuerwerker Zacharias) e o inglês ( O Ex-Mágico (1947) – The Ex-Magician).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Eu tinha muita dúvida se conseguiria fazer só literatura. Tive logo certeza de que não podia ser um escritor profissional. Especialmente por escrever um gênero que na época era de pouca aceitação. Muitos diagnosticaram que eu estava escrevendo para as décadas vindouras.” (Schwartz, 1982, p.4)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com o desenvolvimento de novas perspectivas de análise literária, o prestígio de escritores do gênero fantástico como Franz Kafka e a consolidação da industrialização brasileira permitiram que a crítica, apesar de não ter sido feito um estudo profundo sobre sua obra, reconhecesse a qualidade literária do escritor. Já a partir do final dos anos 70, com o fim do chamado milagre econômico, é possível perceber que a crítica toma um rumo diferente e passa a entender sua obra como um testemunho da modernidade periférica brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Murilo Rubião, o mundo gira numa modernidade caótica. A angustia causada pela burocracia das instituições dos novos tempos e a solidão encontrada nos desencontros dos aglomerados urbanos nos remete a uma certa fragilidade de comportamento desencadeada por uma falta de identidade e solidariedade, que há muito foi corrompida pela sociedade no homem e pelo homem na estrutura social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “desencantamento do mundo” é uma idéia freqüente e explícita em sua obra. Este mundo manipulado pela razão científica e pela técnica burocrática enterra cada vez mais o mundo mágico e excepcional de nossos ancestrais; e, pelo contrário, essa dominação não nos trouxe salvação ou felicidade... Sequer algum otimismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, vou me deter no conto &lt;em&gt;O Ex-Mágico da Taberna Minhota*&lt;/em&gt; de seu primeiro livro. No qual pretendo analisar sua idéia de “desencanto do mundo” relacionada com a burocratização e racionalização do mesmo, e captar sua “verdade” sociológica via literatura fantástica. O texto como sujeito transcendental desvendando a estrutura da consciência social feita pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que o leitor desta monografia saiba de antemão que pretendo esmiuçar o texto de Murilo Rubião, fazendo paralelo às analises sociológicas a leitura do conto na íntegra. Viso assim tornar mais agradável uma interpretação e trabalhar melhor a explicação que o próprio conto induz e revela em suas poucas linhas; além de, quem sabe, despertar o interesse do leitor para uma possível leitura desse escritor fantástico de literatura fantástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CAPÍTULO II (Max Weber, Stuart Hall e o Método)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria sociológica, por vezes, pode se nos apresentar maneiras não menos acertadas e interessantes de análise dos textos literários. Basta-nos encontrar as chaves certas para a adaptação, ou melhor, para a confluência entre objeto teórico e objeto literário. Nesse intuito, explanarei aqui duas correntes de pensamentos que creio terem afinidade com minha questão sócio-literária. De um lado, Max Weber com sua idéia de “desencantamento do mundo” via técnica, burocracia e racionalidade, na modernidade; e, do outro, Stuart Hall, que levanta a questão do descentramento do sujeito e deslocamento da identidade na modernidade tardia, ou pós-modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max Weber começa por despertar interesse na crise de valores na modernidade, que na sua interpretação provinha da estrutura capitalista de produção. Nesse sentido é que se considera uma parte da obra de Weber como uma tentativa de completar o materialismo econômico de Marx, adicionando-lhe um materialismo político e militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Weber partilha, com Marx, de uma tentativa de colocar os fenômenos “ideológicos” nalguma correlação com os interesses “materiais” das ordens econômica e política. Weber tem um olho agudo para as “racionalizações”, ou seja, para as “superestruturas fictícias” e para as incongruências entre a afirmação verbal e a intenção real.” (Mills, 1968, p.65)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só com os “interesses” e “ideologias” que a sociologia de Weber está relacionada com o pensamento de Marx. Há também a tentativa comum de desvendar as inter-relações em todas as ordens institucionais que constituem a estrutura social. Já que, para Weber, todos os sistemas institucionais (militar, religioso, político e jurídico) estão relacionados funcionalmente com a ordem econômica de várias maneiras. Contudo, para Marx, a economia capitalista moderna é basicamente irracional, irracionalidade resultante da contradição entre o progresso tecnológico racional das forças de produção e as cadeias de propriedade privada, lucro privado, concorrência de mercado não controlada e etc... Já para Weber, o capitalismo moderno não se apresenta nem um pouco irracional, pelo contrário, ele materializa de forma burocrática a racionalidade. O conceito de burocracia racional é o contraposto ao conceito marxista de luta de classes. “No momento”, disse Weber, “a ditadura do funcionário e não a do trabalhador, está a caminho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Toda estrutura é dinâmica, e pela sua anonimidade obriga o homem moderno a tornar-se um perito especializado, um “profissional” preparado para uma carreira especial dentro de canais preestabelecidos. O homem está, assim, preparado para a sua absorção pelo barulhento processo da máquina burocrática.” (Mills, 1968, p.67)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aqui, a racionalidade é vista como contrária à vida pessoal. Weber identifica a burocracia com a racionalidade e a racionalização como mecanismo de opressão do mundo moderno. Para ele, é deplorável o sujeito que a mecanização e a rotina burocrática seleciona e forma. Seria um profissional limitado, pronto pra seguir carreira, desejoso de segurança e recompensas, mas de ambições moderadas. “Esse tipo de homem é deplorado por Weber como uma criatura de rotina limitada, carente de heroísmo, espontaneidade humana e inventividade.” (Mills, 1968, p.68)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Weber, o uso da técnica exprime-se principalmente no que ele chama de “desencantamento do mundo” (frase essa de Friedrich Schiller), que é decorrente de um processo de intelectualização entrelaçado ao desenvolvimento do capitalismo racional, que teve como alguns de seus alicerces o comportamento ascético e sistematizado dos protestantes calvinistas. A partir de então, o mundo passou a ser dominado pela técnica burocrática que aparece nos seus escritos num tom pessimista, uma vez que tal expressão da racionalidade destrói mais e mais a magia e a criatividade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Até mesmo uma área de experiência tão “interiorizada” e aparentemente subjetiva como a da música se presta a um tratamento sociológico sob o conceito de “racionalização” de Weber. A fixação de padrões de acordes, através de uma notação mais concisa, e o estabelecimento da escala bem temperada; a música tonal “harmoniosa” e a padronização do quarteto de sopro e dos instrumentos de corda como núcleo da orquestra sinfônica. Tais fatos são vistos como racionalizações progressivas.” (Mills, 1968, p.69)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há uma tendência geral à racionalização secular. E a proporção e a direção que essa racionalização toma são medidas negativamente na dimensão em que os elementos mágicos do pensamento são deslocados, ou positivamente, dependendo das proporções que as idéias ganham coerência sistemática. Então a racionalização passa a ter uma variedade de significados por sua diferença social e histórica. Daí existirem as descontinuidades históricas no processo de racionalização. Estruturas institucionais podem desintegrar-se e formas mais rotineiras da vida social podem ser insuficientes para dominar um estado crescente de tensões, pressão e sofrimento. É em meio a essas crises que surge o conceito de “carisma” e do líder carismático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carisma, termo que Weber pegou emprestado de Rudolf Sohm, significa literalmente “dom da graça”. O termo é usado por ele para caracterizar o líder auto-indicado; este líder é seguido pelos que estão em desgraça e seguem-no por acharem sê-lo extraordinariamente dotado. Milagres, revelações, heroísmos... São suas marcas. O fracasso, sua ruína. Mas o movimento carismático também pode ser rotinizado no tradicionalismo e na burocratização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O revolucionismo emocional é seguido pela rotina tradicionalista da vida cotidiana; o líder cruzado e a própria fé desaparecem ou, o que é ainda mais verdadeiro, a fé torna-se parte da fraseologia convencional (...) nesse caso, tal como ocorre com a máquina de todo líder, uma das condições para o êxito é a despersonalização e rotinização, em suma, a proletarização psíquica, no interesse da disciplina. Depois de ascenderem ao poder, os seguidores de um cruzado habitualmente degeneram muito facilmente numa camada comum de saqueadores.” (Weber apud Quintaneiro,1999, p.143)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundo Weber, a burocracia das sociedades modernas é caminho e fortalecimento da tendência à racionalização. O crescimento da burocratização se faz mediante um aparato institucional, através do qual a burocracia exerce um domínio baseado em normas estabelecidas. O poder se burocratiza na forma de Estado Moderno e, por delegação ou tutela, homens se submetem a outros na consolidação desse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max Weber chega a concluir, tristemente, que em nenhum outro lugar se experimentou de tal forma, como no ocidente, a absoluta e completa dependência de sua existência – econômica, política e técnica – em relação a uma organização de funcionários públicos especialmente treinados. A técnica burocrática continuaria a possibilitar o domínio de uns sobre outros e esse desenfreado domínio técnico burocrático trazia consigo um desencantamento que se alastrava na vida dos indivíduos. E a razão, a própria idéia de “intelectualização”, ao ser impregnada no dia a dia, tornava os homens cada vez mais medíocres e angustiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo para a análise de Stuart Hall, caímos na questão da identidade cultural na pós-modernidade. Para Hall, as velhas identidades entraram em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, que antes era visto como um sujeito unificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desestabiliza-se, então, o mundo social e desloca-se as estruturas e processos centrais das sociedades modernas; com os quadros de referência abalados, que davam aos indivíduos pilares de sustentamento no mundo social, surge a assim chamada “crise de identidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stuart Hall afirma que as identidades modernas estão sendo descentradas, ou deslocadas e fragmentadas, mas admite que o próprio conceito de identidade é, por demais, complexo, “muito pouco desenvolvido e muito pouco compreendido na Ciência Social contemporânea para ser definitivamente posto à prova” (Hall, 2001, p.8). No entanto, argumenta que, para os teóricos que acreditam nesse fenômeno, esse colapso nas identidades modernas se desenvolve da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Um tipo diferente de mudança estrutural está transformando as sociedades modernas no final do século XX. Isso está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, que, no passado, nos tinham fornecido sólidas localizações como indivíduos sociais. Estas transformações estão também mudando nossas identidades pessoais, abalando a idéia que temos de nós próprios como sujeitos integrados. Esta perda de um “sentido de si” estável é chamada, algumas vezes, de duplo deslocamento – descentração dos indivíduos tanto de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmos – constitui uma “crise de identidade” para o indivíduo.” (Hall, 2001, p.9)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E justifica o argumento citando o crítico cultural Kobena Mercer, pois a identidade é algo que só entra em questão quando está em crise, quando a dúvida e a incerteza deslocam algo que se supõe fixo, coerente e estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, Hall nos dá, simplificadamente, três concepções de identidade: 1) a do “sujeito do Iluminismo”; 2) a do “sujeito sociológico” e 3) a do “sujeito pós-moderno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identidade do sujeito do Iluminismo estava baseada na concepção de pessoa humana, um indivíduo centrado, unificado e dotado de razão, de consciência e de ação. Esse centro emergia pela primeira vez no nascimento do sujeito e consistia num núcleo interior, desenvolvia-se ao longo da sua vida, mas permanecia essencialmente o mesmo durante a existência do individuo. Esse centro do eu era a identidade de uma pessoa, transformando essa concepção numa visão individualista do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a noção de sujeito sociológico, o individuo não é autônomo nem auto-suficiente – mesmo que ainda haja uma essência, o “eu real”, formado e modificado no diálogo contínuo com os mundos culturais – o ser é formado na relação com o mundo em que habita; com as pessoas que mediavam os valores, sentidos e símbolos da cultura que o cercavam. Essa noção refletia a crescente complexidade do mundo moderno; nesse caso, a identidade é formada na “interação” entre o eu e a sociedade. São os interacionistas simbólicos as figuras-chave na elaboração dessa concepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identidade, nesse caso, preenche o espaço entre o exterior e o interior, ou seja, entre o mundo público e o mundo pessoal. Assim, o sujeito é atado à estrutura social, tornando ambos reciprocamente mais unificados e predizíveis. É justamente a mudança disso tudo, estrutural e cultural, que produz o que Stuart Hall chama de sujeito pós-moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O sujeito, previamente vivido como tendo uma identidade unificada e estável, está se tornando fragmentado; composto não de uma única mas de várias identidades, algumas vezes contraditórias ou não-resolvidas. Correspondentemente, as identidades que compunham as paisagens sociais “lá fora” e que asseguravam nossa conformidade subjetiva com as “necessidades” objetivas da cultura, estão entrando em colapso, como resultado de mudanças estruturais e institucionais. O próprio processo de identificação, através do qual nos projetamos em nossas identidades culturais, tornou-se provisório, variável e problemático.” (Hall, 2001, p.12).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe mais identidade unificada, completa, segura e coerente; isso é uma fantasia, afirma Hall. Ela, a identidade, virou uma “celebração móvel”. O sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos históricos. Assumimos identidades possíveis, com as quais podemos nos identificar temporariamente. Ela é transformada continuamente em nossa relação com os sistemas culturais que nos rodeiam. “As sociedades modernas são, portanto, por definição, sociedades de mudança constante, rápida e permanente.” (Hall, 2001, p.14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a modernidade não é definida como uma convivência e experiência com essa mudança veloz e interminável, e sim com uma forma altamente racional e reflexiva de vida. “O Cidadão individual tornou-se enredado nas maquinarias burocráticas e administrativas do estado moderno.” (Hall, 2001, p.30). As sociedades da modernidade tardia têm como característica principal a “diferença”, essas diferenças e antagonismos sociais produzem uma variedade de “posições de sujeito”, ou melhor, de identidades individuais para os agentes. Contudo, se essas sociedades não se desintegram totalmente, não é porque estão unificadas, mas, porque esses diferentes elementos e identidades podem ser conjuntamente articulados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A sociedade não é, como os sociólogos pensaram muitas vezes, um todo unificado e bem delimitado, uma totalidade, produzindo-se através de mudanças evolucionárias a partir de si mesma, como o desenvolvimento de uma flor a partir de seu bulbo. Ela está constantemente sendo “descentrada” ou deslocada por forças fora de si mesma” (Hall, 2001, p.17).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, é nessa fragmentação do sujeito e da sociedade, nesse deslocamento e desencanto, que vamos encontrar um contexto interessantíssimo da perturbação do indivíduo e de sua identidade, que estava começando a desenvolver-se nos movimentos estéticos e intelectuais relacionados com o surgimento do modernismo. Revela-se, então, o indivíduo isolado, exilado ou alienado, colocado contra a multidão da metrópole anônima e impessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Boêmio e O Flâuner, que Walter Benjamin analisou no seu livro sobre a Paris de Charles Baudelaire; o metamorfoseado “Gregor Samsa”, de Kafka, que acorda diferente e já não se adapta ao mundo, ou o senhor “K”, de O Processo, vitimado pela burocracia mesmo desconhecendo sua falta; Mário de Andrade com seu anti-herói, Macunaíma, capaz de façanhas fabulosas; ou, quem sabe ainda, o jovem “Werther” de Goethe, criando uma onda de suicídio pela Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido é que os temas de Murilo Rubião se enquadram tanto na teoria Weberiana do desencantamento do mundo, quanto na questão da identidade levantada por Stuart Hall, com sua parodização da realidade e sua ficção “autobiográfica”, expondo a condição amarga do homem no mundo. Esses conflitos se travam cotidianamente dentro dos campos institucionais historicamente construídos para defesa e funcionamento dos interesses sociais, constituindo-se num aparato material e ideológico para as diversas esferas onde se organiza a sociedade. Vemos aí uma tentativa de superação de uma cultura política repressora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem de Murilo Rubião é um elemento tencionado entre a previsibilidade da norma empírica e a irrealidade de sua figuração e transita em uma atmosfera de fabulação fantástica que descamba para o absurdo. Sua identidade é deslocada e fragmentada, pois sua história pessoal é nula, visto que não tem passado nem lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poderes mágicos incontroláveis, a falta de domínio das próprias habilidades, a própria condição de mágico como um fardo, a falta de entendimento com o mundo moderno e o estranhamento constante com as pessoas, nos mostram claramente sua crítica à fugacidade, ao tecnicismo, ao automatismo do homem moderno, que, estranho a si mesmo, tenta realizar no exterior a realização interior que lhe falta. O homem moderno vive dentro de uma sociedade extremamente racionalizada. A sua vida é setorizada. Ele tem que assimilar um sistema racional por completo. Só que isso não basta e ele busca incessantemente outra dimensão existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o olhar crítico metodológico que pretendo utilizar na abordagem do texto precisa ser um método que me deixe livre para penetrar nas estruturas transcendentais do texto e no interior da consciência do autor, mas sem psicologismos. Esse olhar precisa mergulhar no mundo da obra e reproduzir em análise o que encontrar o mais exata e imparcialmente possível. Esse seria, então, um olhar tipicamente fenomenológico: a busca de compreensão de qualquer fenômeno de maneira total e pura é apreender o que nele há de essencial e imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Os objetos podem ser considerados não como coisas em si, mas como coisas postuladas ou pretendidas pela consciência. Toda consciência é consciência de alguma coisa: no pensamento, tenho consciência de que meu pensamento está “voltado para” algum objeto. O ato de pensar e o objeto do pensamento estão internamente relacionados, são mutuamente dependentes. Minha consciência não é apenas um registro passivo do mundo, mas constitui ativamente esse mundo, ou “pretende” fazê-lo.” (Eagleton, 1997, p.76).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa fenomenologia tenta examinar não apenas o que por acaso se percebe quando se olha para determinado objeto, porém a essência universal do objeto e o ato de percebê-lo, ou seja, desvendar a estrutura da consciência e desnudar o fenômeno em si. “Ser” e “significar” estão sempre ligados um ao outro. “Não há objeto sem sujeito, e não há sujeito sem objeto.” (Eagleton, 1997, p.79). Sujeito e objeto são as duas faces da mesma moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, essa fenomenologia pura de Husserl peca quando isola o objeto real do seu contexto histórico concreto, do seu autor e das suas condições de produção, sendo assim um tipo de crítica idealista, essencialista e anti-histórica. Para a crítica fenomenológica, a linguagem literária não passa muito de uma explanação de seus significados internos. E o reconhecimento de que o significado é histórico foi o que levou Heidegger a romper com o sistema de pensamento de Husserl. Heidegger estende a fenomenologia a uma hermenêutica; isso porque, para ele, os significados humanos são indubitavelmente históricos, são uma questão de relações práticas entre indivíduos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esse método fenomenológico hermenêutico, os sujeitos surgem dentro de uma realidade que não podem objetivar plenamente, e essa realidade inesgotável em significados (que abarca tanto “sujeito” quanto “objeto”) nos gera em uma medida e nós a geramos em outra. “A existência humana é um diálogo com o mundo, e ouvir é uma atividade mais reverente do que falar.” (Eagleton, 1997, p.86).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Se a existência humana é constituída pelo tempo, é igualmente constituída pela linguagem. A linguagem para Heidegger não é um simples instrumento de comunicação, um recurso secundário para expressar “idéias”: é a própria dimensão na qual se move a vida humana, aquilo que, por excelência, faz o mundo ser. Só há “mundo” onde a linguagem, no sentido especificamente humano.” (Eagleton, 1997, p.87).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso nos faz desaguar facilmente em Wittgenstein, para quem o significado não é apenas algo exposto pela linguagem e sim produzido por ela. Só temos os significados e as experiências que temos por conta de uma linguagem na qual eles se processam. E imaginar uma linguagem é também imaginar toda uma forma de vida social, pois não pode haver uma linguagem particular se nossa experiência enquanto indivíduos é social em suas raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico, assim, com essas formas de abordagem, uma primeira essencialista e a segunda existencialista. Isso trará a liberdade necessária para tomar o texto como me for melhor e mais conveniente. Até porque o que está em jogo aqui é o alcance que posso dar a uma específica teoria sociológica dentro de um contexto literário-fantástico-ficcional, comparando passagens do conto de Murilo Rubião a uma visão social da realidade extraída de textos científicos de Max Weber e Stuart Hall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CAPÍTULO III (Análise da Obra)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se para Weber a técnica burocrática e a racionalização do mundo moderno escravizam o homem e tolhem sua sensibilidade de criação e, para Hall, o indivíduo sofre de uma crise de identidade devido a uma mudança estrutural na sociedade, que desloca o sujeito em sua cultura, diminuindo as fronteiras de classe, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, para Murilo Rubião é impressionante perceber, em seu personagem “O Mágico”, a verossimilhança e relação possível com essas teorias sociológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como, para Max Weber, a utilização da técnica realiza, sobretudo, um “desencantamento do mundo”, via intelectualização junto com o desenvolvimento do capitalismo racional, também para Murilo Rubião, a técnica burocrática, na qual o mundo passou a ser dominado, esvazia o homem de significado e encanto. Assim começa o conto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoje sou funcionário público e este não é o meu desconsolo maior.&lt;br /&gt;Na verdade, eu não estava preparado para o sofrimento. Todo homem, ao atingir certa idade, pode perfeitamente enfrentar a avalanche do tédio e da amargura, pois desde a meninice acostumou-se às vicissitudes, através de um processo lento e gradativo de dissabores.&lt;br /&gt;Tal não aconteceu comigo. Fui atirado à vida sem pais, sem infância ou juventude. (p.9)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O mundo dominado pela técnica burocrática e pela racionalidade destrói cada vez mais a magia da vida e sufoca o homem, tolhendo sua criatividade. E sua ausência de identidade demonstra uma crise existencial deflagrada em sua personalidade amarga e sem lembranças. Um sujeito que não sabe quem é, anônimo e sem esperança de se descobrir n’alguma atividade que desenvolva, que não experimentou a vida e que, portanto, não se sente preparado para enfrentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de racionalização burocrática da sociedade capitalista moderna, juntamente com sua crise de identidade, angustia o autor, que prossegue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um dia dei com os meus cabelos ligeiramente grisalhos, no espelho da Taberna Minhota. A descoberta não me espantou e tampouco me surpreendi ao retirar do bolso o dono do restaurante. Ele sim, perplexo, me perguntou como podia ter feito aquilo.&lt;br /&gt;O que poderia responder, nessa situação, uma pessoa que não encontrava a menor explicação para sua presença no mundo? Disse-lhe que estava cansado. Nascera cansado e entediado. (p.9-10)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse tédio e apatia com relação ao mundo e a si mesmo é prova cabal de sua insatisfação com o meio e com os outros. O Mágico não se assusta ao se descobrir mágico, mas gera espanto e admiração nos indivíduos inseridos no sistema que, ao tentarem descobrir sua técnica, não obtém respostas racionais e objetivas, apenas lamentos. Observe-se que a condição do mágico, neste momento, não aparece como ponto de partida para descoberta de sua identidade, o personagem não tem nome próprio e quando Rubião inicia sua narrativa ele já é um funcionário público e um Ex-Mágico decadente – eis aí um pouco do caráter de paródia autobiográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Uma vez que a identidade muda de acordo com a forma como o sujeito é interpelado ou representado, a identificação não é automática, mas pode ser ganhada ou perdida. Ela tornou-se politizada. Esse processo é, às vezes, descrito como uma mudança de uma política de identidade (de classes) para uma política de diferença” (Hall, 2001, p.21).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Weber, essa tendência à racionalização do mundo capitalista invade todas as esferas da vida social. Das manifestações políticas às manifestações artísticas, todas tendem à racionalização e são “um dos meios através do qual essa tendência à racionalização se atualiza nas sociedades ocidentais é a burocracia” (Quintaneiro, 1999, p.138). Weber acredita que “todas as instituições, tenham elas fins ideais ou materiais, organizam-se e atuam através do instrumento cada vez mais universal e eficaz de dominação que é a burocracia” (Quintaneiro, 1999, p.139).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não podemos subtrair do mundo social a esfera econômica. O que o protagonista ganha ao se descobrir e ser descoberto como mágico é apenas um emprego como animador dos fregueses da Taberna Minhota, que não dura muito por causa de seu hábito de distribuir almoços gratuitos para a platéia, sendo depois passado pelo dono do restaurante a um Circo-Parque. Como diria o próprio Weber, “o suporte do cálculo sempre foi o dinheiro”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Em sua forma primitiva, todo afanar-se dos homens por sua alimentação é muito semelhante aquilo que nos animais tem lugar sob o império dos instintos. Mesmo assim, a ação econômica conscientemente orientada pela devoção religiosa, a emoção guerreira, os impulsos de piedade ou outros afetos semelhantes, encontram-se pouco desenvolvidos em seu grau de calculabilidade.” (Weber apud Quintaneiro, 1999, p.138).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conto de Murilo Rubião, essa calculabilidade se encontra “suprimida” pelo absurdo da literatura fantástica, tornando-a racionalmente pouco desenvolvida e parcialmente ignorada pelo personagem: ele não se importa com dinheiro ou sucesso; pelo contrário, o sucesso o angustia para depois tornar sua vida insuportável. Ele vai do restaurante ao circo como se seguisse um destino inexorável e que pouco lhe importava. Talvez naquele momento o nosso personagem estivesse sendo absorvido de fato pela estrutura social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem meditar na resposta, ou fazer outras perguntas, ofereceu-me emprego e passei daquele momento em diante a divertir a freguesia da casa com os meus passes mágicos.&lt;br /&gt;O homem, entretanto, não gostou da minha prática de oferecer aos espectadores almoços gratuitos, que eu extraía misteriosamente de dentro do paletó. Considerando não ser dos melhores negócios aumentar o número de fregueses sem o conseqüente acréscimo dos lucros, apresentou-me ao empresário do Circo-Parque Andaluz que, posto a par das minhas habilidades, propôs contratar-me. Antes, porém, aconselhou-o que se prevenisse contra meus truques, pois ninguém estranharia se me ocorresse a idéia de distribuir ingressos graciosos para os espetáculos. (p.10)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo sem vocação, e rejeitando de alguma forma essa calculabilidade da lógica capitalista, parece ser impossível não segui-la e ter liberdade para fugir à ordem estabelecida, o que parece encontrar paralelo em Weber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Essa ordem está até hoje ligada às condições técnica e econômica da produção pelas máquinas, que determina com força irresistível a vida de todos os indivíduos nascidos sob este regime, e não apenas os envolvidos diretamente na aquisição econômica” (Weber, 2003: 135).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Weber, somos completamente dependentes, em nossa existência, das condições econômicas, políticas e técnicas. Os funcionários públicos treinados técnica, comercial e, acima de tudo, legalmente, desempenham as funções mais importantes da vida diária da sociedade. Não haveria mais “forças misteriosas incalculáveis”; agora tudo é dominado pelo cálculo e pela técnica – mesmo que estes não expliquem nada e não tragam mais conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A intelectualização e racionalização crescentes não significam, pois, um crescente conhecimento geral das condições gerais da nossa vida. Seu significado é muito diferente; significam que se sabe ou se crê que, a qualquer momento que se queira, pode-se chegar a saber que não existem em torno de nossa vida poderes ocultos e imprevisíveis, mas que, pelo contrário, tudo pode ser dominado pelo cálculo e pela previsão. Isto quer dizer simplesmente que se excluiu a magia do mundo.” (Weber apud Quintaneiro, 1999, p.141).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Portanto, essa intelectualização desencanta cada vez mais o mundo na tentativa frustrada de explicação e de operacionalização do nosso cotidiano através da técnica burocrática. O deslocamento de sua identidade também é visível no seu espetáculo do Circo-Parque Andaluz, quando, contrário às recomendações do seu último patrão, exerce com maestria a sua função de mágico. Agrada ao público de forma excepcional e gera lucro astronômico aos donos da companhia. No seu grande truque de encerramento de sua apresentação, transforma um jacaré numa sanfona e toca o Hino Nacional, mas é o hino nacional da Conchinchina. O hino é um dos símbolos mais importantes de uma nação. Aqui ele quebra com a expectativa do leitor e da platéia, e faz sua nacionalidade surgir como signo ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contrariando as previsões pessimistas do primeiro patrão, o meu comportamento foi exemplar. As minhas apresentações em público não só empolgaram multidões, como deram fabulosos lucros aos donos da companhia.&lt;br /&gt;A platéia, em geral, me recebia com frieza, talvez por não me exibir de casaca e cartola. Mas quando, sem querer, começava a extrair do chapéu coelhos, cobras, lagartos, os assistentes vibravam. Sobretudo no último número em que eu fazia surgir, por entre os dedos, um jacaré. Em seguida, comprimindo o animal pelas extremidades, transformava-o numa sanfona. E encerrava o espetáculo tocando o Hino Nacional da Conchinchina. Os aplausos estrugiam de todos os lados, sob meu olhar distante. (p.10-11)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O desencanto do personagem é tanto que se torna indiferença. A sua angústia cresce ao se ver aplaudido pela sua mágica num mundo que nega o mágico, o sobrenatural. E, quiçá, sua mágica não seja mera técnica... Um mundo sem encantos limita o poder de decisão e de escolhas dos indivíduos. Principalmente para um homem sem identidade, sem passado e sem futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O gerente do circo, a me espreitar de longe, danava-se com minha indiferença pelas palmas da assistência. Notadamente se elas partiam das criancinhas que me iam aplaudir nas matinês de domingo. Por que me emocionar, se não me causavam pena aqueles rostos inocentes, destinados a passar pelos sofrimentos que acompanham o amadurecimento do homem? Muito menos me ocorria odiá-las por terem tudo que ambicionei e não tive: um nascimento e um passado.&lt;br /&gt;Com o crescimento da popularidade a minha vida tornou-se insuportável. (p.11)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse repúdio ao carisma que Murilo Rubião expressa em seu personagem é de um pessimismo cético e inabalável, assim como Weber em relação à produção de mudanças significativas nas relações marcadas pela racionalidade. Já para Hall, os sistemas de significação e representação cultural se multiplicam, sendo essa multiplicidade desconcertante e cambiante de identidades possíveis. Mas O Mágico de Rubião não sabe o que fazer com sua fragmentação de identidade: embora reconheça as diversas figuras estranhas que tira de dentro de si, não sabe que destino dar a elas. Na verdade preferiria não tê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Às vezes, sentado em algum café, a olhar cismativamente o povo desfilando na calçada, arrancava do bolso pombos, gaivotas, maritacas. As pessoas que se encontravam nas imediações, julgando intencional o meu gesto, rompiam em estridentes gargalhadas. Eu olhava melancólico para o chão e resmungava contra o mundo e os pássaros.&lt;br /&gt;Se, distraído, abria as mãos, delas escorregavam esquisitos objetos. A ponto de me surpreender, certa vez, puxando da manga da camisa uma figura, depois outra. Por fim estava rodeado de figuras estranhas, sem saber que destino lhes dar.&lt;br /&gt;Nada fazia. Olhava para os lados e implorava com os olhos por um socorro que não poderia vir de parte alguma.&lt;br /&gt;Situação cruciante. (p.11-12)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Preso ao seu poder de mágico e impotente diante dele, nosso personagem se lastima. A técnica domina o homem. A dominação racional quebra com os elementos sensíveis puramente pessoais, a burocracia elimina todos os elementos irracionais que fogem ao cálculo, e para sua ironia (ou desespero), sua mágica, que lhe dava emprego e a indesejada fama, também lhe trazia problemas com a dominação racional-legal; “o sistema de leis, aplicada judicial ou administrativamente de acordo com determinados princípios, vale para todos os membros do grupo social.” (Weber apud Quintaneiro, 1999, p.139).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quase sempre, ao tirar o lenço para assoar o nariz, provocava o assombro dos que estavam próximos, sacando um lençol do bolso. Se mexia na gola do paletó, logo aparecia um urubu. Em outras ocasiões, indo amarrar o cordão do sapato, das minhas calças deslizavam cobras. Mulheres e crianças gritavam. Vinham guardas, ajuntavam-se curiosos, um escândalo. Tinha de comparecer a delegacia e ouvir pacientemente da autoridade policial ser sr proibido soltar serpentes nas vias públicas.&lt;br /&gt;Não protestava. Tímido e humilde mencionava a minha condição de mágico, reafirmando meu propósito de não molestar ninguém. (p.12)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Para que o Estado exista, os dominados devem obedecer à autoridade alegada pelos detentores do poder.” (Weber apud Mills, 1968, p.99). É então que O Mágico começa a tomar medidas desesperadas buscando solução para seu infortúnio. Nunca desejou ser mágico e agora menos ainda. Precisava se livrar daquele mal que o enevoava a vida e que começava a trazer-lhe transtornos de maior densidade, além da angústia que já lhe causava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Também, à noite, em meio a um sono tranqüilo, costumava acordar sobressaltado: era um pássaro ruidoso que batera as asas ao sair do meu ouvido.&lt;br /&gt;Numa dessas vezes, irritado, disposto a nunca mais fazer mágicas, mutilei as mãos. Não adiantou. Ao primeiro movimento que fiz, elas reapareceram novas e perfeitas nas pontas dos tocos de braço. Acontecimento de desesperar qualquer pessoa, principalmente um mágico enfastiado do ofício. (p.13)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não lhe restava outra saída senão a morte. Decisão prontamente tomada pelo Mágico. A grande aflição do homem moderno, ciente de um passado vazio de sentido e significado, é viver este instante agonizante, eterno, imbuído de uma falta absoluta de horizontes. É a constatação e o desconsolo de ser escravo de seu próprio poder. De estar impregnado de rotina e cotidiano.&lt;br /&gt;“Uma vez que o sujeito moderno emergiu num momento particular (seu “nascimento”) e tem uma história, segue-se que ele também pode mudar e, de fato, sob certas circunstâncias, podemos mesmo contemplar sua “morte”.” (Hall, 2001, p.24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urgia encontrar solução para o meu desespero. Pensando bem, concluí que somente a morte poria termo ao meu desconsolo.&lt;br /&gt;Firme no propósito, tirei dos bolsos uma dúzia de leões e, cruzando os braços, aguardei o momento em que seria devorado por eles. Nenhum mal me fizeram. Rodearam-me, farejaram minhas roupas, olharam a paisagem, e se foram.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte regressaram e se puseram, acintosos, diante de mim.&lt;br /&gt;– O que desejam, estúpidos animais?! – gritei, indignado.&lt;br /&gt;Sacudiram as jubas e imploraram-me que os fizesse desaparecer:&lt;br /&gt;– Este mundo é tremendamente tedioso – concluíram.&lt;br /&gt;Não consegui refrear a raiva. Matei-os todos e me pus a devorá-los. Esperava morrer, vítima de fatal indigestão.&lt;br /&gt;Sofrimento dos sofrimentos! Tive imensa dor de barriga e continuei a viver.&lt;br /&gt;O fracasso da tentativa multiplicou minha frustração. Afastei-me da zona urbana e busquei a serra. Ao alcançar seu ponto mais alto, que dominava escuro abismo, abandonei o corpo ao espaço.&lt;br /&gt;Senti uma leve sensação de vizinhança da morte: logo me vi amparado por um pára-quedas. Com dificuldade, machucando-me nas pedras sujo e estropiado, consegui regressar à cidade, onde a minha primeira providência foi adquirir uma pistola.&lt;br /&gt;Em casa, estendido na cama, levei a arma ao ouvido. Puxei o gatilho, à espera do estampido, a dor da bala penetrando na minha cabeça.&lt;br /&gt;Não veio o disparo nem a morte: a máuser se transformara num lápis.&lt;br /&gt;Rolei até o chão, soluçando. Eu, que podia criar outros seres, não encontrava meios de libertar-me da existência.&lt;br /&gt;Uma frase que escutara por acaso, na rua, trouxe-me nova esperança de romper em definitivo com a vida. Ouvira de um homem triste que ser funcionário público era suicidar-se aos poucos.&lt;br /&gt;Não me encontrava em condições de determinar qual a forma de suicídio que melhor me convinha: se lenta ou rápida. Por isso empreguei-me numa Secretaria de Estado. (p.13-14-15)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora, de uma vez por todas, O Mágico se encontra com seu trágico destino numa repartição pública. A morte virá realmente? Mesmo que não venha, o suicídio do Mágico havia se consumado, ela agora caminharia para a condição de Ex-Mágico. E parece que mais uma vez a ironia de uma autobiografia se faz presente: Rubião, que sempre foi funcionário público (como muitos outros escritores modernistas de sua época), condena seu personagem ao mesmo fardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa interessante é o fato de Rubião citar o ano do início do suicídio do Mago: 1930. Ele não usa essa data casualmente, até porque não é comum ao autor usar esse tipo de informação em seus contos. O ano de 1930 estava fortemente marcado na memória de Murilo Rubião: foi a data da revolução de Getúlio Vargas e da implementação de um novo projeto político nacional. Projeto esse que contaria com o apoio de vários modernistas que se tornariam funcionários públicos: Mário de Andrade trabalharia no Departamento de cultura de São Paulo, Cassiano Ricardo no Departamento da Imprensa e Propaganda, Ronald de Carvalho seria nomeado Chefe da Casa Civil, e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa, então, outra fase de desgosto para o nosso, agora, Ex-Mágico. A vida no funcionalismo público logo se tornou odiosa. O maior contato com as pessoas na secretaria causava-lhe náuseas, estava condenado a um trabalho insignificante, monótono, tedioso e o pior: burocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1930, ano amargo. Foi mais longo que os posteriores à primeira manifestação que tive da minha existência, ante o espelho da Taberna Minhota.&lt;br /&gt;Não morri, conforme esperava. Maiores foram as minhas aflições, maior o meu desconsolo.&lt;br /&gt;Quando era mágico, pouco lidava com os homens – o palco me distanciava deles. Agora, obrigado a constante contato com meus semelhantes, necessitava compreendê-los, disfarçar a náusea que me causavam.&lt;br /&gt;O pior é que, sendo diminuto meu serviço, via-me na contingência de permanecer à toa horas a fio. E o ócio levou-me a revolta contra a falta de um passado. Por que somente eu, entre todos os que viviam sob os meus olhos, não tinha alguma coisa para recordar? Os meus dias flutuavam confusos, mesclados com pobres recordações, pequeno saldo de três anos de vida. (p.15-16)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, eis que, de repente, surge-lhe o amor por uma colega de trabalho, uma datilógrafa. Emergiu, então, uma concepção mais social do sujeito. O sujeito humano biologizado. Como responder às fronteiras de sua sexualidade, se nunca tivera uma experiência sexual? “As partes “femininas” do eu masculino, por exemplo, que são negadas, permanecem com ele e encontram expressão inconsciente em muitas formas não reconhecidas na vida adulta.” (Hall, 2001, p.39).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O amor que me veio por uma funcionária, vizinha de mesa de trabalho, distraiu-me um pouco das minhas inquietações.&lt;br /&gt;Distração momentânea. Cedo retornou o desassossego, debatia-me em incertezas. Como me declarar a minha colega? Se nunca fizera uma declaração de amor e não tivera sequer uma experiência sentimental!&lt;br /&gt;1931 entrou triste, com ameaças de demissões coletivas na Secretaria e a recusa da datilógrafa em me aceitar. Ante o risco de ser demitido, procurei acautelar meus interesses. (Não me importava o emprego. Somente temia ficar longe da mulher que me rejeitara, mas cuja presença me era agora indispensável.) (p.16)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora já era tarde, a burocracia destruíra para sempre com sua capacidade de fazer magias. O domínio da técnica burocrática eliminou os “encantos” do protagonista num mundo sem encanto. Ele, que agora era um Ex-Mágico, não podia mais fazer uso de seu poder a seu favor. Estava limitado a sua “vidinha” rotineira e cotidiana de funcionário publico, um homem sem identidade e sem saída. Na racionalização, as formas mágicas são banidas da explicação do mundo; e como explicar um mundo multifacetado e sem magia? “O limitar-se ao trabalho especializado, com a renuncia à faustiana universalidade do homem por ela subentendida, é uma condição para qualquer trabalho válido no mundo moderno; daí que a realização e a renuncia, hoje, inevitavelmente se condicionam uma à outra.” (Weber, 2003, p.134).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fui ao chefe da seção e lhe declarei que não podia ser dispensado, pois, tendo dez anos de casa, adquirira estabilidade no cargo.&lt;br /&gt;Fitou-me por algum tempo em silêncio. Depois, fechando a cara, disse que estava atônito com meu cinismo. Jamais poderia esperar de alguém, com um ano de trabalho, ter a ousadia de afirmar que tinha dez.&lt;br /&gt;Para lhe provar não ser leviana a minha atitude, procurei nos bolsos os documentos que comprovavam a lisura do meu procedimento. Estupefato, deles retirei apenas um papel amarotado – fragmento de um poema inspirado nos seios da datilógrafa.&lt;br /&gt;Revolvi, ansioso, todos os bolsos e nada encontrei.&lt;br /&gt;Tive que confessar minha derrota. Confiara demais na faculdade de fazer mágicas e ela fora anulada pela burocracia. (p.16-17)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E assim vai acabando a odisséia do Ex-Mágico da Taberna Minhota: cansado, derrotado, solitário e infeliz. Resta-lhe apenas uma lembrança parca e a ilusão retrospectiva que lhe causa tremendo arrependimento. A incapacidade de pensar e de se comunicar haviam tomado conta do personagem: descentrado, deslocado e fragmentado; agora tido como louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Nietzsche, a sociedade banaliza a vida e o peso da tradição esmaga os espíritos criadores; daí a idéia de “espírito de rebanho” ou “moral de rebanho”, pois para ele a democracia, o “poder do povo”, não existe. O que há são relações de forças em que ou se domina ou se é dominado. Criar os próprios valores não é para “ovelhas”, mas para os “espíritos livres”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Depois da devastadora crítica feita por Nietzsche aos “últimos homens” que “inventaram a felicidade”, posso deixar totalmente de lado o otimismo ingênuo no qual a ciência – isto é, a técnica de dominar a vida de quem depende da ciência – foi celebrada como o caminho para a felicidade. Quem acredita nisso? – à parte, algumas poucas crianças grandes que ocupam cátedras universitárias ou escrevem editoriais” (Weber, 1974, p.169)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Assim como para Weber também não existe liberdade na democracia, pois, a democracia necessitaria em sua extensão fundamentalmente da formulação de novos regulamentos burocráticos, para então assegurar sua impessoalidade diante de todo e qualquer indivíduo. Portanto, a técnica continuaria proporcionando o domínio de uns sobre outros. E criando um homem animal de rebanho, útil, trabalhador, multiplamente utilizável e obediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoje, sem os antigos e miraculosos dons de mago, não consigo abandonar a pior das ocupações humanas. Falta-me o amor da companheira de trabalho, a presença de amigos, o que me obriga a andar por lugares solitários. Sou visto muitas vezes procurando retirar com os dedos, do interior da roupa, qualquer coisa que ninguém enxerga, por mais que atente a vista.&lt;br /&gt;Pensam que estou louco, principalmente quando atiro ao ar essas pequeninas coisas.&lt;br /&gt;Tenho a impressão que é uma andorinha a se desvencilhar das minhas mãos. Suspiro alto e fundo.&lt;br /&gt;Não me conforta a ilusão. Serve somente para aumentar o arrependimento de não ter criado todo um mundo mágico.&lt;br /&gt;Por instantes, imagino como seria maravilhoso arrancar do corpo lenços vermelhos, azuis, brancos, verdes. Encher a noite com fogos de artifício. Erguer o rosto para o céu e deixar que pelos meus lábios saísse o arco-íris. Um arco-íris que cobrisse a terra de extremo a outro. E os aplausos dos homens de cabelos brancos, das meigas criancinhas. (p.17-18)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Breve Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura sempre surpreende quando se trata de interpretação ou de (des)construção do mundo. E a sociologia da literatura se faz importante na análise dos fenômenos literários por ser de grande valia sua perspectiva, na medida em que nos fornece novas visões a respeito dos objetos literários e da realidade social, neles presentificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo como expoente nacional nesse gênero o pioneiro escritor Murilo Rubião, a literatura fantástica é uma corrente literária ainda pouco conhecida no Brasil e carente de análises literárias e sociológicas mais profundas. Com personagens bizarros e enredos de realidade absurda, Rubião estabelece de forma nada convencional sua idéia de conflito entre indivíduo e sociedade, entre agente e estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei aqui, vislumbrar uma pseudo-analogia entre o conto O Ex-Mágico da Taberna Minhota e a idéia de Max Weber de “Desencanto do Mundo”, fenômeno tido como típico do mundo moderno capitalista e decorrente da crescente racionalização e burocratização dos meios de produção e das relações humanas, tendo como contraponto a questão da fragmentação da identidade, levantada por Stuart Hall, fenômeno mais recente e observado no final do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a relação, de fato, faz sentido. (Talvez porque, como achava Schelling, o objeto artístico seria um símbolo concreto do absoluto e só o artista seria capaz de transformar o absoluto em concreto, mediante sua criação estética.) É verossímil encontrar no conto do Ex-Mágico um conflito entre o homem e a estrutura burocrática que o cerca, a amargura e desilusão de se encontrar num mundo pronto, onde não há mais nada para criar, nem em mágica.&lt;br /&gt;Assim nosso herói se vê mergulhado na desgraça racional-burocrática da tecnocracia e depois percebe que seu mundo mágico de outrora foi totalmente apagado e consumido por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ser mais que leitor para analisar os contos de Murilo Rubião, é preciso um olhar aguçado para interpretar e decodificar na sua narrativa fantástica a linguagem simbólica que confere sua ligação com o mundo real, usando situações insólitas em contextos fantásticos. Pois, resumindo Drummond a respeito do ex-mágico, por mais absurdas que sejam as relações entre as coisas e os homens, não são mais absurdas do que as condições de vida normal controlada pela razão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como disse-lhe em carta o próprio Antônio Cândido, comparando-o a outros escritores geniais: “porque, também para você, o problema da identidade e da pluralidade do ser é hábito.” (SCHWARTZ, 1981, P.103)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASIL, Weranice M. B. (2001). A escravidão do homem moderno no mundo adminstrado. In: Cerrados – Revista do Curso de Pós-Graduação de Literatura, N. 11, UnB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COHN, Gabriel (1991). Weber. Sociologia. São Paulo, Editora Ática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EAGLETON, Terry (1997). Teoria da Literatura: Uma Introdução. São Paulo, Martins Fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FARIA, Daniel B. de (2001). O riso do Mágico Suicida. In: Cerrados – Revista do Curso de Pós-Graduação de Literatura, N. 11, UnB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HALL, Stuart (2001) A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. Rio de Janeiro, DP&amp;amp;A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MILLS, C. W. &amp;amp; GERTH, H. H. (org.) (1968). Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro, Zahar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NIETZSCHE, Friedrich (2002). Para Além do Bem e do Mal. São Paulo, Martin Claret.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. &amp;amp; OLIVEIRA, M. (1999). Um Toque de Clássicos: Durkheim, Marx e Weber. Belo Horizonte, ed. da UFMG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUBIÃO, Murilo (1999). O Pirotécnico Zacarias e outros contos escolhidos. Porto Alegre, L&amp;amp;PM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCHWARTZ, Jorge (1981). Murilo Rubião, Literatura Comentada. São Paulo, Editora Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOARES, Angélica (2001). Gêneros Literários. Rio de janeiro, Editora Ática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WEBER, Max (2003). A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. São Paulo, Martin Claret.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WEBER, Max (1974). Economia e Sociedade. (Vol. 1). Brasília, Editora UnB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZAGURY, Eliane (1071). A Palavra e os Ecos. Petrópolis, RJ, Editora Vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Uso, como referência, a seguinte edição: Murilo Rubião. O Pirotécnico Zacarias e outros contos escolhidos. Porto Alegre: L&amp;amp;PM, 1999. Todas as citações do conto serão retiradas dessa edição e as páginas serão colocadas entre parênteses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-7537203378712232249?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/7537203378712232249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=7537203378712232249' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/7537203378712232249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/7537203378712232249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/03/captulo-i-introduo-e-problematizao-o.html' title='Murilo   Rubião   e   o   Desencanto   do   Ex-mágico:   A Verdade Sociológica na Literatura Fantástica.'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1059327245105136659</id><published>2008-02-03T22:49:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T22:54:47.897-03:00</updated><title type='text'>A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Após décadas atolado no mundo das artes e das abstrações, acorda &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dentro de uma vernissagem a vomitar! (O que teria descoberto?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como por estalo, corre ao primeiro bar e tenta falar aos homens. Ninguém ouve! Depois, foge a uma igreja e tenta dizer-se aos clérigos. Também inútil! Angustiado entra sussurrando numa feira-livre que por osmose o leva a um mercado público, todavia, ali, é impossível expressar-se; e em meio à gritaria homossonora e ao fedor de restos humanos que o nauseava, lança-se num automotor coletivo e depois de uma triste e cansativa viagem encontra o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Supermercado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui começa sua &lt;strong&gt;Odisséia&lt;/strong&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1059327245105136659?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1059327245105136659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1059327245105136659' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1059327245105136659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1059327245105136659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/02/odissia-de-ulisses-um-zaratustra_269.html' title='A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3430796464310325479</id><published>2008-02-03T22:42:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T22:53:13.581-03:00</updated><title type='text'>A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Parte I&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Sim! Um &lt;strong&gt;SUPERmercado&lt;/strong&gt;... Seu prefixo não deve ser mero acaso.” (Pensou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esgotado dos momentos anteriores e esgotado para os que virão, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; se despede de suas lamentações e atravessa quase instintivamente os limites que o separam do castelo das coisas. Ao penetrar definitivamente, ele desmaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;pa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;U&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;nicórnio. &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;iva &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;ltimadamente. &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;m &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;ruto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;ltrajado, &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;surpado, &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;ltimado, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;rina. -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sob o abalo do sono e do &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;ivo, ele percebe que não consegue controlar a &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;reter, muito menos a &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;retra. Sábias e duras lições dos homens que não vivem atolados no mundo das artes e das abstrações. O &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;ruto &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;iva novamente, desta vez mais alto. &lt;strong&gt;Disciplinar&lt;/strong&gt; é sua função, malhou horas a fio para chegar a este cargo e não vai ser um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;U&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;nicórnio de um mundo remoto que o desprestigiará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Circulando! Circulando!”&lt;/strong&gt; Essas eram as palavras do disciplinador. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; olha em sua volta, parece não haver dúvida que era o que todos quereriam, achou melhor imitá-los, empurrando lentamente o seu carrinho pelos labirintos do &lt;strong&gt;Supermercado&lt;/strong&gt;, deixando para trás sua &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;rina expelida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;! Pare o carro!” Grita-lhe o lóbulo esquerdo cerebral. “Por favor: sem melodias nem ritmos musicais sinto mais dom nas palavras...” {e assim começa seu discursso: - Também não quero público, nem discípulos, nem comer a mãe ou a namorada lésbica de ninguém. (...) A liberdade de consumo sexual alcançada pelas fêmeas da espécie humana é resultado da luta de classes médias nas sociedades grupais sadomasoquistas contemporâneas pós-industriais; BAH!!?... [e pela penúltima vez &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; sorri]}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;não é mais um crente tapado ou um descrente insano; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não é mais um cientista social evangélico ou um filósofo da natureza das artes físicas; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não quer mais ser um homem só ou uma mulher acompanhada. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; agora vai &lt;strong&gt;DISCIPLINAR&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;CONSUMIR&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3430796464310325479?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3430796464310325479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3430796464310325479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3430796464310325479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3430796464310325479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/02/parte-i-sim-um-supermercado.html' title='A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-7354475487765062246</id><published>2008-02-03T22:31:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T22:53:44.964-03:00</updated><title type='text'>A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Parte II&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Supermercado&lt;/strong&gt; é perfeito: aqui não há apocalipses, não há vínculos, não há laços! {Quem precisa intimidades para ser [bem] atendido? (basta no máximo uma tabela do PROCON)} O que há são vínculos entre vínculos, são laços nos laços! A falsa superficialidade simbólica entre indivíduo e objeto de consumo é o bastante para toda satisfação e gozo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, numa dessas longas caminhadas pelos bairros do castelo do consumo, autruisticamente desviou-se para a racional e burocrática parte da estrutura; lá ouve sonora e docemente da boca da moça dos achados-e-perdidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;! A vida é uma busca perdida, por isso não alcançamo-nos! O que temos em nós são poderes abafados... Somos um produto de algo que não deveria ter sido, logo devemos não-ser!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não tinha propriamente um ar lolital, carecia de delicadeza melancólica, mas apesar disso e sem mais nem menos, responde ele a bela cordata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apertados teus gritos de falsa liberdade! Encoleirados teus ais de pouca repressão! Beija-me a glande dos saberes e baba e suga um pouco do sumo do consumo. (...) pobre menina dos seios tão soltos (...) não conheceu ainda as propriedades de um sutién (...) observa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, antes deeeee.....e.ee..Eeee.........Ahahaaaaaaa.................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; agora está dividido entre o amor de algumas mulheres que já teve e as outras que fatalmente terá; mas nada o detêm, ele seguirá com sua tarefa até o fim!... A raposa agora não saliva mais na frente das galinhas, pois sabe a infinita possibilidade de tê-las todas; mesmo que por alguns minutos, na secção de vestuários, dentro dos provadores de roupas. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não deseja mais. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não ama mais. Na melhor das hipóteses, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; consome...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o &lt;strong&gt;Supermercado&lt;/strong&gt;, de fato, foi a melhor escolha. Agora o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;U&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;nicórnio pode tudo! E então percebeu que ali estava toda possibilidade de mudança evolutiva da sociedade dos homens! - São belas todas as Secções e todas têm seu valor. (era uma máxima) - Um salve aos velhos jargões construtores das descompromisadas e vantajosas opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rapaz, ainda muito moço, que operava na Secção de Frios, perdeu a mão esquerda numa dessas máquinas afiadíssimas. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; foi ter com ele, muito embora soubesse que aquilo não atrapalharia a produção naquele dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se amedronte meu filho! Nenhum esforço será em vão para a verdade que está por vir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, nada como passear na temperatura agradável dos congelados e sentir-se gente, demasiadamente gente... Isso lhe proporcionava bem-estar e conseqüentemente sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente desperta &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de um bom e prazeroso sono, patrocinado pela boa temperatura do ar condicionado, com uma luz ofuscante a lhe cegar. Apesar de não lembrar do sonho que tivera, podia jurar que tinha sido igualmente bom, uma vez que as boas sensações pareciam estar de volta ao seu corpo bem constituído. Então, ficando de pé, declama à luz pertinente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, grande astro! O que seria de tu se te faltassem aqueles a quem iluminas? Desde de que cheguei aqui vives a me acompanhar sem cessar, eis o único que apesar de tudo ainda insiste em me seguir. Responde-me agora o porquê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de forma milagrosa falta energia no &lt;strong&gt;Supermercado&lt;/strong&gt;. Nada demais. Uma pequena queda de força resolvida no intervalo de 1,325 segundos pelo moderno gerador, obrigatório em paraísos como este. No entanto, foi suficiente para mostrar a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que seus apelos ainda conseguem obter ressonância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-7354475487765062246?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/7354475487765062246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=7354475487765062246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/7354475487765062246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/7354475487765062246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/02/parte-ii-o-supermercado-perfeito-aqui.html' title='A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-770708145085599809</id><published>2008-02-03T22:19:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T22:54:11.536-03:00</updated><title type='text'>A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Parte III&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sempre que me pego na Secção de Livros estou no chão. &lt;strong&gt;=!@#$%¨&amp;amp;*()_+}=&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sempre atravesso a Secção de Livros me arrastando (arrastando-se como se estivesse num campo de batalha). Eles gritam e gemem e tossem e... A Secção de Livros é sempre a mais difícil de ser atravessada. Às vezes passo semanas escondido entre estantes, tenho medo que eles me encontrem, entrem em minha cabeça e devorem meus cérebros - os Livros podem enlouquecer-se sabia? {Esses são os poucos momentos em que consigo desenhar símbolos antropomórficos para minha família; ela ainda não acredita na revolução evolutiva dos homens e dos meios e fins de consumo}...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[algumas vezes jornais sensacionalistas me procuram].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quero mais saber das palavras escritas: elas devoram meus cérebros.(;).&lt;br /&gt;Já é o terceiro dia que estou aqui entre esses instantes. Preciso sair daqui. Preciso escovar os dentes e fazer a barba. Prometi aos homens uma festa na Secção de CD’s. acho que agora eles estão dormindo,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,vou ficar quieto mais um pouco,,,,,,,,,,,,,para depois aproveitar o sono das palavras,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,e sair me arrastando,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,bem devagarinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Magia:&lt;/em&gt; poemas alegres amassados em um bolso inútil. &lt;em&gt;Suavidade:&lt;/em&gt; o grotesco carrega consigo uma humanidade jamais vista. &lt;em&gt;Miséria:&lt;/em&gt; afinidades amorosas da realidade. &lt;em&gt;Morte:&lt;/em&gt; as belas pontes recifenses.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{Perto dos Cereais consigo se fazer ver por uma Piranha que venho seguindo desde os Eletro-Eletrônicos; acho que vou levá-la ao &lt;strong&gt;Monte Parnaso&lt;/strong&gt;, para lá comê-la ao Côco em cima das Melancias. Ela precisa ouvir/sentir algumas verdades sobre esses grandes equipamentos de abastecimento! [o que seria dos homens sem o fetichismo (feiticista) da mercadoria?]}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as manhãs do mundo há um encontro, todas as manhãs &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; toma seu café, todas as manhãs &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; se encontra com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;promoter&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de uma marca qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, Senhor &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, bom dia, já estamos todas aqui, antes mesmo do &lt;strong&gt;Supermercado&lt;/strong&gt; abrir. Um cafezinho quentinho saindo. Como pode o Senhor, um homem tão fino, se envolver com qualquer consumidora por aí? Bastando que esta lhe pergunte sobre a qualidade de um produto que o Senhor estima! E com os outros? O Senhor sempre foi tão contido assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És realmente encantadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sabendo que todas as mulheres não resistem a um diálogo franco de intenções, desde que seja feito com humor, ele finge um sorrir levemente convincente, arregalando os olhos e fazendo vibrar imperceptivelmente todo seu corpo de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;U&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;nicórnio Antiquário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você, como as outras mulheres, realmente não me conhece. Mas isso é sua qualidade, é esta impossibilidade que te faz bela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-770708145085599809?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/770708145085599809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=770708145085599809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/770708145085599809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/770708145085599809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/02/parte-iii-sempre-que-me-pego-na-seco-de.html' title='A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-8242125455197167986</id><published>2008-02-03T22:17:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T22:54:30.831-03:00</updated><title type='text'>A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Parte IV&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO PASSO QUE: &lt;strong&gt;BRINQUEDOS&lt;/strong&gt; DA SESSÃO 13 &gt; &lt;strong&gt;BRINQUEDOS&lt;/strong&gt; DA SESSÃO 13 em inferência com &lt;strong&gt;BRINQUEDOS&lt;/strong&gt; de Pelúcia &gt;  ,então ,considerando-se que , os dois tem a mesma relação de identificação , se protegem e se apresentam como entretenimento para adulto ,modificando a relação de preços e rendas mensais .brinquedos de criança e adulto e suas relações com o preço e prazer traduzido em existência .esses pontos são para descansar minha mente neurótica esses pontos servem como meditação..............................;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;.............;;;;;;;;;;.........;;;;;;;;;;;.......;;;;;;...;;;..;;;;;.....;;;;;....;;;;;......;;;;....;;;;;.....;;;;...;;;....;;..;;;.........;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;código Morse e binário de minha falta de criatividade .......... neste momento estou me sentindo um inútil ,acho que não produzo nada,,,,,&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;........me desculpem o teclado para mim é política ,sabe aquela idéia ela é completamente certa ,o absurdo realmente sou eu achar ,ter o desplante de me achar criativo ,definitivamente é inútil ,só deveria me sentar ao teclado quando realmente achar que minhas idéias não percam o sentido quando eu dite elas para os meus amigos (como eu sou idéia) que besteira (é o café ,maldito café) ,e a vergonha de dizer que escreve ,para alguns este ato ridículo e importante ,maldito e importante representa algo ,acha que vai viver melhor ,ficará sem roupa em público e terá propriedade e uns acharão ridículo ,mas o importante é que alguns acham importante e também são bonitos e bonitas .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-8242125455197167986?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/8242125455197167986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=8242125455197167986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8242125455197167986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8242125455197167986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/02/parte-iv.html' title='A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6957328419887257426</id><published>2008-02-03T22:06:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T22:57:10.850-03:00</updated><title type='text'>A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Parte V&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tudo mudava, tudo se mexia, novos produtos, novas promoções, novos designers. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;observava tudo e não parava de se doar para as prateleiras, para as cores das festas, para o interesse das promoções e para a qualidade das frutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, em meio a uma promoção de morangos de Copenhague, foi surpreendido pelo &lt;strong&gt;Gerente General&lt;/strong&gt;, que lá fazia uma inspeção de rotina com seus assessores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que faz aqui?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntou a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que de costas, detraído, conversava sussurrosamente com uma das muitas consumidoras que lhe pediam conselhos. Enquanto ele comia morangos, ela lhe falava o quanto apreciava estar ali, com ele, homem tão virtuoso e conhecedor das finas artes, conversando sobre a real origem dos morangos expostos ou coisas afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a resposta que achava que merecia, &lt;strong&gt;G.G.&lt;/strong&gt; pega-o violentamente pelo braço. Sua atenção se despedaça, seu corpo desequilibra, os morangos caem no chão. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;vira-se para aquele senhor, que a esta altura já se arrependera do seu ato, tamanha a carga com que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ulisses&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; passou a encará-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se quiseres conversar, procure-me à tardinha na secção de pastelaria. Estou ocupado não vês. Sim! Sim! Estarei lá para meu desassossego crepuscular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;G.G.&lt;/strong&gt; ab-rogado vai embora calado inspecionar outras Secções... Ficara impressionado com seu próprio comportamento. Por que não usara sua autoridade? Mas &lt;strong&gt;G.G.&lt;/strong&gt; já chegara a uma idade em que já não queria mais pensar nesses problemas, ainda tinha o &lt;strong&gt;Supermercado&lt;/strong&gt; inteiro para circular e contentou-se em perguntar sobre &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ao seu assistente mais próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já o conhecia. (disse o empregado) Ele mora aqui, não sei quanto tempo, é sempre visto perambulando por aí, parece conhecer bem este lugar, as clientes gostam dele, um pouco melancólico às vezes, mas quem não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;G.G.&lt;/strong&gt; prossegue então sua vida, pela imensidão do &lt;strong&gt;Supermercado&lt;/strong&gt;, entre surpreendentes balanços contábeis e excitantes relatórios de auditoria...&lt;br /&gt;E &lt;strong&gt;Ulisses&lt;/strong&gt;, (?), também...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6957328419887257426?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6957328419887257426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6957328419887257426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6957328419887257426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6957328419887257426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/02/odissia-de-ulisses-um-zaratustra_9471.html' title='A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3173246848758970002</id><published>2008-02-03T22:03:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T22:55:38.024-03:00</updated><title type='text'>A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Última&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Viver a rotina do &lt;strong&gt;Supermercado&lt;/strong&gt; foi o que mais fez &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e foi o que mais alimentou a vontade pelo oposto. Com o tempo, a vida se amargura e ele que sempre viveu além da rotina percebe que agora estava novamente, em torno dela; todos nós precisamos de um pouco de fantasia para o além da rotina! Sabia que já aprendera o suficiente para se libertar deste Mundo de Coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomado pelo Eterno Retorno, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; se envolve em uma névoa embriagante que não mais permite saber quem ele é e que o conduz para fora do Casarão de Tudo; voltando aos seus amigos, as artes e as abstrações, mas aqueles [atados como são pelo cabresto e pelos ressentimentos políticos] já não o compreendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar, sempre, de qualquer lógica ou de toda metafísica que se atormente: só restava a todos injetar álcool no corpo e maledicências no mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3173246848758970002?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3173246848758970002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3173246848758970002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3173246848758970002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3173246848758970002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/02/ltima-viver-rotina-do-supermercado-foi.html' title='A ODISSÉIA DE ULISSES – Um Zaratustra Empreendedor'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-8764508138488472714</id><published>2008-01-25T04:42:00.001-03:00</published><updated>2011-01-14T17:38:06.008-03:00</updated><title type='text'>O MATRIARCALISMO ESTÁ VINDO, PREPARA-TE...</title><content type='html'>Aposto com quem quiser, mas daqui a no máximo 50 anos, as fêmeas já terão dominado o planeta e os homens estarão em condição de subordinação completa... Os dados revelam como é óbvia minha afirmação e quem não estiver preparado para tal mudança sofrerá saborosamente as conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar pelo número. O tamanho de um exército é realmente relevante para se vencer uma batalha! Todos sabem que o contingente populacional de mulheres na terra sempre foi (e ainda é) maior que o de homens; pior, tende a crescer ainda mais: Por N motivos, as guerras, por exemplo, ou a longevidade, e aí entramos em outro dado que reforça ainda mais minha afirmação: as mulheres vivem bem mais que seus machos! Dados estatísticos da ONU revelam que em toda parte do mundo as fêmeas demoram mais para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa assustadora é a força de vontade que essas pequenas têm para estudar! Não digo que são mais inteligentes que os homens, pura blasFÊMEA, digo que são sempre – e antes de tudo – mais disciplinadas. O machismo libertou tanto os homens que lhes roubou a disciplina, por outro lado o nosso machismo disciplinou muito bem essas danadas. Da segunda metade do século XX pra cá as garotas têm estudado e se especializado mais que os rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca por mais direitos e igualdade social, as “doidas”: criaram feminismos bizarros, queimaram sutiãs, tiveram filhos andróginos, divorciaram-se de seus maridos, arrumaram amantes exóticos e se candidataram a cargos públicos importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres têm conseguido cada vez mais cargos de chefia e seus salários já não são tão diferentes dos deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante é a doutrinação ideológica que temos sofrido sem perceber na mais tenra infância. Aquela professorinha gostosa que carinhosamente chamamos de “Tia” no ensino fundamental é um aparelho ideológico fortíssimo em nossas mentes! Não sejam ingênuos meus amigos, percebam o como somos frágeis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não vou e não quero falar em sexo, acho que nem preciso, além do mais, minha atual parceira me desmancharia a alma; sou "um pouco velho demais" para isso e preciso apreciar minha família já um tanto fragmentada pela derrocada do machismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helleno Vasquez Bañera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: A pseudo-ausência do meu pai em minha conturbada e prolongada adolescência (visto que minha mãe ainda cuida de mim e de minha prole) é fator-chave para compreensão de Nietzsche e de meus relacionamentos: zoológicos e psiquiátricos. Mas não tenho certeza...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-8764508138488472714?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/8764508138488472714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=8764508138488472714' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8764508138488472714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/8764508138488472714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2008/01/o-matriarcalismo-est-vindo-prepara-te.html' title='O MATRIARCALISMO ESTÁ VINDO, PREPARA-TE...'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-663603779602133594</id><published>2007-12-30T19:07:00.000-03:00</published><updated>2007-12-30T19:10:54.425-03:00</updated><title type='text'>Antropologia Hormonal ou Quoeficiente de Insistência</title><content type='html'>Por mais fresca que seja a mulher ela sempre acaba cedendo pra quem mais insiste...&lt;br /&gt;Na verdade a fêmea não tem muito senso de seleção; se os homens têm pouco, elas têm menos ainda.&lt;br /&gt;(senso de impregnação é o que elas têm, achando belos os canalhas que fazem uso de tal recurso: qualquer cantada barata, se for insistida, é o suficiente para levá-las à cópula.)!&lt;br /&gt;Até mesmo aquelas mais instruídas engolem a corda dos machos mais fúteis.&lt;br /&gt;A caça é sempre do macho, apesar das fêmeas caçarem; pois só se alimentam depois que ele já está satisfeito; e mesmo quando não caça, há a possibilidade de ser devorada.&lt;br /&gt;Não existem amigos homens pras mulheres.&lt;br /&gt;Fato – os amigos tentam “comer” as amigas.&lt;br /&gt;Fato – as amigas tentam “dar” pros amigos.&lt;br /&gt;Fato – por trás de uma “grande” amizade existe uma atração sexual.&lt;br /&gt;[(nunca namore garotas com amigos – íntimos – homens!)...]&lt;br /&gt;É uma ilusão senil achar que se pode controlar uma mulher, puro descuido dos homens.&lt;br /&gt;A voz maior dentro de uma fêmea é a voz do bando (palavra chave: influenciabilidade);&lt;br /&gt;Um grupo de amigas controla mais uma mulher do que qualquer razão ou norma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-663603779602133594?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/663603779602133594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=663603779602133594' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/663603779602133594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/663603779602133594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/12/antropologia-hormonal-ou-quoeficiente.html' title='Antropologia Hormonal ou Quoeficiente de Insistência'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3549486881938118290</id><published>2007-12-14T15:52:00.000-03:00</published><updated>2007-12-14T15:54:04.172-03:00</updated><title type='text'>Um épico para nossa época</title><content type='html'>Sou um santo que duvida de minha própria crença na santidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo isso com a clareza de santo que duvida de sua própria crença e santidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso escrevo um manifesto ao mundo em decadência,&lt;br /&gt;um mundo onde os sentimentos mais “puros” ficam unidos aos mais rudes e truculentos,&lt;br /&gt;para que minha poética soe como uma aposta no bizarro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei das imagens e das exaltações,&lt;br /&gt;mas nunca consegui explicar meu ato esdrúxulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mesmo que o particular se pretenda universal).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3549486881938118290?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3549486881938118290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3549486881938118290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3549486881938118290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3549486881938118290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/12/um-pico-para-nossa-poca.html' title='Um épico para nossa época'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1016019495280771658</id><published>2007-11-25T15:15:00.000-03:00</published><updated>2008-01-09T12:01:31.052-03:00</updated><title type='text'>Putaria Intelectual</title><content type='html'>Caminhava Lou Salomé, numa tarde de pouco sol, pelas ladeiras de Olinda.&lt;br /&gt;Procurava por Rilke, e talvez o encontrara. Mas este se mantia distante.&lt;br /&gt;D’outro lado, enquanto tudo se movia, Nietzsche ficava contemplando a imensidão e sonhando com possibilidades de um além-homem. (Quero deixar claro que ele não era gay, mas adorava os Helênicos e um certo amigo músico.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lou Salomé pensava em sexo e o fazia sempre que a vontade se unia a circunstância. No entanto queria Rilke e sua alma poética feminina. todavia, Rilke era poeta e por demais romântico e atrevido para se ater àquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche era o contrário. Conhecem o contrário? Explico: não era romântico, era filósofo e mais queria se ater àquela...&lt;br /&gt;Prometeu (não o Acorrentado), a si mesmo, comer-lhe o cu e jamais o conseguira; Não tinha permissão! Já à Rilke, lhe eram oferecidos doces e fedorentos dotes... Mas ele desdenhava disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como começou esse maldito romance? Salomé foi assistir a uma defesa Moral de Nietzsche, e o convidou, sutilmente, para um bar: sabia ela que lá, Rilke e outros da mesma casta recitariam versos e cantariam músicas bregas; queria-lhe fazer inveja e ciúme, trazendo assim algum sentimento de posse para seu pobre lanche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiu e foi (ou se sentiu obrigada a ser) comida por Nietzsche que naquela noite – por ter bebido demais – demorou absurdos para gozar. Ficou entusiasmada com aquilo e queria mais. Prometeu (já acorrentada) a si mesma: “Se Rilke não me notar, dou o cu a Nietzsche!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, Rilke, percebia a sacanagem, e conseguia cativar Lou ao brincar com sua singular rola na borda do seu traseiro. Ela gostava e vez por outra gozava tristemente.&lt;br /&gt;Até que um dia Nietzsche lhe forçou a beber seu sêmen. Tudo estava perdido e misturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não mais sabia quem amava. Ela só amava a si mesma e queria que os dois lhe amassem. Um com a poesia que entra mola e endurece dentro e o outro que entrasse com a filosofia dura que amolecesse fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhava Lou Salomé doida pra ser comida. E conseguiu. Os dois a comeram loucamente e ela gozou só se olhando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1016019495280771658?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1016019495280771658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1016019495280771658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1016019495280771658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1016019495280771658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/11/putaria-intelectual.html' title='Putaria Intelectual'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1318992754461413924</id><published>2007-10-06T15:36:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T15:48:59.255-03:00</updated><title type='text'>MODA: DIONÍSIO SEXUAL PUERIL. Para quem achou a genitália, a boca e a coerência no lixo.</title><content type='html'>Poderíamos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;julgar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de infantis aqueles que não fazem a distinção entre a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;décadence&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, condescendência e a vida em si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no Recife, experimenta-se uma sensação multifacetada aos meus sentidos, uma moda (porque não passa disso) conceitual de exoneração de certos compromissos éticos de boa convivência...; A putaria instalou-se, ninguém é de ninguém. Jamais escreveria apologias à castidade, pois esta é um atentado puro a natureza humana, o termo impuro é inverossímil, um crime contra a vida per si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou discorrendo contra a sacanagem, mas sim contra a incoerência mental desse grupo que deixa todos os seus atos libidinosos ficarem a mercê da maré (leia-se grupo). Fazem tudo, pintam e bordam, “dionisiam” tudo, vangloriando-se de suas obras sodômicas, mas não percebem que a maioria destas são por influencia externa. Este cardume urbano esquece de leis básicas como ação e reação, fala, fala... Divertem-se, mas logo a incoerência surge rindo pela suas costas, na sua cara e bate forte no peito quando este indivíduo está chorando e planejando mil vinganças (sentimento necessariamente patético e fraco) contra o outrem, seja ele ou ela, lolitinhas ou carinhas, que, por se identificarem entre si agregam comportamento impressionantemente semelhante, que fizeram as mesmas, eu disse as &lt;strong&gt;&lt;em&gt;mesmas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, coisas que esta “vítima” chorona e desamparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais impressionante e asqueroso – talvez seja a cegueira do egoísmo ignóbil e extremo do humano – é que estes não percebem tais semelhanças de comportamento e a transformação desses atos sagrados de sacanagem em infantis, baratos e fétidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O puerilismo desse bando citadino tange a comédia, suas réplicas são sempre absurdas e infundadas dentro do próprio ator desta verdadeira tragédia (qual ato será que estamos?). Seus argumentos: pós-moderno, liberdade ou qualquer tipo de tentativa de desculpa já nasce póstumo a partir do momento em que não foram capacitados para transpor a barreira da infância (imaturidade) sexual. Esta inexorável “falta de si”, essa condescendência sexual desvia a seriedade da vida em si, quando se faz da anemia um ideal, o desprezo ao corpo, isto é um grande passo em direção a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;décadence&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto de Fernando Chegadinho; faço minhas suas palavras)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1318992754461413924?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1318992754461413924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1318992754461413924' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1318992754461413924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1318992754461413924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/10/moda-dionsio-sexual-pueril.html' title='MODA: DIONÍSIO SEXUAL PUERIL. Para quem achou a genitália, a boca e a coerência no lixo.'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-6429874432020389317</id><published>2007-09-21T13:58:00.000-03:00</published><updated>2007-09-27T23:49:43.389-03:00</updated><title type='text'>ANTRO-POSOLOGIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma dor é sempre duas. Duas são as dores de si mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Homens ignóbeis sentam em frente ao chefe e choram seus lamentos... Homens retardados voltam para o almoço e choram frivolidades... Homens sem opção comem a mesma mulher toda noite por não encontrarem nada melhor... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um intelectual nunca deve se envolver.&lt;br /&gt;Um intelectual de fato, nunca se envolve com (dois: (religião e política)) temas; temas são como frustrações de estudos nunca fundados e realmente dispostos a não sê-lo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Engulo seco minha genialidade. Garotas morrerão sem conhecê-la. Quantas e quantas moças energúmenas tentei tirar do ostracismo. Tentei salvá-las de si mesmas e de suas amigas sem pudor real. Manipulam-se, umas as outras, as fêmeas; como se disso dependesse sua própria manifestação. Elas esvairão-se em desejo e fúria e dor – em busca d’algum falo perdido. Fui covarde e fugi dos desejos em nome de meu medo – amoral. Perdoai-me todas, comerei-as quando puder... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Poetas e retóricas e falácias. Pintor econômico. Macete de puta é punheta na boca.&lt;br /&gt;Enquanto escrevo minhas demências tomo conhecimento de todas as lazeiras do mundo. Sou frio e continuo... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Schopenhauer, diria-me para acreditar na (minha) vontade; e Nietzsche em (minha) potência; com efeito, minha vontade potente de vontade de arte me faz continuar! O homem que teme a morte se prepara pra ela: pois discordo: prepare-se para a vida... A morte é certa... Há o homem que teme a vida e se prepara (novamente) para morte. – Eis o filosófico medo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Temem a liberdade (que é irreal) e a dor (circunstancial). E a liberdade nunca chega e as dores retornam: pois que retornem: sempre estarei despreparado...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-6429874432020389317?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/6429874432020389317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=6429874432020389317' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6429874432020389317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/6429874432020389317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/09/antro-posologia.html' title='ANTRO-POSOLOGIA'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1691571667179766521</id><published>2007-09-10T14:49:00.000-03:00</published><updated>2007-09-10T14:54:00.732-03:00</updated><title type='text'>EQUAÇÃO SOBRE O DESEJO</title><content type='html'>{A felicidade tem mais angustia que todos os hospitais do mundo&lt;br /&gt;O desespero não existe de acordo com a morte imediata&lt;br /&gt;O desespero é o eterno morrer nas infinitas dimensões que não vemos&lt;br /&gt;[A infelicidade é a pulsão inquieta que nos move para a glória&lt;br /&gt;A busca da glória desespera nosso peito e nossa mente&lt;br /&gt;Como se tivéssemos um hospício em chamas dentro de nós&lt;br /&gt;(Somos a agência e a estrutura de nossa própria contingência)&lt;br /&gt;A alegria em atingir a glória é sempre incompleta&lt;br /&gt;Como um quebra-cabeças que precisa sempre ser remontado]&lt;br /&gt;O fracasso é tão necessário quanto os fracassados&lt;br /&gt;Mas a derrota não&lt;br /&gt;A vitória é tão necessária quanto à glória&lt;br /&gt;Os vitoriosos não}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1691571667179766521?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1691571667179766521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1691571667179766521' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1691571667179766521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1691571667179766521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/09/equao-sobre-o-desejo.html' title='EQUAÇÃO SOBRE O DESEJO'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-3081425087182553840</id><published>2007-08-10T17:44:00.001-03:00</published><updated>2010-05-13T10:16:00.894-03:00</updated><title type='text'>METADE DO EGO DE DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PARTE PRIMEIRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava em seu quarto e podia se dizer que dormia um sono leve e tranqüilo, ou talvez nem dormisse!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De súbito se levanta e vai até a porta, mas antes, como de costume, veste sua indumentária usual. Ao girar a maçaneta e pôr os dois pés para fora do quarto, percebe que está num ambiente completamente desconhecido. Um corredor extenso e quase sombrio. Encimesmado e sem entender a causa tenta retornar ao quarto imediatamente; e ao abrir a porta por onde havia saído, que já não era a porta do seu quarto, encontra enormes escadarias!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda não entendendo percorre o longo corredor, sem aparentar pânico ou angustia segue à procura de uma saída. Quase no final do corredor uma sensação o faz parar e olhar para trás. É quando enxerga uma mulher parada que parece não ter saído de lugar algum – Ela parece bela e volumosa, vestido longo e vermelho, cabelos compridos e ondulados, seios de circular fartura – e Ela, indiferente a sua presença, entra pela porta onde iniciara seu enigma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele corre e entra pela mesma porta. Imagina fareja-la descendo as escadas rapidamente. Só encontra degraus e portas que levam a outros corredores similares...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chega! Vai ao corredor novamente e encontra outro lance de escadas, porém diferentes. Percebe um velho homem sentado no primeiro degrau – aparenta um mendigo, cabelos assanhados e barba mal cuidada, faltava-lhe dentes, bebia cachaça e era bêbado – o homem ergue-lhe o copo e bebe como se lhe oferecesse um brinde, Ele aproxima-se e pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Senhor, não sei como vim parar aqui. Que lugar é este? Acho que estou perdido. Como faço pra sair daqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, preparando mais uma dose, responde sem tirar os olhos do copo de aguardente; sua fala é grave e de difícil compreensão: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Saída... A saída deve estar dentro de você, eu acho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, meio indignado e quase irritado, retruca o indivíduo e sua filosofia de botequim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Dentro de mim! Quem é você pra me dizer o que eu devo ler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabe ele porque falou aquilo, e pela primeira vez fica assustado naquele local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu? Eu sou Deus!... (fala o velho rindo e bebendo a cana e depois rindo novamente). – Sou Tudo! Ou metade Dele... (e seu riso é honesto e quase cativante). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PARTE SEGUNDA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O riso ecoa em sua espinha e o faz andar apressadamente pelos corredores e escadarias daquele lugar. Sua febre de fuga é tanta que o faz cair no chão e delirar... Imagina Ele, que assim retornaria ao seu quarto. Mas seu pequeno surto não resulta em nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Levante-se! (grita Ele a si mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergue-se e toma um susto estranho com uma mão que de repente pousa em seu ombro; para seu alívio era a mão da mulher que vira no corredor anteriormente e que do nada havia sumido. Seu olhar era doce e insinuante, sua boca parecia querer soltar um pequeno sorriso sínico ou uma gargalhada sincera de agonia. Quando Ele se prepara pra falar, ela põe a mão em sua boca e com o dedo em riste em seus lábios carregados de cor, ela sussurra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Xiiii! Eu vou te mostrar a saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua voz demonstrava segurança e Ele encontra a calma num misto de paz e excitação. Ela tira a mão de sua boca e o puxa pelo braço como se caminhasse com um velho amigo. Pega-o pela mão e diz com grande certeza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A saída está dentro de mim... (e agora Ela olha Ele nos olhos com certa frieza e sisudez). – Estou certa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quem é você afinal? (pergunta Ele durante a caminhada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não lembra? Eu sou Ela. (responde sem dar muita atenção). – Esse é seu problema, sempre esquecido. Sempre com medo. Estão Todos te esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mãos dadas, Ela o conduz pelos corredores e o leva a uma sala onde está acontecendo uma espécie de festa: Todos bebem e se tocam de forma libidinosa; um negro nu toca um instrumento percussivo; há uma eterna penumbra que circunda Todos, menos Ele; Ele está em evidência o tempo inteiro, como se houvesse um refletor que o seguisse; Todos o olham enviesadamente e parecem estar vestidos com lençóis; numa única mesa, ao canto da sala, Ela está deitada e nua; Ele se sente desejado; Todos começam a vir em sua direção, lenta e pavorosamente; a música tocada pelo negro acelera o ritmo; seu coração parece pulsar em seu ventre; as mãos de Todos tentam alcançar-lhe o corpo; o temor lhe dá náuseas, suor e quase um desmaio...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PARTE TERCEIRA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Correndo, andando, pressa, pressa, correndo, subindo, descendo, rápido, rápido, devagar, ofegante... Apoiando-se pelas paredes. As imagens retornam a sua cabeça. Ele lembra Dele, de Tudo... Ele vê Ela... Ele desconhece Ele... Ele reconhece Todos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para e se encontra em frente à porta por onde havia saído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porra, que bizarro! (explode em tom depressivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento exita, porém, devagar, põe a mão na maçaneta. Fecha os olhos e gira a maçaneta. Abre a porta e entra. E para sua grande surpresa, estava novamente em seu quarto!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contempla um ambiente familiar que por pouco não esquecera. Revê suas coisas, seus livros, sua bagunça. Toca os objetos e esquece. Simplesmente esquece. Liga a TV e deita-se para relaxar enquanto assiste qualquer bobagem. Na TV, está passando um filme em que aparece um velho tomando aguardente num boteco decadente e insalubre, e que se dirige cambaleando para o banheiro. O filme acaba e sobem os créditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que escroto!!?... (fala deslizando os dedos no cabelo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanta-se para desligar a TV e por um instante pensa já ter visto aquele sujeito antes. Pega uma jarra d’água metálica que está ao pé da cama, e ao entorná-la no copo percebe que está vazia. Sai do quarto, vai até a cozinha. Deixa a jarra em cima da mesa e abre a geladeira. Pega de uma garrafa e entorna vários goles com a boca no gargalo – a água escorre em seu queixo – enxuga a boca com a manga da camisa e volta ao quarto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao girar a maçaneta e pôr os dois pés para dentro do quarto, percebe que está num ambiente completamente desconhecido. Um corredor extenso e quase sombrio...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-3081425087182553840?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/3081425087182553840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=3081425087182553840' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3081425087182553840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/3081425087182553840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/08/metade-do-ego-de-deus.html' title='METADE DO EGO DE DEUS'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-216867381257713433</id><published>2007-07-23T12:10:00.000-03:00</published><updated>2007-07-23T12:18:19.070-03:00</updated><title type='text'>Antropologia Fisiológica ou Tragédia Machista</title><content type='html'>Sempre fui metido a liberal. Puro fingimento com as mulheres. Nunca disse “eu te amo” com total sinceridade. Por trás do “amo” existia sempre a pungente vontade de comer a tal amada. Sou machista e canalha como todo homem por sua natureza! E a liberdade sexual que finjo só vai até onde convêm minha moral e meu desejo. Não tenho nenhum amigo macho que seja o contrário disso. Alguns omitem sua condição de pústula, simulando carinho e compreensão em demasia, para comer mais fêmeas; outros tantos não percebem o jogo com tanta definição. Esses mais infames, porém nem menos astutos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero delegar com isso uma ingenuidade cristã as mulheres, (Puro desfeito é a ingenuidade para as vulvas que nunca terão pudores), nem colocá-las numa posição de presa burra e fácil: melhor guardar em segredo a posição em que prefiro colocar. Mas acho difícil que compreendam a sensação de poder obtida pelo macho no momento de uma ereção perfeita ou da ejaculação despejada por cima da curva bundinha. Tão pouco, entenderão o frustrante desenrolar de uma situação broxante; Não me importo muito com a broxada, ela é outro elemento de vital importância no jogo. Até porque prova que nós [os pusilânimes] não somos tão filhos-da-puta assim. Somos cria delas e delas tiramos o que há de melhor e de mais podre para desenvolvermos nossa função social de macho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, quero continuar e continuo. Como é possível amar o que é mau, falso e feio? Não se deve crer numa fêmea em momento algum de sua dissimulada existência. Um exemplo típico é quando ela resolve dar p’rum conhecido: seu, dela ou comum aos dois. Depois, a explicação sobre o fato vem sempre vaga e confusa (aliás, nunca peça explicação), mesmo quando os dois se juntam para viver um romance carnavalesco ou sazonal. Ou quando você encontra uma amizade colorida do passado, que agora, após ter parido e encontrar-se em estado de sítio aplicado pelo pai da criança, se lhe oferece um serviço sexual “inesperado” {você sabe que é perigoso, mas você é jovem e espera se arrepender na velhice}... Não há como não ser canalha diante de um episódio desses. Meu lado dionisíaco admira isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltando àquele sujeito, o “conhecido”, ele exerceu seu papel com maestria neste capítulo do jogo. Deve ter-lhe prometido alguma bobagem com efeito de sedução: um relacionamento mais solto ou fixo ou equivalente, mais açucarado ou sedicioso (não que ela acredite totalmente ou queira), ele pode até ter falado mal de você – pouco importa! Sendo consumada a cópula tudo voltará aos seus devidos lugares cotidianos. Ao macho, “apraz-lhe somente aquilo que lhe é útil: o seu prazer e o seu desejo cessam quando ele ultrapassa os limites do útil” (Nietzsche, Ecce Homo). E você pode ou não aceitar e ter essas fêmeas, neste caso, não fará diferença: no mundo há uma só mulher com várias faces...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais hábeis à criticar-me, talvez dirão que sou trágico. Mas agora posso amar tudo que é bom, belo e verdadeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-216867381257713433?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/216867381257713433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=216867381257713433' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/216867381257713433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/216867381257713433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/07/antropologia-fisiolgica-ou-tragdia.html' title='Antropologia Fisiológica ou Tragédia Machista'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-298286762874109011</id><published>2007-07-11T16:01:00.000-03:00</published><updated>2007-07-11T19:08:25.143-03:00</updated><title type='text'>SUJO, tão SUJO quanto os BARES da Cidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“...Quando os bares e os cinemas fecham&lt;br /&gt;E as ruas fedem&lt;br /&gt;E os homens fedem&lt;br /&gt;E os homens fedem...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Juarez Correya)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luxúria, realmente, é o grande traço na cara da humanidade; em qualquer ponto no tempo ou no espaço ela se apresenta e nos mostra seu poder de contrafeito. Ela, como não podia ser diferente, é também o trunfo [da deformidade (física) organizacional] de nossa sociedade moderna: nossa moderna degeneração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;{Os vícios (qualquer um, de qualquer tipo): [defeito grave que torna uma pessoa ou coisa inadequada para certos fins ou funções]} podem nos servir como clara referência empírica de nossa imperfeição. Num bar de verdade, por exemplo, tudo cheira a fluidos sexuais, vícios amontoados e rasuração promíscua; unem-se desordenadamente e intrometem-se nos órgãos genitais externos, na sensualidade, na volúpia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não existe nada mais impuro quanto nós e nossa inclinação para o mal; somos um agregado sem ordem nem distinção! Em alguns bares do decadente e fedorento centro da cidade {como o Savoy} travecos cochos e velhos pervertidos se masturbam mutuamente em banheiros imundos. Em outros, mais abastados, garotinhas do mundo cult classe média trocam carinhos bissexuais ao som de jazz e artistas plásticos multimídia. Nos subúrbios, dançarinas de brega se queixando por orgasmos são curradas por macacos banguelas que se esbaldam em bizarras e corruptas máquinas de caça-níquel. Nos bares ao redor da universidade, as fêmeas clamam pela cópula oferecendo preservativos lubrificados, enquanto os machos dividem sua relação de poder entre a sinuca e a embriagues – tudo adulterado com o fim de manipular os resultados. Nesses locais os homossexuais sempre esperam que lhes sobre algo, sendo assim tratados na maioria das vezes como exóticos de segunda divisão. Em algum momento a moralmente censurável “moral” surge com um pouco de castração, devassidão, flagelação, felação e outras libertinagens. De repente, e mais uma vez, as discussões sobre jogos e partes pudentas tomam todo o ambiente do bar. Isto só reflete mais uma real obsessão pelos hábitos prejudiciais; os homens adoram as disputas prenhes de testosterona e progesterona.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Toda essa conduta ou costume nocivo e condenável se mistura sem critério de seleção ou ordenação por conta da característica que distingue o macho da fêmea nos animais e nos vegetais – tornando-nos falsificados e estragados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-298286762874109011?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/298286762874109011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=298286762874109011' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/298286762874109011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/298286762874109011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/07/sujo-to-sujo-quanto-os-bares-da-cidade.html' title='SUJO, tão SUJO quanto os BARES da Cidade'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1473608804352074215</id><published>2007-07-04T15:48:00.000-03:00</published><updated>2007-07-04T15:51:27.423-03:00</updated><title type='text'>A Buceta e o Fracasso</title><content type='html'>A maior decepção que uma Buceta pode ter é o fracasso! Sinto-me uma Buceta fracassada. Uma triste Buceta derrotada.&lt;br /&gt;– Ah, uma ode a todas as Bucetas que nunca foram nada na vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Seu Zé, ao esfregar um pano úmido e mofado no balcão de sua bodega...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Fernando Pessoa, tendo todos os sonhos do mundo...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Charles Bukowski, bêbada e rabugenta nos guetos californianos...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Gilberto Freyre, e a aristocracia escravocrata dos senhores de engenho...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Ariano Suassuna, completamente armorial...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Mahatma Ghandi, anoréxica...&lt;br /&gt;Sou uma Buceta Nietzscheana, totalmente niilista e sifilítica...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Engels que aturava e sustentava a Buceta de Marx...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Sigmund Freud, cheirando toda cocaína da psicanálise...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Franz Kafka, processando-se num inseto monstruoso...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Charles Baudelaire, comendo o ópio dos poetas malditos...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Balzac, uma Buceta de trinta anos de idade...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Mário e Oswald de Andrade, criando o modernismo num país medieval...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Murilo Rubião, e a literatura mágica tirada dos dias de funcionalismo público...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Sócrates, que talvez nunca tenha existido, em sua maiêutica retórica...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Homero, viajando na Odisséia e guerreando na Ilíada...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Euclides da Cunha, e seu hércules-quasímodo sertanejo...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Arthur Schopenhauer, e toda Vontade de Representação do mundo...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Isaac Newton, uma Buceta com gravidade...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Stefen Hawking, explicando o buraco negro como física para leigos...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Kurt Gödel, e as contradições algébricas...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Glauber Rocha, e o entediante cinema novo...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Johann Wolfgang Goethe, e uma onda de suicídio por toda a Europa...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Nelson Rodrigues, e a podridão moral em suas tragédias “mexicanas”...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Cruz e Souza, nas vulvas alvas e claras de seu simbolismo...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Augusto dos Anjos, e a decomposição putrefata do soneto...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Wolfgang Amadeus Mozart, e a gargalhada de quem morre no anonimato...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Andy Wahrol, uma buceta pop e colorida...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Leonardo Da Vinci, rindo através da Monalisa...&lt;br /&gt;Sou a Buceta do Monty Phiton, com seu humor idiota metido a genial...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Josué de Castro, nutrindo seu miserável homem gabiru...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Chico Buarque, uma buceta unânime na MPB...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de James Douglas Morrison, tomando LSD e broxando com as fãs...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Richard Wagner, e o mórbido romantismo alemão...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Tom Zé, descoberta por um americano fã do tropicalismo...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Van Goghi, uma Buceta em forma de girassol...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de James Joyce, em uma única obra durante toda vida...&lt;br /&gt;Sou uma Buceta Darwinista, na seleção natural de todas as espécies...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Santo Agostinho, e a hipocrisia cristã de suas confissões...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Nicolau Maquiavel, e o absolutismo total e necessário do príncipe...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Immanuel Kant, criticando a Crítica da Razão Pura...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Allan Sokal, e todo embuste da pós-modernidade...&lt;br /&gt;Sou a Buceta dos pré-socráticos, e toda filosofia da physis...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Platão e Aristóteles, no berço da cultura e do conhecimento ocidental...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Gautama Sidartha, ao alcançar plenamente o nirvana...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Jesus Cristo, e todo atraso que o cristianismo representa pra evolução da humanidade...&lt;br /&gt;Sou a Buceta de Deus, qualquer um, de qualquer crença, com toda oni-estupidez que o universo pode suportar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sou a Buceta de todos aqueles que nunca vingaram em vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Hellena Vasquez Bañera]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1473608804352074215?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1473608804352074215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1473608804352074215' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1473608804352074215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1473608804352074215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/07/buceta-e-o-fracasso.html' title='A Buceta e o Fracasso'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-2072404148923621791</id><published>2007-06-22T14:40:00.000-03:00</published><updated>2007-06-22T14:59:50.100-03:00</updated><title type='text'>Beber é bom, nas curvas da estrada...</title><content type='html'>Chegamos ao bar.&lt;br /&gt;Estávamos nos sentando quando de repente uma Barata entra em minha bolsa. Eu não a vi entrar, mas ela entrou. O que eu pensava nessa hora? Pouco importa. O que a Barata pensava nessa hora? Isso importa. Éramos três. Estávamos quase diletando a respeito de alguma bobagem holística (do tipo Fritjop Capra misturado com Darci Ribeiro) quando o rapaz do boteco me pergunta o que vamos beber. Quero conhaque, porém, contudo, todavia... (sempre quis escrever isso!). Cachaça é mais Barato (perceberam a questão de gênero?). Tudo bem, &lt;em&gt;whatever&lt;/em&gt;. Não tenho grana, mas meu cérebro está em liquidação. Me vendo mesmo e ainda passo nota se precisar. Somos três, como disse, e não posso me dar ao luxo de beber sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom, um dos caras que estão comigo, o outro é Jalu, começa a falar do seu projeto (que na verdade não me interessa em nada) e que tem haver com o livro de um desses caras – ou dos dois. O velho papo de física quântica de sempre. Nem sei pra quê estudo alguma coisa. Ele fala e fala e fala, pausadamente, qualquer bobagem semi-metafísica, como se isso fosse resolver o problema da humanidade. Jalu vira uma lapada de cana; o que já me deixa com uma vontade mesquinha de beber logo pra que não se acabe e eu permaneça sóbrio com cara de intelectual triste e compenetrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Barata caminha em minhas coisas dentro da bolsa. Penso na gostosa da professora de metodologia científica. Não sei porque diabos ela entrou em minha bolsa. Boto a bolsa no chão, apoiada em minha cadeira. Mas a bolsa já estava no chão. Então finjo que vou botá-la em meu colo. Mas a deixo no chão. A Barata (assim como Jalu) pensa que: tudo o que é vivo persevera no Ser. Mas minha bolsa não a deixa expandir seu pensamento. Tom pensa e fala que minerais são "vidas" e que também têm perseverança por serem produtos de uma mesma substância que também forma a vida. Algo como uma essência. Pergunto se essa essência é de morango ou baunilha. A Barata discorda e Jalu também... Então peço outro quartinho-de-cana pra aproveitar a noite como bom sujeito liso que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom fala que o povo brasileiro é privilegiado por algum motivo antropológico que não ouvi, (ou era sobre a industria cultural? Já disse, não ouvi.), pois estava bebendo minha cana e pensando em como é que eu vou comer minha namorada logo mais a noite. A Barata pensa em como seria a vida se fosse possível copular com o prazer de uma sexualidade sem culpa. Jalu compra batata-frita numa barraca sem fiscalização da vigilância sanitária e revela que é um Hegeliano assumido. A essa altura eu já tomei umas e começo a achar a conversa, no máximo, interessante. Sou mais inteligente quando bêbado. Só que a Barata está preocupada em como vai voltar pra casa àquela hora da noite, visto que minha bolsa é por demais escura por dentro. Eu sei, eu já estive lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou embora, despeço-me, mas antes recito um poema. Minha vida é um eterno retorno de minhas performances. Dou uma carona, dou duas caronas, minha menina chega, ela já havia chegado, vamos comer comida japonesa num restaurante popular e beber mais alguma coisa, por conta dela; quando chego em casa desmaio em minha cama. Já no meu quarto, a Barata em minha bolsa pensa no quão holista e confortável é esse mundo pós-moderno e toda sua picaretagem, mesmo sabendo que na semana que vem vai ter que voltar pro nada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-2072404148923621791?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/2072404148923621791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=2072404148923621791' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/2072404148923621791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/2072404148923621791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/06/beber-bom-nas-curvas-da-estrada.html' title='Beber é bom, nas curvas da estrada...'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-1280908473259404060</id><published>2007-06-07T11:33:00.000-03:00</published><updated>2007-09-13T18:22:46.191-03:00</updated><title type='text'>DIÁLOGO SUPRA-SURREAL ENTRE BENJAMIN E McLUHAN</title><content type='html'>&lt;strong&gt;introdução involuntária&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta breve comunicação, traz às cordas da ciência uma conversa meio discursiva e quase despretensiosa entre dois personagens hipotéticos "desconhecidos" (num momento em que a razão técnico-metodológica do conhecimento dá lugar ao “grande” poder do discurso – e olhe que não estamos falando de Habermas nem de Foucalt.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratamos aqui, mesmo lúdica ou oniricamente, de Walter Benjamin e sua arte reprodutível e de Marshall McLuhan e suas extensões humanas. Sem a pretensão de apontar nitidamente pontos de convergência ou divergência entre os autores e suas teorias, contudo transportando-os a um outro mundo onde a interpretação ou interação também é possível; dando oportunidade de explanação dos pensamentos de tais personagens e seus tormentos humanos de observadores e intérpretes da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim de transformar e atualizar suas análises, derramaremos aqui a visão dos autores, a partir do “ponto de vista de outrem” (mesmo que este (o ponto de vista) de nada valha) que não seja o deles nem o de ninguém; mesmo que o ninguém seja o autor deste trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeira e única parte:&lt;br /&gt;Eis o encontro e a confusa discussão dos olhares.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dez e pouca da manhã, sábado ensolarado e típico, estavam no mercado público de Camaragibe... Os artesãos já não existem mais ou transformaram-se todos em hippies e rastafaris. Os feirantes comunicam em alto e bom som o valor – aurífico – de suas mercadorias e a comunicação se ex-tende por toda fedentina do mercado (transformando aquele lugar). Os alto-falantes, das rádios difusoras, nos postes, prometem animação cultural e artística, logo mais à noite, na praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando por entre as barracas, Mac e Ben convencem-se de que precisam sentar e tomar um quartinho para clarear as idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na barraca de Biu, todos estão de olhos vidrados na tv onde um programa esportivo passa os gols da rodada. Na mesa ao lado o sujeito do açougue não se cansa de comparar a garota da sua rua com, como ele mesmo se refere: "a gostosa da Britney Spears"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mac, oferecendo um brinde, ergue o copo e diz:&lt;br /&gt;- Estamos nos aproximando rapidamente da fase final das extensões do homem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ben franje a testa após entornar a bebida e mantêm-se calado sem demonstrar abalo algum. Isso, obviamente, faz com que Mac continue sua explanação, sentindo que precisava explicar melhor o contexto; e continua:&lt;br /&gt;- Falo da simulação tecnológica da consciência, pela qual o processo criativo do conhecimento se estendera coletiva e corporativamente a toda a sociedade humana, tal como já se fez com nossos sentidos e nossos nervos através dos diversos meios e veículos. Qualquer extensão - seja da pele, da mão, ou do pé - afeta todo o complexo psíquico e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Encaras a obra de arte como uma extensão humana e também como passível de simulação tecnológica? Pergunta Ben, interessando-se pela conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Digo-lhe antes de tudo que em sua essência a obra de arte sempre foi reprodutível. O que os homens faziam e fazem sempre podia e pode ser imitado por outros homens. Em contraste, a reprodução técnica da obra de arte representa um processo novo, que se vem desenvolvendo na história intermitentemente, através de saltos separados por longos intervalos, mas com intensidade crescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É meu amigo! Fim da era mecânica, entrada da era da eletricidade. Chega de lentidão e de retardamento nas reações, hoje ação e reação ocorrem quase que ao mesmo tempo. É por isso que eu digo: A luz elétrica é informação pura!&lt;br /&gt;Neste momento, na entrada do mercado, fleches e objetivas de câmeras fotográficas metralham o corpo de um garoto atropelado que tinha como ofício os malabares que fazia num semáforo ali da frente. O Biu da barraca comenta que foi vingança e que o rapaz andava fumando muita maconha; todos ouvem, mas ninguém liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ben diz:&lt;br /&gt;- Vê como o olho apreende mais depressa do que a mão desenha? O processo de reprodução das imagens experimentou tal aceleração que começou a situar-se no mesmo nível que a palavra oral - como esse relato do nosso amigo Biu. Agora aquele menino está contido virtualmente na fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Graças aos meios elétricos, esta também é a Idade da Angustia! Responde Mac levantando novamente o copo e tomando uma talagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só que mesmo na reprodução mais perfeita, um elemento está ausente: o aqui e agora da obra, lugar onde se desdobra sua história, sua existência única. O aqui e agora do original constitui o conteúdo de da sua autenticidade, e isso escapa a sua reprodução técnica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala Ben e fica de pé para ir ao banheiro, enquanto Mac o segue dizendo:&lt;br /&gt;- Todas as culturas possuem seus modelos de percepção e conhecimento, que elas buscam aplicar a tudo e a todos. Numa cultura como a nossa, há muito acostumada a dividir e estilhaçar todas as coisas, como meio de controlá-las, é muito chocante lembrar, para efeitos práticos e operacionais, que o meio é a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dentro do banheiro grita:&lt;br /&gt;- O que é que isso? Liquidação da cultura? Eu sei que o meio, assim como a arte, age direto no indivíduo e no social...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto continua Mac, um tanto mais perto da porta do banheiro:&lt;br /&gt;- Claro, claro!... O conteúdo de qualquer meio ou veículo é sempre um outro meio ou veículo. Por exemplo, uma pintura abstrata representa uma manifestação direta dos processos do pensamento criativo, tais como poderiam comparecer nos desenhos de um computador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a autenticidade? Responde Ben saindo do WC e dando a vez a Mac que entra em seguida. - A autenticidade de uma coisa é a quintessência de tudo aquilo que foi transmitido pela tradição, a partir de sua origem, desde sua duração material até o seu testemunho histórico. O que se atrofia na era da reprodutibilidade técnica da obra de arte á sua aura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não foi isto o que aconteceu tanto na Física como na pintura, na poesia e na comunicação? A partir do momento em que o seqüencial cede ao simultâneo, entramos no mundo da estrutura e da configuração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento aparece um pedinte, desses mendigos metidos a poeta (ou seria melhor profeta?). Ele entra na conversa e depois de tomar uma dose no balcão e filar um hollywood do Ben, retruca alvoroçado: "O grande estadista, o conquistador, o descobridor estão disfarçados com as suas criações até ao irreconhecível. A ´obra`, a do artista, do filosofo, só ela inventa quem a criou, aquele que dizem que a criou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eles resolvem pagar a conta e sair andando para se livrar do bêbado impertinente metido a pensador. E Ben pergunta:&lt;br /&gt;- Voltando ao assunto, você não tem medo que a aura suma? Cê sabe que a arte tem uma função ritual e um fundamento teológico!? E esta figura singular que é a aura, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante, por mais que ela esteja. Pois veja, no momento em que o critério da autenticidade deixa de aplicar-se à produção artística, toda a função social da arte se transforma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que o sujeito está preso aos meios e as tecnologias como em uma prisão sem muros; em constante conflito e em guerra com os mundos artísticos e do entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas quem sabe... (E é interrompido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem sabe o artista sério não é a única pessoa capaz de enfrentar, impune, a tecnologia, justamente porque ele é um perito nas mudanças de percepção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe do que mais? Precisamos é de uma outra pinga. Ao Cubismo, ao Dadaísmo, ao Surrealismo, ao Modernismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao Cinema Latino Americano Independente!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À Pós-contemporâneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual foi cara? Que papo é esse de Pós-contemporâneo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Brincadeira, mago, relaxe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-1280908473259404060?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/1280908473259404060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=1280908473259404060' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1280908473259404060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/1280908473259404060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/06/introduo-involuntria-esta-breve.html' title='DIÁLOGO SUPRA-SURREAL ENTRE BENJAMIN E McLUHAN'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5468462099111118458.post-9154330815971431774</id><published>2007-05-21T09:38:00.001-03:00</published><updated>2008-03-01T18:39:51.221-03:00</updated><title type='text'>São quatro horas da madrugada.</title><content type='html'>São quatro horas da manhã e estou só.&lt;br /&gt;Não sei como lidar com isso. Preferiria estar morto: Também não sei como lidar com isso! Gabriela dorme no sofá; Ângela dorme no seu quarto; Michel não está em casa... tentei dormir no quarto de michel, mas algo me impede. Tenho medo de me tornar um covarde por não conseguir dormir nunca: logo eu que controlo meus sonhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas me odeiam? Ou me admiram à distancia!? Na verdade, ninguém atura um idiota com pretensão de intelectual; ninguém atura um intelectual... então não o sou; nem pretensioso, nem modesto. Falam muito mal de mim e isso me faz desgostar mais ainda das poucas coisas que me deixam angustiado. São todos ignóbeis e frouxos! Deviam Ter um destino menos previdente, para morrerem depois de demais frustrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não confio no homem que não seja arquétipo de si mesmo. – É perigosa a travessia e perigoso olhar pra trás. – salmos de minha própria destruição voluntária sobrarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou desgostoso dessa hipócrita e energúmena vontade, hoje mesmo uma garota me prometeu sexo gratuito, Não me sinto melhor por poder podê-la. Queria mesmo era conseguir de volta meus aviões e voar sem precisos. Queria, de novo, ser velhos destinos inconseqüentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se mais ou menos trinta minutos, e me sinto mau. Talvez seja o café: maldito café. Talvez seja minha existência: maldita existência. Talvez seja minha infância e família e tudo o que me remete à inútil responsabilidade de ter uma família e uma infância (esta última, por sua vez, também inútil) para se defrontar de Segunda a Segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eles somem como eu que me escondo feito um inseto kafiquiano em busca do mínimo de abrigo da luz e dos bons fruidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma loucura me comove. Já dei por loucos demais em minha sofrida e traumática vida de bom pai solteiro. Quero agora matar toda merda sem remorso. – Quero ser feliz gozando dentro. Sem nenhum impulso de vontade! Sou a-histórico por demais para querer fazer parte de algo tão fisiológico. Repito, nenhuma loucura me comove mais... estou de saco cheio da gordura da frigideira nas paredes do meu inconsciente. Nada mais me comove! Só a porra dessa uma hora que venho escrevendo e ninguém presencia a porra de minha genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cinco horas da manhã. Gabi dorme no sofá, Angel em seu quarto, Michely não está em casa mas ouço o coitado do ventilador que deixei ligado. Já não tenho medo de desmaiar sem sonhos: logo eu que sempre tenho sonhos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5468462099111118458-9154330815971431774?l=hvblogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hvblogue.blogspot.com/feeds/9154330815971431774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5468462099111118458&amp;postID=9154330815971431774' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/9154330815971431774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5468462099111118458/posts/default/9154330815971431774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hvblogue.blogspot.com/2007/05/so-quatro-horas-da-madrugada.html' title='São quatro horas da madrugada.'/><author><name>HVB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17358297521076777949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_NSa3k7kcXDA/SBiunLhFPSI/AAAAAAAAABU/_JWZF5VubEo/S220/bon+vivant.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
